Minas Gerais · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Lontra - MG: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Lontra, Minas Gerais.

  • aquífero fissural
  • formação serra de santa helena
  • 47poços cadastrados
  • 112,6 mprofundidade média
  • 114 mprofundidade mediana
  • 13,2 mnível estático médio

Como são os poços em Lontra - MG?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 47 poços em Lontra - MG. A profundidade média é de 112,6 m e a mediana, 114 m, medida em 40 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 13,2 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Formação Serra de Santa Helena. No Censo 2022, 91 dos 3.028 domicílios do município — 3% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
47
Profundidade média
112,6 m
Profundidade mediana
114 m
Nível estático médio
13,2 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Formação Serra de Santa Helena
Ante a média do estado
15,8 m mais fundo que a média de Minas Gerais (96,8 m)
População (Censo 2022)
8.790 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
91 (3%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 47 poços em Lontra, com profundidade média de 112,6 m (mediana de 114 m, variando de 72 m a 150 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Serra de Santa Helena, presente em 31% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Lontra é 15,8 m mais fundo que a média de Minas Gerais (96,8 m).

Números do cadastro em Lontra

Poços cadastrados em Lontra - MG
Poços no cadastro nacional47 poços
Profundidade média112,6 m 40 poços com o dado
Profundidade mediana114 m
Faixa de profundidade72 m a 150 m
Nível estático médio13,2 m 19 poços com o dado
Nível dinâmico médio48,1 m 21 poços com o dado
Vazão específica média1 m³/h por metro 21 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 41% dos registros
Rocha predominanteFormação Serra de Santa Helena 31% dos registros
Uso mais comumAbastecimento doméstico/animal 3 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 20 poços
Poços com teste de vazão47 de 47
Distribuição das profundidades em Lontra 72 m mínimo 114 m mediana 150 m máximo
Metade dos poços fica entre 86 m e 140 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Lontra por faixa de profundidade. Valores em poços. 50-100 m 16 · 40% 100-150 m 24 · 60%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Lontra 2 1950 1 1960 5 1980 12 1990 20 2000
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Lontra. Valores em poços. Abastecimento doméstico/animal 3 · 75% Abastecimento doméstico 1 · 25%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 16 poços
  • Poroso — 14 poços
  • Carstico — 9 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Formação Serra de Santa Helena — 12 poços
  • Formacao Urucuia — 12 poços
  • Grupo Bambuí — 7 poços
  • Formação Lagoa do Jacare — 4 poços
  • Subgrupo Paraopeba — 3 poços
  • Cretáceo — 1 poço

O território e o subsolo de Lontra

Lontra tem 8.790 habitantes distribuídos em 258,9 km², o que dá 34,0 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Montes Claros.

No Censo 2022, 91 dos 3.028 domicílios de Lontra — 3% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 78 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 94 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É abaixo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios: a rede pública cobre a maior parte de Lontra, e o poço aparece sobretudo na zona rural, em chácaras e em quem quer independência da conta de água.

Minas é um estado de rocha dura: cristalino e metassedimentos dominam o sul, o leste e o Quadrilátero Ferrífero; os calcários do Bambuí ocupam o centro-norte, e os arenitos do Urucuia e da Bacia do Paraná, o noroeste e o Triângulo. Os aquíferos com nome próprio do estado: Quadrilátero Ferrífero (quartzitos e itabiritos), Grupo Bambuí, Sistema Aquífero Urucuia, Grupo Bauru e Formação Serra Geral (Triângulo). Na maior parte do estado o poço é fissural: a água está em fratura, e por isso a locação pesa mais do que a profundidade. No Norte de Minas, sobre o Bambuí, entra o comportamento cárstico — vazões extremas para os dois lados e exigência de cimentação bem executada.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Lontra

Com base em 297 poços cadastrados num raio de 30 km de Lontra - MG, 80% deles foram concluídos entre 61 m e 150 m, com profundidade mediana de 101 m. A vazão mediana calculada é de 7,7 m³/h (metade dos poços entre 3,6 m³/h e 14,3 m³/h), sobre 109 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 9 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (57% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Lontra se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 297 poços no raio, contra 47 poços dentro do município.

101 mprofundidade mediana
7,7 m³/hvazão mediana calculada
9 mnível estático mediano
10,5poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 109 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Lontra: 58/100

58 de 100

Confiança: amostra alta297 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 54peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 56peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 80peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 41peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 50peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Lontra costumam descer

  • até 50 m 4%9
  • 50 a 100 m 46%108
  • 100 a 150 m 48%114
  • acima de 150 m 3%6

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Formação Serra de Santa Helena 9,6 m³/h 102 m 9336 com teste
Formação Lagoa do Jacare 10,2 m³/h 95 m 3418 com teste
Formacao Urucuia 5,1 m³/h 100 m 3112 com teste
Subgrupo Paraopeba 5,0 m³/h 99 m 2417 com teste
Grupo Bambuí 14,0 m³/h 144 m 197 com teste
Cretáceo 4,2 m³/h 90 m 148 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m8 poços Formação Lagoa do Jacare 3 · Formação Serra de Santa Helena 2 · Formacao Urucuia 2
  • 50 a 100 m93 poços Formação Serra de Santa Helena 38 · Formação Lagoa do Jacare 17 · Subgrupo Paraopeba 14
  • 100 a 150 m111 poços Formação Serra de Santa Helena 52 · Grupo Bambuí 18 · Formação Lagoa do Jacare 14
  • acima de 150 m6 poços Formacao Urucuia 2 · Subgrupo Paraopeba 1 · Grupo Bambuí 1

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Lontra?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Lontra.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.