São Paulo · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Jumirim - SP: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Jumirim, São Paulo.

  • aquífero poroso
  • grupo itararé
  • 5poços cadastrados
  • 205,1 mprofundidade média
  • 194 mprofundidade mediana
  • 42,9 mnível estático médio

Como são os poços em Jumirim - SP?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 5 poços em Jumirim - SP. A profundidade média é de 205,1 m e a mediana, 194 m, medida em 5 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 42,9 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Grupo Itararé. No Censo 2022, 199 dos 1.002 domicílios do município — 19,9% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
5
Profundidade média
205,1 m
Profundidade mediana
194 m
Nível estático médio
42,9 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Grupo Itararé
Ante a média do estado
49,1 m mais fundo que a média de São Paulo (156 m)
População (Censo 2022)
3.056 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
199 (19,9%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Amostra pequena: 5 poços no cadastro. Os números descrevem esses poços, e não necessariamente todo o município — o SIAGAS depende do envio do registro por quem perfura.

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 5 poços em Jumirim, com profundidade média de 205,1 m (mediana de 194 m, variando de 122 m a 301 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Grupo Itararé, presente em 50% dos poços com litologia informada. São poucos registros para o município — servem como referência, não como retrato completo.

Comparado ao restante do estado, o poço de Jumirim é 49,1 m mais fundo que a média de São Paulo (156 m).

Números do cadastro em Jumirim

Poços cadastrados em Jumirim - SP
Poços no cadastro nacional5 poços
Profundidade média205,1 m 5 poços com o dado
Profundidade mediana194 m
Faixa de profundidade122 m a 301 m
Nível estático médio42,9 m 4 poços com o dado
Nível dinâmico médio88,2 m 4 poços com o dado
Vazão específica média0,3 m³/h por metro 4 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 100% dos registros
Rocha predominanteGrupo Itararé 50% dos registros
Uso mais comumAbastecimento urbano 2 poços
Década com mais perfuraçõesanos 1960 1 poço
Poços com teste de vazão5 de 5
Distribuição das profundidades em Jumirim 122 m mínimo 194 m mediana 301 m máximo
Metade dos poços fica entre 158,4 m e 250 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Jumirim por faixa de profundidade. Valores em poços. 100-150 m 1 · 20% 150-200 m 2 · 40% acima de 200 m 2 · 40%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Jumirim 1 1960 1 1970 1 1980 1 1990 1 2000
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Jumirim. Valores em poços. Abastecimento urbano 2 · 50% Abastecimento doméstico 1 · 25% Doméstico/irrigação/animal 1 · 25%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 4 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Grupo Itararé — 2 poços
  • Grupo Tubarão — 2 poços

O território e o subsolo de Jumirim

Jumirim tem 3.056 habitantes distribuídos em 56,7 km², o que dá 53,9 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Sorocaba.

No Censo 2022, 199 dos 1.002 domicílios de Jumirim — 19,9% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 191 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 170 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É bem acima da média brasileira, de 11,4% dos domicílios — sinal de que o poço já resolve o abastecimento de boa parte do município, e não apenas de casos isolados.

São Paulo tem a Bacia do Paraná no interior — Guarani, Bauru, Tubarão e Serra Geral — e o cristalino na faixa leste, além das bacias de São Paulo e Taubaté. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Guarani, Sistema Aquífero Bauru, Sistema Aquífero Tubarão, Sistema Aquífero Serra Geral, Bacia de São Paulo. No interior, poço poroso profundo e produtivo, com uso intenso e rebaixamento regional em algumas áreas; na Grande São Paulo, cristalino de vazão modesta.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Jumirim

Com base em 509 poços cadastrados num raio de 30 km de Jumirim - SP, 80% deles foram concluídos entre 100 m e 300 m, com profundidade mediana de 200 m. A vazão mediana calculada é de 12,2 m³/h (metade dos poços entre 5,8 m³/h e 29,8 m³/h), sobre 158 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 31 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (99% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Jumirim se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 509 poços no raio, contra 5 poços dentro do município.

200 mprofundidade mediana
12,2 m³/hvazão mediana calculada
31 mnível estático mediano
18,0poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 158 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Jumirim: 58/100

58 de 100

Confiança: amostra alta509 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 86peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 72peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 37peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 1peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 15peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Jumirim costumam descer

  • até 50 m 2%10
  • 50 a 100 m 12%58
  • 100 a 150 m 18%90
  • acima de 150 m 68%342

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Grupo Tubarão 12,5 m³/h 188 m 13166 com teste
Grupo Itararé 14,0 m³/h 200 m 8759 com teste
Grupo Passa Dois 4,4 m³/h 205 m 144 com teste
Formação Irati 8,8 m³/h 206 m 76 com teste
Formação Serra Geral 12,6 m³/h 190 m 66 com teste
Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 30,5 m³/h 300 m 52 com teste
Formação Corumbataí 23,8 m³/h 357 m 43 com teste
Formação Tatuí 9,0 m³/h 160 m 44 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • 50 a 100 m42 poços Grupo Tubarão 20 · Grupo Itararé 16 · Grupo Passa Dois 1
  • 100 a 150 m51 poços Grupo Tubarão 27 · Grupo Itararé 17 · Grupo Passa Dois 3
  • acima de 150 m168 poços Grupo Tubarão 83 · Grupo Itararé 54 · Grupo Passa Dois 9

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Jumirim?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Jumirim.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.