São Paulo · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em João Ramalho - SP: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para João Ramalho, São Paulo.

  • aquífero poroso
  • grupo bauru
  • 11poços cadastrados
  • 142,8 mprofundidade média
  • 141 mprofundidade mediana
  • 35,5 mnível estático médio

Como são os poços em João Ramalho - SP?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 11 poços em João Ramalho - SP. A profundidade média é de 142,8 m e a mediana, 141 m, medida em 8 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 35,5 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Grupo Bauru. No Censo 2022, 143 dos 1.543 domicílios do município — 9,3% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
11
Profundidade média
142,8 m
Profundidade mediana
141 m
Nível estático médio
35,5 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Grupo Bauru
Ante a média do estado
13,2 m mais raso que a média de São Paulo (156 m)
População (Censo 2022)
4.371 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
143 (9,3%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 11 poços em João Ramalho, com profundidade média de 142,8 m (mediana de 141 m, variando de 70 m a 203 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Grupo Bauru, presente em 100% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de João Ramalho é 13,2 m mais raso que a média de São Paulo (156 m).

Números do cadastro em João Ramalho

Poços cadastrados em João Ramalho - SP
Poços no cadastro nacional11 poços
Profundidade média142,8 m 8 poços com o dado
Profundidade mediana141 m
Faixa de profundidade70 m a 203 m
Nível estático médio35,5 m 2 poços com o dado
Nível dinâmico médio57,9 m 3 poços com o dado
Vazão específica média1,3 m³/h por metro 2 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 88% dos registros
Rocha predominanteGrupo Bauru 100% dos registros
Uso mais comumPecuária 4 poços
Década com mais perfuraçõesanos 1960 2 poços
Poços com teste de vazão11 de 11
Distribuição das profundidades em João Ramalho 70 m mínimo 141 m mediana 203 m máximo
Metade dos poços fica entre 130 m e 200 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de João Ramalho por faixa de profundidade. Valores em poços. 50-100 m 2 · 25% 100-150 m 3 · 38% 150-200 m 2 · 25% acima de 200 m 1 · 13%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em João Ramalho 1 1940 2 1960 2 1970 1 1990 2 2000 1 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de João Ramalho. Valores em poços. Pecuária 4 · 36% Sem uso 2 · 18% Abastecimento doméstico 2 · 18% Abastecimento urbano 1 · 9% Abastecimento industrial 1 · 9% Outros (lazer,etc.) 1 · 9%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 7 poços
  • Fissural — 1 poço

Formações geológicas atravessadas

  • Grupo Bauru — 5 poços

O território e o subsolo de João Ramalho

João Ramalho tem 4.371 habitantes distribuídos em 415,5 km², o que dá 10,5 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Presidente Prudente.

No Censo 2022, 143 dos 1.543 domicílios de João Ramalho — 9,3% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 137 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 145 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. Fica próximo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios.

São Paulo tem a Bacia do Paraná no interior — Guarani, Bauru, Tubarão e Serra Geral — e o cristalino na faixa leste, além das bacias de São Paulo e Taubaté. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Guarani, Sistema Aquífero Bauru, Sistema Aquífero Tubarão, Sistema Aquífero Serra Geral, Bacia de São Paulo. No interior, poço poroso profundo e produtivo, com uso intenso e rebaixamento regional em algumas áreas; na Grande São Paulo, cristalino de vazão modesta.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de João Ramalho

Com base em 104 poços cadastrados num raio de 30 km de João Ramalho - SP, 80% deles foram concluídos entre 72 m e 200 m, com profundidade mediana de 105 m. A vazão mediana calculada é de 16,8 m³/h (metade dos poços entre 7,5 m³/h e 47,6 m³/h), sobre 40 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 25 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (81% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de João Ramalho se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 104 poços no raio, contra 11 poços dentro do município.

105 mprofundidade mediana
16,8 m³/hvazão mediana calculada
25 mnível estático mediano
3,7poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 40 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de João Ramalho: 61/100

61 de 100

Confiança: amostra alta104 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 95peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 28peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 67peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 36peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 7peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de João Ramalho costumam descer

  • até 50 m 5%5
  • 50 a 100 m 42%40
  • 100 a 150 m 30%29
  • acima de 150 m 23%22

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Grupo Bauru 11,6 m³/h 113 m 5429 com teste
Formação Serra Geral 13,7 m³/h 101 m 53 com teste
Formação Vale do Rio do Peixe 33,0 m³/h 205 m 44 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m3 poços Grupo Bauru 3
  • 50 a 100 m22 poços Grupo Bauru 19 · Formação Serra Geral 2 · Formação Vale do Rio do Peixe 1
  • 100 a 150 m24 poços Grupo Bauru 21 · Formação Serra Geral 3
  • acima de 150 m15 poços Grupo Bauru 11 · Formação Vale do Rio do Peixe 3 · Formação Botucatu 1

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos João Ramalho?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em João Ramalho.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.