Minas Gerais · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Limeira do Oeste - MG: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Limeira do Oeste, Minas Gerais.

  • aquífero poroso
  • formação vale do rio do peixe
  • 19poços cadastrados
  • 119 mprofundidade média
  • 94 mprofundidade mediana
  • 17,9 mnível estático médio

Como são os poços em Limeira do Oeste - MG?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 19 poços em Limeira do Oeste - MG. A profundidade média é de 119 m e a mediana, 94 m, medida em 13 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 17,9 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Formação Vale do Rio do Peixe. No Censo 2022, 767 dos 3.320 domicílios do município — 23,1% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
19
Profundidade média
119 m
Profundidade mediana
94 m
Nível estático médio
17,9 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Formação Vale do Rio do Peixe
Ante a média do estado
22,2 m mais fundo que a média de Minas Gerais (96,8 m)
População (Censo 2022)
8.687 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
767 (23,1%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 19 poços em Limeira do Oeste, com profundidade média de 119 m (mediana de 94 m, variando de 49 m a 348 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Vale do Rio do Peixe, presente em 80% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Limeira do Oeste é 22,2 m mais fundo que a média de Minas Gerais (96,8 m).

Números do cadastro em Limeira do Oeste

Poços cadastrados em Limeira do Oeste - MG
Poços no cadastro nacional19 poços
Profundidade média119 m 13 poços com o dado
Profundidade mediana94 m
Faixa de profundidade49 m a 348 m
Nível estático médio17,9 m 11 poços com o dado
Nível dinâmico médio56,9 m 11 poços com o dado
Vazão específica média0,4 m³/h por metro 9 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 80% dos registros
Rocha predominanteFormação Vale do Rio do Peixe 80% dos registros
Uso mais comumOutros (lazer,etc.) 6 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2010 5 poços
Poços com teste de vazão19 de 19
Distribuição das profundidades em Limeira do Oeste 49 m mínimo 94 m mediana 348 m máximo
Metade dos poços fica entre 55 m e 150 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Limeira do Oeste por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 1 · 8% 50-100 m 6 · 46% 100-150 m 3 · 23% 150-200 m 2 · 15% acima de 200 m 1 · 8%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Limeira do Oeste 2 1980 2 1990 4 2000 5 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Limeira do Oeste. Valores em poços. Outros (lazer,etc.) 6 · 60% Abastecimento doméstico 3 · 30% Irrigação 1 · 10%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 4 poços
  • Carstico — 1 poço

Formações geológicas atravessadas

  • Formação Vale do Rio do Peixe — 4 poços
  • Grupo Bauru — 1 poço

O território e o subsolo de Limeira do Oeste

Limeira do Oeste tem 8.687 habitantes distribuídos em 1.317,2 km², o que dá 6,6 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Iturama, na região intermediária de Uberaba.

No Censo 2022, 767 dos 3.320 domicílios de Limeira do Oeste — 23,1% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 603 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 631 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É bem acima da média brasileira, de 11,4% dos domicílios — sinal de que o poço já resolve o abastecimento de boa parte do município, e não apenas de casos isolados.

Minas é um estado de rocha dura: cristalino e metassedimentos dominam o sul, o leste e o Quadrilátero Ferrífero; os calcários do Bambuí ocupam o centro-norte, e os arenitos do Urucuia e da Bacia do Paraná, o noroeste e o Triângulo. Os aquíferos com nome próprio do estado: Quadrilátero Ferrífero (quartzitos e itabiritos), Grupo Bambuí, Sistema Aquífero Urucuia, Grupo Bauru e Formação Serra Geral (Triângulo). Na maior parte do estado o poço é fissural: a água está em fratura, e por isso a locação pesa mais do que a profundidade. No Norte de Minas, sobre o Bambuí, entra o comportamento cárstico — vazões extremas para os dois lados e exigência de cimentação bem executada.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Limeira do Oeste

Com base em 70 poços cadastrados num raio de 30 km de Limeira do Oeste - MG, 80% deles foram concluídos entre 46 m e 197 m, com profundidade mediana de 90 m. A vazão mediana calculada é de 5,3 m³/h (metade dos poços entre 2,6 m³/h e 12,3 m³/h), sobre 34 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 13 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (50% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Limeira do Oeste se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 70 poços no raio, contra 19 poços dentro do município.

90 mprofundidade mediana
5,3 m³/hvazão mediana calculada
13 mnível estático mediano
2,5poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 34 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Limeira do Oeste: 36/100

36 de 100

Confiança: amostra alta70 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 33peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 19peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 54peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 59peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 20peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Limeira do Oeste costumam descer

  • até 50 m 14%6
  • 50 a 100 m 45%19
  • 100 a 150 m 24%10
  • acima de 150 m 17%7

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Formação Vale do Rio do Peixe 13,7 m³/h 126 m 1212 com teste
Formação Serra Geral 28,8 m³/h 100 m 33 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • 50 a 100 m4 poços Formação Serra Geral 2 · Formação Vale do Rio do Peixe 2
  • 100 a 150 m8 poços Formação Vale do Rio do Peixe 7 · Formação Serra Geral 1
  • acima de 150 m4 poços Formação Vale do Rio do Peixe 3 · Grupo Bauru 1

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Limeira do Oeste?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Limeira do Oeste.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.