Minas Gerais · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Leopoldina - MG: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Leopoldina, Minas Gerais.

  • aquífero fissural
  • proterozoico superior
  • 21poços cadastrados
  • 119,8 mprofundidade média
  • 120 mprofundidade mediana
  • 3,9 mnível estático médio

Como são os poços em Leopoldina - MG?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 21 poços em Leopoldina - MG. A profundidade média é de 119,8 m e a mediana, 120 m, medida em 15 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 3,9 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Proterozoico Superior. No Censo 2022, 972 dos 19.187 domicílios do município — 5,1% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
21
Profundidade média
119,8 m
Profundidade mediana
120 m
Nível estático médio
3,9 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Proterozoico Superior
Ante a média do estado
23 m mais fundo que a média de Minas Gerais (96,8 m)
População (Censo 2022)
51.145 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
972 (5,1%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 21 poços em Leopoldina, com profundidade média de 119,8 m (mediana de 120 m, variando de 43 m a 150 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Proterozoico Superior, presente em 43% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Leopoldina é 23 m mais fundo que a média de Minas Gerais (96,8 m).

Números do cadastro em Leopoldina

Poços cadastrados em Leopoldina - MG
Poços no cadastro nacional21 poços
Profundidade média119,8 m 15 poços com o dado
Profundidade mediana120 m
Faixa de profundidade43 m a 150 m
Nível estático médio3,9 m 10 poços com o dado
Nível dinâmico médio68 m 13 poços com o dado
Vazão específica média0,2 m³/h por metro 13 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 100% dos registros
Rocha predominanteProterozoico Superior 43% dos registros
Uso mais comumOutros (lazer,etc.) 2 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 11 poços
Poços com teste de vazão21 de 21
Distribuição das profundidades em Leopoldina 43 m mínimo 120 m mediana 150 m máximo
Metade dos poços fica entre 100 m e 150 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Leopoldina por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 1 · 7% 50-100 m 4 · 27% 100-150 m 10 · 67%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Leopoldina 3 1990 11 2000 1 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Leopoldina. Valores em poços. Outros (lazer,etc.) 2 · 100%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 14 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Proterozoico Superior — 6 poços
  • Complexo Juiz de Fora — 4 poços
  • Suíte Quirino — 3 poços
  • Corpo Cristalino — 1 poço

O território e o subsolo de Leopoldina

Leopoldina tem 51.145 habitantes distribuídos em 943,1 km², o que dá 54,2 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Cataguases, na região intermediária de Juíz de Fora.

No Censo 2022, 972 dos 19.187 domicílios de Leopoldina — 5,1% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 885 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 1.260 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É abaixo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios: a rede pública cobre a maior parte de Leopoldina, e o poço aparece sobretudo na zona rural, em chácaras e em quem quer independência da conta de água.

Minas é um estado de rocha dura: cristalino e metassedimentos dominam o sul, o leste e o Quadrilátero Ferrífero; os calcários do Bambuí ocupam o centro-norte, e os arenitos do Urucuia e da Bacia do Paraná, o noroeste e o Triângulo. Os aquíferos com nome próprio do estado: Quadrilátero Ferrífero (quartzitos e itabiritos), Grupo Bambuí, Sistema Aquífero Urucuia, Grupo Bauru e Formação Serra Geral (Triângulo). Na maior parte do estado o poço é fissural: a água está em fratura, e por isso a locação pesa mais do que a profundidade. No Norte de Minas, sobre o Bambuí, entra o comportamento cárstico — vazões extremas para os dois lados e exigência de cimentação bem executada.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Leopoldina

Com base em 55 poços cadastrados num raio de 30 km de Leopoldina - MG, 80% deles foram concluídos entre 70 m e 150 m, com profundidade mediana de 100 m. A vazão mediana calculada é de 12,8 m³/h (metade dos poços entre 5,8 m³/h e 18,0 m³/h), sobre 30 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 3 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (100% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Leopoldina se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 55 poços no raio, contra 21 poços dentro do município.

100 mprofundidade mediana
12,8 m³/hvazão mediana calculada
3 mnível estático mediano
2,0poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 30 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Leopoldina: 62/100

62 de 100

Confiança: amostra média55 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 88peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 15peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 52peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 50peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 86peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Leopoldina costumam descer

  • até 50 m 2%1
  • 50 a 100 m 49%22
  • 100 a 150 m 49%22
  • acima de 150 m 0%0

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Proterozoico Superior 14,9 m³/h 100 m 157 com teste
Complexo Paraíba do Sul 17,7 m³/h 100 m 1310 com teste
Complexo Juiz de Fora 8,6 m³/h 103 m 99 com teste
Suíte Quirino 6,4 m³/h 120 m 32 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • 50 a 100 m20 poços Proterozoico Superior 8 · Complexo Paraíba do Sul 7 · Complexo Juiz de Fora 4
  • 100 a 150 m21 poços Proterozoico Superior 7 · Complexo Paraíba do Sul 6 · Complexo Juiz de Fora 5

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Leopoldina?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Leopoldina.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.