São Paulo · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Americana - SP: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Americana, São Paulo.

  • aquífero poroso
  • grupo itararé
  • 389poços cadastrados
  • 204 mprofundidade média
  • 200 mprofundidade mediana
  • 64,1 mnível estático médio

Como são os poços em Americana - SP?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 389 poços em Americana - SP. A profundidade média é de 204 m e a mediana, 200 m, medida em 336 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 64,1 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Grupo Itararé. No Censo 2022, 3.430 dos 89.205 domicílios do município — 3,9% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
389
Profundidade média
204 m
Profundidade mediana
200 m
Nível estático médio
64,1 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Grupo Itararé
Ante a média do estado
48 m mais fundo que a média de São Paulo (156 m)
População (Censo 2022)
237.240 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
3.430 (3,9%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 389 poços em Americana, com profundidade média de 204 m (mediana de 200 m, variando de 10 m a 1.500 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Grupo Itararé, presente em 49% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Americana é 48 m mais fundo que a média de São Paulo (156 m).

Números do cadastro em Americana

Poços cadastrados em Americana - SP
Poços no cadastro nacional389 poços
Profundidade média204 m 336 poços com o dado
Profundidade mediana200 m
Faixa de profundidade10 m a 1.500 m
Nível estático médio64,1 m 125 poços com o dado
Nível dinâmico médio119,9 m 125 poços com o dado
Vazão específica média0,3 m³/h por metro 124 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 90% dos registros
Rocha predominanteGrupo Itararé 49% dos registros
Uso mais comumAbastecimento industrial 164 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 118 poços
Poços com teste de vazão389 de 389
Distribuição das profundidades em Americana 10 m mínimo 200 m mediana 1.500 m máximo
Metade dos poços fica entre 150 m e 250 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Americana por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 5 · 1% 50-100 m 26 · 8% 100-150 m 73 · 22% 150-200 m 86 · 26% acima de 200 m 146 · 43%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Americana 4 1970 28 1980 111 1990 118 2000 57 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Americana. Valores em poços. Abastecimento industrial 164 · 44% Outros (lazer,etc.) 87 · 24% Abastecimento doméstico 75 · 20% Abastecimento urbano 40 · 11% Irrigação 2 · 1% Abastecimento múltiplo 2 · 1%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 121 poços
  • Fissural — 14 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Grupo Itararé — 75 poços
  • Grupo Tubarão — 52 poços
  • Formação Serra Geral — 17 poços
  • Coberturas Sedimentares Indiferenciadas — 5 poços
  • Corpo Cristalino — 2 poços
  • Grupo Bauru — 1 poço

O território e o subsolo de Americana

Americana tem 237.240 habitantes distribuídos em 133,9 km², o que dá 1.771,6 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Campinas.

No Censo 2022, 3.430 dos 89.205 domicílios de Americana — 3,9% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 3.302 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 1.368 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É abaixo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios: a rede pública cobre a maior parte de Americana, e o poço aparece sobretudo na zona rural, em chácaras e em quem quer independência da conta de água.

São Paulo tem a Bacia do Paraná no interior — Guarani, Bauru, Tubarão e Serra Geral — e o cristalino na faixa leste, além das bacias de São Paulo e Taubaté. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Guarani, Sistema Aquífero Bauru, Sistema Aquífero Tubarão, Sistema Aquífero Serra Geral, Bacia de São Paulo. No interior, poço poroso profundo e produtivo, com uso intenso e rebaixamento regional em algumas áreas; na Grande São Paulo, cristalino de vazão modesta.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Americana

Com base em 2.277 poços cadastrados num raio de 30 km de Americana - SP, 80% deles foram concluídos entre 80 m e 300 m, com profundidade mediana de 172 m. A vazão mediana calculada é de 6,0 m³/h (metade dos poços entre 3,1 m³/h e 12,0 m³/h), sobre 817 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 28 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (84% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Americana se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 2.277 poços no raio, contra 389 poços dentro do município.

172 mprofundidade mediana
6,0 m³/hvazão mediana calculada
28 mnível estático mediano
80,5poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 817 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Americana: 47/100

47 de 100

Confiança: amostra alta2.277 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 38peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 100peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 36peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 2peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 41peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Americana costumam descer

  • até 50 m 5%102
  • 50 a 100 m 15%296
  • 100 a 150 m 22%435
  • acima de 150 m 58%1.130

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Grupo Tubarão 6,0 m³/h 141 m 484252 com teste
Grupo Itararé 6,6 m³/h 200 m 342322 com teste
Formação Serra Geral 6,5 m³/h 200 m 6250 com teste
Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 4,0 m³/h 150 m 4333 com teste
Grupo Passa Dois 6,0 m³/h 227 m 2823 com teste
Corpo Cristalino 8,8 m³/h 120 m 2116 com teste
Complexo Varginha-Guaxupe 2,3 m³/h 156 m 87 com teste
Formação Tatuí 6,0 m³/h 190 m 77 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m22 poços Grupo Tubarão 10 · Grupo Itararé 6 · Grupo Passa Dois 2
  • 50 a 100 m182 poços Grupo Tubarão 133 · Grupo Itararé 25 · Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 9
  • 100 a 150 m251 poços Grupo Tubarão 138 · Grupo Itararé 74 · Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 14
  • acima de 150 m565 poços Grupo Itararé 237 · Grupo Tubarão 203 · Formação Serra Geral 51

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Americana?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Americana.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.