Minas Gerais · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Prata - MG: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Prata, Minas Gerais.

  • aquífero fissural
  • formação serra geral
  • 52poços cadastrados
  • 118,8 mprofundidade média
  • 101 mprofundidade mediana
  • 21,4 mnível estático médio

Como são os poços em Prata - MG?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 52 poços em Prata - MG. A profundidade média é de 118,8 m e a mediana, 101 m, medida em 46 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 21,4 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Formação Serra Geral. No Censo 2022, 1.629 dos 10.439 domicílios do município — 15,6% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
52
Profundidade média
118,8 m
Profundidade mediana
101 m
Nível estático médio
21,4 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Formação Serra Geral
Ante a média do estado
22 m mais fundo que a média de Minas Gerais (96,8 m)
População (Censo 2022)
28.342 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
1.629 (15,6%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 52 poços em Prata, com profundidade média de 118,8 m (mediana de 101 m, variando de 20 m a 598 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Serra Geral, presente em 50% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Prata é 22 m mais fundo que a média de Minas Gerais (96,8 m).

Números do cadastro em Prata

Poços cadastrados em Prata - MG
Poços no cadastro nacional52 poços
Profundidade média118,8 m 46 poços com o dado
Profundidade mediana101 m
Faixa de profundidade20 m a 598 m
Nível estático médio21,4 m 30 poços com o dado
Nível dinâmico médio50 m 30 poços com o dado
Vazão específica média1,2 m³/h por metro 25 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 100% dos registros
Rocha predominanteFormação Serra Geral 50% dos registros
Uso mais comumOutros (lazer,etc.) 14 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 16 poços
Poços com teste de vazão52 de 52
Distribuição das profundidades em Prata 20 m mínimo 101 m mediana 598 m máximo
Metade dos poços fica entre 60 m e 150 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Prata por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 10 · 22% 50-100 m 13 · 28% 100-150 m 14 · 30% 150-200 m 4 · 9% acima de 200 m 5 · 11%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Prata 2 1980 5 1990 16 2000 16 2010 7 2020
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Prata. Valores em poços. Outros (lazer,etc.) 14 · 35% Abastecimento doméstico 12 · 30% Pecuária 6 · 15% Abastecimento doméstico/animal 4 · 10% Doméstico/irrigação/animal 2 · 5% Abastecimento urbano 2 · 5%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 14 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Formação Serra Geral — 7 poços
  • Formação Vale do Rio do Peixe — 7 poços

O território e o subsolo de Prata

Prata tem 28.342 habitantes distribuídos em 4.847,5 km², o que dá 5,9 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Uberlândia.

No Censo 2022, 1.629 dos 10.439 domicílios de Prata — 15,6% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 1.454 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 1.970 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. Fica próximo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios.

Minas é um estado de rocha dura: cristalino e metassedimentos dominam o sul, o leste e o Quadrilátero Ferrífero; os calcários do Bambuí ocupam o centro-norte, e os arenitos do Urucuia e da Bacia do Paraná, o noroeste e o Triângulo. Os aquíferos com nome próprio do estado: Quadrilátero Ferrífero (quartzitos e itabiritos), Grupo Bambuí, Sistema Aquífero Urucuia, Grupo Bauru e Formação Serra Geral (Triângulo). Na maior parte do estado o poço é fissural: a água está em fratura, e por isso a locação pesa mais do que a profundidade. No Norte de Minas, sobre o Bambuí, entra o comportamento cárstico — vazões extremas para os dois lados e exigência de cimentação bem executada.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Prata

Com base em 48 poços cadastrados num raio de 30 km de Prata - MG, 80% deles foram concluídos entre 29 m e 186 m, com profundidade mediana de 82 m. A vazão mediana calculada é de 5,5 m³/h (metade dos poços entre 4,9 m³/h e 8,0 m³/h), sobre 17 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 18 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (100% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Prata se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 48 poços no raio, contra 52 poços dentro do município.

82 mprofundidade mediana
5,5 m³/hvazão mediana calculada
18 mnível estático mediano
1,7poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 17 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Prata: 44/100

44 de 100

Confiança: amostra média48 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 34peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 13peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 58peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 63peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 98peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Prata costumam descer

  • até 50 m 28%11
  • 50 a 100 m 33%13
  • 100 a 150 m 23%9
  • acima de 150 m 15%6

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • 100 a 150 m3 poços Formação Serra Geral 2 · Formação Vale do Rio do Peixe 1
  • acima de 150 m3 poços Formação Serra Geral 2 · Formação Vale do Rio do Peixe 1

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Prata?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Prata.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.