São Paulo · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em São Bernardo do Campo - SP: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para São Bernardo do Campo, São Paulo.

  • aquífero fissural
  • complexo embú
  • 359poços cadastrados
  • 205,8 mprofundidade média
  • 200 mprofundidade mediana
  • 45,4 mnível estático médio

Como são os poços em São Bernardo do Campo - SP?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 359 poços em São Bernardo do Campo - SP. A profundidade média é de 205,8 m e a mediana, 200 m, medida em 346 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 45,4 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Complexo Embú. No Censo 2022, 2.512 dos 300.683 domicílios do município — 0,8% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
359
Profundidade média
205,8 m
Profundidade mediana
200 m
Nível estático médio
45,4 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Complexo Embú
Ante a média do estado
49,8 m mais fundo que a média de São Paulo (156 m)
População (Censo 2022)
810.729 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
2.512 (0,8%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 359 poços em São Bernardo do Campo, com profundidade média de 205,8 m (mediana de 200 m, variando de 2,9 m a 400 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Complexo Embú, presente em 38% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de São Bernardo do Campo é 49,8 m mais fundo que a média de São Paulo (156 m).

Números do cadastro em São Bernardo do Campo

Poços cadastrados em São Bernardo do Campo - SP
Poços no cadastro nacional359 poços
Profundidade média205,8 m 346 poços com o dado
Profundidade mediana200 m
Faixa de profundidade2,9 m a 400 m
Nível estático médio45,4 m 134 poços com o dado
Nível dinâmico médio111,6 m 133 poços com o dado
Vazão específica média1 m³/h por metro 128 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 79% dos registros
Rocha predominanteComplexo Embú 38% dos registros
Uso mais comumAbastecimento industrial 227 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 153 poços
Poços com teste de vazão359 de 359
Distribuição das profundidades em São Bernardo do Campo 2,9 m mínimo 200 m mediana 400 m máximo
Metade dos poços fica entre 150 m e 258 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de São Bernardo do Campo por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 3 · 1% 50-100 m 25 · 7% 100-150 m 70 · 20% 150-200 m 76 · 22% acima de 200 m 172 · 50%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em São Bernardo do Campo 3 1920 3 1950 15 1960 53 1970 13 1980 70 1990 153 2000 25 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de São Bernardo do Campo. Valores em poços. Abastecimento industrial 227 · 70% Outros (lazer,etc.) 44 · 14% Abastecimento doméstico 31 · 10% Sem uso 13 · 4% Abastecimento urbano 9 · 3% Abastecimento doméstico/irrig. 1
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 95 poços
  • Poroso — 25 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Complexo Embú — 53 poços
  • Corpo Cristalino — 39 poços
  • Formação São Paulo — 32 poços
  • Complexo Granito-Gnáissico — 11 poços
  • Grupo Taubaté — 3 poços
  • Complexo Granulítico — 1 poço

O território e o subsolo de São Bernardo do Campo

São Bernardo do Campo tem 810.729 habitantes distribuídos em 409,5 km², o que dá 1.979,7 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de São Paulo.

No Censo 2022, 2.512 dos 300.683 domicílios de São Bernardo do Campo — 0,8% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 1.629 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 2.431 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É abaixo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios: a rede pública cobre a maior parte de São Bernardo do Campo, e o poço aparece sobretudo na zona rural, em chácaras e em quem quer independência da conta de água.

São Paulo tem a Bacia do Paraná no interior — Guarani, Bauru, Tubarão e Serra Geral — e o cristalino na faixa leste, além das bacias de São Paulo e Taubaté. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Guarani, Sistema Aquífero Bauru, Sistema Aquífero Tubarão, Sistema Aquífero Serra Geral, Bacia de São Paulo. No interior, poço poroso profundo e produtivo, com uso intenso e rebaixamento regional em algumas áreas; na Grande São Paulo, cristalino de vazão modesta.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de São Bernardo do Campo

Com base em 1.490 poços cadastrados num raio de 30 km de São Bernardo do Campo - SP, 80% deles foram concluídos entre 96 m e 295 m, com profundidade mediana de 180 m. A vazão mediana calculada é de 9,9 m³/h (metade dos poços entre 4,1 m³/h e 20,8 m³/h), sobre 453 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 34 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (53% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de São Bernardo do Campo se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 1.490 poços no raio, contra 359 poços dentro do município.

180 mprofundidade mediana
9,9 m³/hvazão mediana calculada
34 mnível estático mediano
52,7poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 453 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de São Bernardo do Campo: 63/100

63 de 100

Confiança: amostra alta1.490 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 73peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 97peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 58peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 2peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 27peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de São Bernardo do Campo costumam descer

  • até 50 m 3%41
  • 50 a 100 m 11%156
  • 100 a 150 m 25%370
  • acima de 150 m 61%900

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Formação São Paulo 15,0 m³/h 148 m 229141 com teste
Complexo Embú 8,3 m³/h 194 m 129121 com teste
Corpo Cristalino 6,0 m³/h 180 m 9065 com teste
Grupo Taubaté 18,0 m³/h 148 m 6560 com teste
Complexo Granito-Gnáissico 3,5 m³/h 235 m 1513 com teste
Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 11,0 m³/h 191 m 84 com teste
Aluviões 6,7 m³/h 219 m 43 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m14 poços Formação São Paulo 10 · Corpo Cristalino 3 · Complexo Embú 1
  • 50 a 100 m57 poços Formação São Paulo 29 · Corpo Cristalino 10 · Complexo Embú 7
  • 100 a 150 m174 poços Formação São Paulo 95 · Grupo Taubaté 29 · Complexo Embú 26
  • acima de 150 m300 poços Formação São Paulo 95 · Complexo Embú 95 · Corpo Cristalino 59

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos São Bernardo do Campo?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em São Bernardo do Campo.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.