São Paulo · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Cravinhos - SP: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Cravinhos, São Paulo.

  • aquífero fissural
  • formação serra geral
  • 37poços cadastrados
  • 205,3 mprofundidade média
  • 160 mprofundidade mediana
  • 121,1 mnível estático médio

Como são os poços em Cravinhos - SP?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 37 poços em Cravinhos - SP. A profundidade média é de 205,3 m e a mediana, 160 m, medida em 35 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 121,1 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Formação Serra Geral. No Censo 2022, 89 dos 11.349 domicílios do município — 0,8% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
37
Profundidade média
205,3 m
Profundidade mediana
160 m
Nível estático médio
121,1 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Formação Serra Geral
Ante a média do estado
49,3 m mais fundo que a média de São Paulo (156 m)
População (Censo 2022)
33.281 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
89 (0,8%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 37 poços em Cravinhos, com profundidade média de 205,3 m (mediana de 160 m, variando de 3,5 m a 613,6 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Serra Geral, presente em 60% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Cravinhos é 49,3 m mais fundo que a média de São Paulo (156 m).

Números do cadastro em Cravinhos

Poços cadastrados em Cravinhos - SP
Poços no cadastro nacional37 poços
Profundidade média205,3 m 35 poços com o dado
Profundidade mediana160 m
Faixa de profundidade3,5 m a 613,6 m
Nível estático médio121,1 m 21 poços com o dado
Nível dinâmico médio164,6 m 20 poços com o dado
Vazão específica média2 m³/h por metro 19 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 55% dos registros
Rocha predominanteFormação Serra Geral 60% dos registros
Uso mais comumAbastecimento industrial 8 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 20 poços
Poços com teste de vazão37 de 37
Distribuição das profundidades em Cravinhos 3,5 m mínimo 160 m mediana 613,6 m máximo
Metade dos poços fica entre 80 m e 360 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Cravinhos por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 7 · 20% 50-100 m 6 · 17% 100-150 m 2 · 6% 150-200 m 8 · 23% acima de 200 m 12 · 34%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Cravinhos 2 1960 1 1980 7 1990 20 2000 4 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Cravinhos. Valores em poços. Abastecimento industrial 8 · 33% Outros (lazer,etc.) 5 · 21% Abastecimento doméstico 4 · 17% Irrigação 4 · 17% Abastecimento urbano 3 · 13%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 11 poços
  • Poroso — 9 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Formação Serra Geral — 18 poços
  • Formação Botucatu — 10 poços
  • Formação Piramboia — 2 poços

O território e o subsolo de Cravinhos

Cravinhos tem 33.281 habitantes distribuídos em 311,4 km², o que dá 106,9 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Ribeirão Preto.

No Censo 2022, 89 dos 11.349 domicílios de Cravinhos — 0,8% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 79 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 189 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É abaixo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios: a rede pública cobre a maior parte de Cravinhos, e o poço aparece sobretudo na zona rural, em chácaras e em quem quer independência da conta de água.

São Paulo tem a Bacia do Paraná no interior — Guarani, Bauru, Tubarão e Serra Geral — e o cristalino na faixa leste, além das bacias de São Paulo e Taubaté. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Guarani, Sistema Aquífero Bauru, Sistema Aquífero Tubarão, Sistema Aquífero Serra Geral, Bacia de São Paulo. No interior, poço poroso profundo e produtivo, com uso intenso e rebaixamento regional em algumas áreas; na Grande São Paulo, cristalino de vazão modesta.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Cravinhos

Com base em 806 poços cadastrados num raio de 30 km de Cravinhos - SP, 80% deles foram concluídos entre 66 m e 269 m, com profundidade mediana de 150 m. A vazão mediana calculada é de 18,0 m³/h (metade dos poços entre 6,1 m³/h e 58,8 m³/h), sobre 452 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 49 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (89% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Cravinhos se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 806 poços no raio, contra 37 poços dentro do município.

150 mprofundidade mediana
18,0 m³/hvazão mediana calculada
49 mnível estático mediano
28,5poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 452 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Cravinhos: 69/100

69 de 100

Confiança: amostra alta806 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 96peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 85peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 63peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 8peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 3peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Cravinhos costumam descer

  • até 50 m 7%56
  • 50 a 100 m 21%160
  • 100 a 150 m 25%189
  • acima de 150 m 46%352

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Formação Serra Geral 20,2 m³/h 169 m 306230 com teste
Formação Botucatu 19,8 m³/h 121 m 181126 com teste
Aluviões 2,0 m³/h 70 m 1312 com teste
Grupo São Bento 23,3 m³/h 229 m 1010 com teste
Grupo Bauru 20,2 m³/h 172 m 77 com teste
Formação Piramboia 27,3 m³/h 210 m 54 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m10 poços Aluviões 5 · Formação Serra Geral 3 · Formação Botucatu 2
  • 50 a 100 m118 poços Formação Serra Geral 61 · Formação Botucatu 51 · Aluviões 5
  • 100 a 150 m140 poços Formação Botucatu 68 · Formação Serra Geral 65 · Grupo Bauru 3
  • acima de 150 m255 poços Formação Serra Geral 177 · Formação Botucatu 60 · Grupo São Bento 8

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Cravinhos?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Cravinhos.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.