Minas Gerais · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Santana do Riacho - MG: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Santana do Riacho, Minas Gerais.

  • aquífero carstico
  • formação sete lagoas
  • 11poços cadastrados
  • 119,1 mprofundidade média
  • 126 mprofundidade mediana
  • 5,3 mnível estático médio

Como são os poços em Santana do Riacho - MG?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 11 poços em Santana do Riacho - MG. A profundidade média é de 119,1 m e a mediana, 126 m, medida em 8 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 5,3 m. O aquífero predominante é carstico, e a rocha mais atravessada é Formação Sete Lagoas. No Censo 2022, 175 dos 1.956 domicílios do município — 9% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
11
Profundidade média
119,1 m
Profundidade mediana
126 m
Nível estático médio
5,3 m
Aquífero predominante
Carstico
Rocha predominante
Formação Sete Lagoas
Ante a média do estado
22,3 m mais fundo que a média de Minas Gerais (96,8 m)
População (Censo 2022)
5.313 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
175 (9%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 11 poços em Santana do Riacho, com profundidade média de 119,1 m (mediana de 126 m, variando de 47 m a 210 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Sete Lagoas, presente em 75% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Santana do Riacho é 22,3 m mais fundo que a média de Minas Gerais (96,8 m).

Números do cadastro em Santana do Riacho

Poços cadastrados em Santana do Riacho - MG
Poços no cadastro nacional11 poços
Profundidade média119,1 m 8 poços com o dado
Profundidade mediana126 m
Faixa de profundidade47 m a 210 m
Nível estático médio5,3 m 3 poços com o dado
Nível dinâmico médio39 m 4 poços com o dado
Vazão específica média2,1 m³/h por metro 1 poço com teste
Aquífero predominanteCarstico 88% dos registros
Rocha predominanteFormação Sete Lagoas 75% dos registros
Uso mais comumAbastecimento doméstico 1 poço
Década com mais perfuraçõesanos 2000 6 poços
Poços com teste de vazão11 de 11
Distribuição das profundidades em Santana do Riacho 47 m mínimo 126 m mediana 210 m máximo
Metade dos poços fica entre 94 m e 144 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Santana do Riacho por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 1 · 13% 50-100 m 2 · 25% 100-150 m 4 · 50% acima de 200 m 1 · 13%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Santana do Riacho 6 2000 2 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Santana do Riacho. Valores em poços. Abastecimento doméstico 1 · 100%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Carstico — 7 poços
  • Fissural — 1 poço

Formações geológicas atravessadas

  • Formação Sete Lagoas — 6 poços
  • Grupo Bambuí — 2 poços

O território e o subsolo de Santana do Riacho

Santana do Riacho tem 5.313 habitantes distribuídos em 677,2 km², o que dá 7,9 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Sete Lagoas, na região intermediária de Belo Horizonte.

No Censo 2022, 175 dos 1.956 domicílios de Santana do Riacho — 9% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 157 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 432 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. Fica próximo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios.

Minas é um estado de rocha dura: cristalino e metassedimentos dominam o sul, o leste e o Quadrilátero Ferrífero; os calcários do Bambuí ocupam o centro-norte, e os arenitos do Urucuia e da Bacia do Paraná, o noroeste e o Triângulo. Os aquíferos com nome próprio do estado: Quadrilátero Ferrífero (quartzitos e itabiritos), Grupo Bambuí, Sistema Aquífero Urucuia, Grupo Bauru e Formação Serra Geral (Triângulo). Na maior parte do estado o poço é fissural: a água está em fratura, e por isso a locação pesa mais do que a profundidade. No Norte de Minas, sobre o Bambuí, entra o comportamento cárstico — vazões extremas para os dois lados e exigência de cimentação bem executada.

Domínio carbonatos e metacarbonatos. Calcários e dolomitos, incluindo os do Grupo Bambuí. A água dissolve a rocha e abre condutos. É o domínio dos extremos: um poço que corta um conduto entrega vazão muito alta; outro, a poucos metros, atravessa rocha maciça e não dá quase nada. A água costuma ser dura, rica em cálcio e magnésio.

O que isso muda na obra. Risco de perda de circulação e de queda de ferramenta em cavidade. Exige cimentação caprichada: em terreno cárstico o poço mal vedado vira caminho de contaminação direto para o aquífero.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Santana do Riacho

Com base em 49 poços cadastrados num raio de 30 km de Santana do Riacho - MG, 80% deles foram concluídos entre 63 m e 153 m, com profundidade mediana de 111 m. A vazão mediana calculada é de 12,2 m³/h (metade dos poços entre 5,0 m³/h e 16,1 m³/h), sobre 16 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 4 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (49% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Santana do Riacho se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 49 poços no raio, contra 11 poços dentro do município.

111 mprofundidade mediana
12,2 m³/hvazão mediana calculada
4 mnível estático mediano
1,7poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 16 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Santana do Riacho: 63/100

63 de 100

Confiança: amostra média49 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 86peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 13peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 69peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 31peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 88peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Santana do Riacho costumam descer

  • até 50 m 7%3
  • 50 a 100 m 32%14
  • 100 a 150 m 48%21
  • acima de 150 m 14%6

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Formação Serra de Santa Helena 12,4 m³/h 105 m 115 com teste
Subgrupo Paraopeba 22,9 m³/h 83 m 81 com teste
Grupo Bambuí 14,2 m³/h 147 m 84 com teste
Formação Sete Lagoas sem teste 102 m 6
Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 10,8 m³/h 169 m 43 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m3 poços Subgrupo Paraopeba 2 · Formação Sete Lagoas 1
  • 50 a 100 m12 poços Subgrupo Paraopeba 4 · Formação Serra de Santa Helena 4 · Formação Sete Lagoas 2
  • 100 a 150 m18 poços Formação Serra de Santa Helena 7 · Grupo Bambuí 7 · Subgrupo Paraopeba 2
  • acima de 150 m4 poços Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 3 · Formação Sete Lagoas 1

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Santana do Riacho?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Santana do Riacho.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.