Minas Gerais · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Luislândia - MG: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Luislândia, Minas Gerais.

  • aquífero fissural
  • formação serra de santa helena
  • 71poços cadastrados
  • 110,8 mprofundidade média
  • 108 mprofundidade mediana
  • 13,2 mnível estático médio

Como são os poços em Luislândia - MG?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 71 poços em Luislândia - MG. A profundidade média é de 110,8 m e a mediana, 108 m, medida em 57 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 13,2 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Formação Serra de Santa Helena. No Censo 2022, 1.008 dos 1.981 domicílios do município — 50,9% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
71
Profundidade média
110,8 m
Profundidade mediana
108 m
Nível estático médio
13,2 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Formação Serra de Santa Helena
Ante a média do estado
14 m mais fundo que a média de Minas Gerais (96,8 m)
População (Censo 2022)
6.210 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
1.008 (50,9%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 71 poços em Luislândia, com profundidade média de 110,8 m (mediana de 108 m, variando de 40 m a 162 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Serra de Santa Helena, presente em 70% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Luislândia é 14 m mais fundo que a média de Minas Gerais (96,8 m).

Números do cadastro em Luislândia

Poços cadastrados em Luislândia - MG
Poços no cadastro nacional71 poços
Profundidade média110,8 m 57 poços com o dado
Profundidade mediana108 m
Faixa de profundidade40 m a 162 m
Nível estático médio13,2 m 18 poços com o dado
Nível dinâmico médio47,8 m 22 poços com o dado
Vazão específica média0,9 m³/h por metro 22 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 93% dos registros
Rocha predominanteFormação Serra de Santa Helena 70% dos registros
Uso mais comumAbastecimento doméstico/animal 10 poços
Década com mais perfuraçõesanos 1990 26 poços
Poços com teste de vazão71 de 71
Distribuição das profundidades em Luislândia 40 m mínimo 108 m mediana 162 m máximo
Metade dos poços fica entre 100 m e 132 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Luislândia por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 1 · 2% 50-100 m 20 · 35% 100-150 m 33 · 58% 150-200 m 3 · 5%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Luislândia 1 1950 3 1970 13 1980 26 1990 13 2000 1 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Luislândia. Valores em poços. Abastecimento doméstico/animal 10 · 67% Abastecimento doméstico 4 · 27% Irrigação 1 · 7%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 53 poços
  • Carstico — 3 poços
  • Poroso — 1 poço

Formações geológicas atravessadas

  • Formação Serra de Santa Helena — 40 poços
  • Subgrupo Paraopeba — 8 poços
  • Formação Três Marias — 4 poços
  • Grupo Bambuí — 3 poços
  • Coluvião — 1 poço
  • Corpo Cristalino — 1 poço

O território e o subsolo de Luislândia

Luislândia tem 6.210 habitantes distribuídos em 411,7 km², o que dá 15,1 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Montes Claros.

No Censo 2022, 1.008 dos 1.981 domicílios de Luislândia — 50,9% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 1.004 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 308 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É bem acima da média brasileira, de 11,4% dos domicílios — sinal de que o poço já resolve o abastecimento de boa parte do município, e não apenas de casos isolados.

Minas é um estado de rocha dura: cristalino e metassedimentos dominam o sul, o leste e o Quadrilátero Ferrífero; os calcários do Bambuí ocupam o centro-norte, e os arenitos do Urucuia e da Bacia do Paraná, o noroeste e o Triângulo. Os aquíferos com nome próprio do estado: Quadrilátero Ferrífero (quartzitos e itabiritos), Grupo Bambuí, Sistema Aquífero Urucuia, Grupo Bauru e Formação Serra Geral (Triângulo). Na maior parte do estado o poço é fissural: a água está em fratura, e por isso a locação pesa mais do que a profundidade. No Norte de Minas, sobre o Bambuí, entra o comportamento cárstico — vazões extremas para os dois lados e exigência de cimentação bem executada.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Luislândia

Com base em 278 poços cadastrados num raio de 30 km de Luislândia - MG, 80% deles foram concluídos entre 60 m e 150 m, com profundidade mediana de 100 m. A vazão mediana calculada é de 7,9 m³/h (metade dos poços entre 3,6 m³/h e 16,8 m³/h), sobre 100 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 9 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (80% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Luislândia se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 278 poços no raio, contra 71 poços dentro do município.

100 mprofundidade mediana
7,9 m³/hvazão mediana calculada
9 mnível estático mediano
9,8poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 100 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Luislândia: 56/100

56 de 100

Confiança: amostra alta278 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 55peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 54peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 76peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 50peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 28peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Luislândia costumam descer

  • até 50 m 3%6
  • 50 a 100 m 51%116
  • 100 a 150 m 42%97
  • acima de 150 m 4%10

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Formação Serra de Santa Helena 9,1 m³/h 100 m 11453 com teste
Subgrupo Paraopeba 5,3 m³/h 102 m 3311 com teste
Formação Lagoa do Jacare 15,8 m³/h 80 m 2714 com teste
Grupo Bambuí 7,5 m³/h 121 m 186 com teste
Formação Três Marias 7,0 m³/h 100 m 177 com teste
Coluvião 7,9 m³/h 98 m 53 com teste
Formacao Urucuia 20,5 m³/h 120 m 31 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m6 poços Formação Serra de Santa Helena 3 · Formação Três Marias 1 · Subgrupo Paraopeba 1
  • 50 a 100 m112 poços Formação Serra de Santa Helena 57 · Formação Lagoa do Jacare 18 · Subgrupo Paraopeba 15
  • 100 a 150 m95 poços Formação Serra de Santa Helena 51 · Subgrupo Paraopeba 14 · Grupo Bambuí 9
  • acima de 150 m10 poços Subgrupo Paraopeba 3 · Formação Serra de Santa Helena 3 · Grupo Bambuí 2

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Luislândia?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Luislândia.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.