Minas Gerais · cadastro nacional de poços
Poços artesianos em Patos de Minas - MG: profundidade, aquífero e vazão
Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Patos de Minas, Minas Gerais.
- aquífero fissural
- subgrupo paraopeba
- 169poços cadastrados
- 119,5 mprofundidade média
- 120 mprofundidade mediana
- 16,5 mnível estático médio
Como são os poços em Patos de Minas - MG?
O cadastro nacional do SIAGAS registra 169 poços em Patos de Minas - MG. A profundidade média é de 119,5 m e a mediana, 120 m, medida em 118 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 16,5 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Subgrupo Paraopeba. No Censo 2022, 2.819 dos 61.097 domicílios do município — 4,6% — tinham poço como forma principal de abastecimento.
- Poços cadastrados
- 169
- Profundidade média
- 119,5 m
- Profundidade mediana
- 120 m
- Nível estático médio
- 16,5 m
- Aquífero predominante
- Fissural
- Rocha predominante
- Subgrupo Paraopeba
- Ante a média do estado
- 22,7 m mais fundo que a média de Minas Gerais (96,8 m)
- População (Censo 2022)
- 159.235 habitantes
- Domicílios abastecidos por poço
- 2.819 (4,6%)
- Retrato do cadastro
- 04/08/2026
Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE
O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 169 poços em Patos de Minas, com profundidade média de 119,5 m (mediana de 120 m, variando de 30 m a 223 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Subgrupo Paraopeba, presente em 39% dos poços com litologia informada.
Comparado ao restante do estado, o poço de Patos de Minas é 22,7 m mais fundo que a média de Minas Gerais (96,8 m).
Números do cadastro em Patos de Minas
| Poços no cadastro nacional | 169 poços |
|---|---|
| Profundidade média | 119,5 m 118 poços com o dado |
| Profundidade mediana | 120 m |
| Faixa de profundidade | 30 m a 223 m |
| Nível estático médio | 16,5 m 88 poços com o dado |
| Nível dinâmico médio | 50,1 m 84 poços com o dado |
| Vazão específica média | 1,5 m³/h por metro 67 poços com teste |
| Aquífero predominante | Fissural 59% dos registros |
| Rocha predominante | Subgrupo Paraopeba 39% dos registros |
| Uso mais comum | Abastecimento doméstico 41 poços |
| Década com mais perfurações | anos 2010 47 poços |
| Poços com teste de vazão | 169 de 169 |
Profundidade dos poços por faixa
Quando os poços foram perfurados
A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.
Para que a água é usada
Aquíferos e rochas registrados
Aquíferos
- Fissural — 19 poços
- Poroso — 10 poços
- Carstico — 3 poços
Formações geológicas atravessadas
- Subgrupo Paraopeba — 13 poços
- Grupo Bambuí — 12 poços
- Grupo Mata da Corda — 4 poços
- Grupo Areado — 2 poços
- Aluviões — 1 poço
- Grupo Araxá — 1 poço
O território e o subsolo de Patos de Minas
Patos de Minas tem 159.235 habitantes distribuídos em 3.190,5 km², o que dá 49,9 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Patos de Minas.
No Censo 2022, 2.819 dos 61.097 domicílios de Patos de Minas — 4,6% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 2.404 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 3.634 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É abaixo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios: a rede pública cobre a maior parte de Patos de Minas, e o poço aparece sobretudo na zona rural, em chácaras e em quem quer independência da conta de água.
Minas é um estado de rocha dura: cristalino e metassedimentos dominam o sul, o leste e o Quadrilátero Ferrífero; os calcários do Bambuí ocupam o centro-norte, e os arenitos do Urucuia e da Bacia do Paraná, o noroeste e o Triângulo. Os aquíferos com nome próprio do estado: Quadrilátero Ferrífero (quartzitos e itabiritos), Grupo Bambuí, Sistema Aquífero Urucuia, Grupo Bauru e Formação Serra Geral (Triângulo). Na maior parte do estado o poço é fissural: a água está em fratura, e por isso a locação pesa mais do que a profundidade. No Norte de Minas, sobre o Bambuí, entra o comportamento cárstico — vazões extremas para os dois lados e exigência de cimentação bem executada.
Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.
O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.
População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.
O subsolo num raio de 30 km de Patos de Minas
Com base em 186 poços cadastrados num raio de 30 km de Patos de Minas - MG, 80% deles foram concluídos entre 70 m e 152 m, com profundidade mediana de 105 m. A vazão mediana calculada é de 6,8 m³/h (metade dos poços entre 3,4 m³/h e 11,3 m³/h), sobre 70 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 12 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (56% dos registros com o dado).
Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Patos de Minas se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 186 poços no raio, contra 169 poços dentro do município.
Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 70 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.
Índice de Potencial Hídrico de Patos de Minas: 51/100
Confiança: amostra alta186 poços no raio
- Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 45peso 40%
- Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 43peso 20%
- Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 70peso 20%
- Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 36peso 10%
- Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 71peso 10%
Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.
Até onde os poços de Patos de Minas costumam descer
- até 50 m 4%5
- 50 a 100 m 40%48
- 100 a 150 m 45%55
- acima de 150 m 11%13
O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.
Quanto cada rocha entrega de água
| Formação | Vazão mediana | Profundidade mediana | Poços |
|---|---|---|---|
| Grupo Mata da Corda | 7,2 m³/h | 67 m | 1310 com teste |
| Subgrupo Paraopeba | 4,8 m³/h | 101 m | 72 com teste |
| Grupo Bambuí | 11,0 m³/h | 150 m | 77 com teste |
A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.
Em que rocha os poços terminam, por faixa
- 50 a 100 m9 poços Grupo Mata da Corda 6 · Subgrupo Paraopeba 3
- 100 a 150 m14 poços Grupo Bambuí 6 · Subgrupo Paraopeba 4 · Grupo Mata da Corda 4
Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.
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O que cada número significa
- Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
- Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
- Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
- Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
- Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
- Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
- Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.
Atendemos Patos de Minas?
Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Patos de Minas.
Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.
Perguntas sobre os poços de Patos de Minas
Cada pergunta é respondida com os números do cadastro nacional.
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Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.