São Paulo · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Jundiaí - SP: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Jundiaí, São Paulo.

  • aquífero fissural
  • complexo varginha-guaxupe
  • 334poços cadastrados
  • 192,7 mprofundidade média
  • 192 mprofundidade mediana
  • 11 mnível estático médio

Como são os poços em Jundiaí - SP?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 334 poços em Jundiaí - SP. A profundidade média é de 192,7 m e a mediana, 192 m, medida em 332 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 11 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Complexo Varginha-Guaxupe. No Censo 2022, 5.668 dos 163.219 domicílios do município — 3,5% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
334
Profundidade média
192,7 m
Profundidade mediana
192 m
Nível estático médio
11 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Complexo Varginha-Guaxupe
Ante a média do estado
36,7 m mais fundo que a média de São Paulo (156 m)
População (Censo 2022)
443.221 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
5.668 (3,5%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 334 poços em Jundiaí, com profundidade média de 192,7 m (mediana de 192 m, variando de 3 m a 3.247,5 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Complexo Varginha-Guaxupe, presente em 72% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Jundiaí é 36,7 m mais fundo que a média de São Paulo (156 m).

Números do cadastro em Jundiaí

Poços cadastrados em Jundiaí - SP
Poços no cadastro nacional334 poços
Profundidade média192,7 m 332 poços com o dado
Profundidade mediana192 m
Faixa de profundidade3 m a 3.247,5 m
Nível estático médio11 m 57 poços com o dado
Nível dinâmico médio95,3 m 56 poços com o dado
Vazão específica média0,4 m³/h por metro 57 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 99% dos registros
Rocha predominanteComplexo Varginha-Guaxupe 72% dos registros
Uso mais comumAbastecimento industrial 183 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 178 poços
Poços com teste de vazão334 de 334
Distribuição das profundidades em Jundiaí 3 m mínimo 192 m mediana 3.247,5 m máximo
Metade dos poços fica entre 120 m e 250 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Jundiaí por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 27 · 8% 50-100 m 44 · 13% 100-150 m 55 · 17% 150-200 m 71 · 21% acima de 200 m 135 · 41%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Jundiaí 1 1930 1 1950 5 1960 11 1970 15 1980 70 1990 178 2000 22 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Jundiaí. Valores em poços. Abastecimento industrial 183 · 57% Outros (lazer,etc.) 65 · 20% Abastecimento doméstico 58 · 18% Sem uso 9 · 3% Irrigação 3 · 1% Abastecimento urbano 3 · 1%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 74 poços
  • Poroso — 1 poço

Formações geológicas atravessadas

  • Complexo Varginha-Guaxupe — 54 poços
  • Complexo Granito-Gnáissico — 11 poços
  • Complexo Metamórfico-Migmatítico — 4 poços
  • Corpo Cristalino — 3 poços
  • Complexo Amparo — 2 poços
  • Aluviões — 1 poço

O território e o subsolo de Jundiaí

Jundiaí tem 443.221 habitantes distribuídos em 431,2 km², o que dá 1.027,9 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Jundiaí, na região intermediária de Campinas.

No Censo 2022, 5.668 dos 163.219 domicílios de Jundiaí — 3,5% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 3.263 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 5.226 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É abaixo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios: a rede pública cobre a maior parte de Jundiaí, e o poço aparece sobretudo na zona rural, em chácaras e em quem quer independência da conta de água.

São Paulo tem a Bacia do Paraná no interior — Guarani, Bauru, Tubarão e Serra Geral — e o cristalino na faixa leste, além das bacias de São Paulo e Taubaté. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Guarani, Sistema Aquífero Bauru, Sistema Aquífero Tubarão, Sistema Aquífero Serra Geral, Bacia de São Paulo. No interior, poço poroso profundo e produtivo, com uso intenso e rebaixamento regional em algumas áreas; na Grande São Paulo, cristalino de vazão modesta.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Jundiaí

Com base em 1.882 poços cadastrados num raio de 30 km de Jundiaí - SP, 80% deles foram concluídos entre 42 m e 260 m, com profundidade mediana de 150 m. A vazão mediana calculada é de 4,9 m³/h (metade dos poços entre 2,5 m³/h e 9,2 m³/h), sobre 434 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 12 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (98% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Jundiaí se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 1.882 poços no raio, contra 334 poços dentro do município.

150 mprofundidade mediana
4,9 m³/hvazão mediana calculada
12 mnível estático mediano
66,6poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 434 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Jundiaí: 43/100

43 de 100

Confiança: amostra alta1.882 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 29peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 99peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 26peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 8peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 52peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Jundiaí costumam descer

  • até 50 m 12%218
  • 50 a 100 m 16%281
  • 100 a 150 m 24%439
  • acima de 150 m 48%870

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Complexo Varginha-Guaxupe 4,4 m³/h 142 m 289226 com teste
Corpo Cristalino 6,9 m³/h 150 m 9041 com teste
Complexo Amparo 3,4 m³/h 112 m 3530 com teste
Grupo São Roque 9,6 m³/h 150 m 3332 com teste
Complexo Gnáissico-Migmatítico 5,3 m³/h 102 m 2623 com teste
Complexo Metamórfico-Migmatítico 5,1 m³/h 120 m 214 com teste
Complexo Granito-Gnáissico 3,8 m³/h 150 m 182 com teste
Grupo Tubarão 12,6 m³/h 155 m 134 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m40 poços Complexo Varginha-Guaxupe 18 · Corpo Cristalino 11 · Complexo Amparo 6
  • 50 a 100 m112 poços Complexo Varginha-Guaxupe 56 · Corpo Cristalino 13 · Complexo Gnáissico-Migmatítico 11
  • 100 a 150 m189 poços Complexo Varginha-Guaxupe 106 · Corpo Cristalino 22 · Complexo Metamórfico-Migmatítico 11
  • acima de 150 m220 poços Complexo Varginha-Guaxupe 109 · Corpo Cristalino 44 · Grupo São Roque 15

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Jundiaí?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Jundiaí.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.