Goiás · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Paraúna - GO: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Paraúna, Goiás.

  • aquífero fissural
  • formação serra geral
  • 18poços cadastrados
  • 78,4 mprofundidade média
  • 86 mprofundidade mediana
  • 12,9 mnível estático médio

Como são os poços em Paraúna - GO?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 18 poços em Paraúna - GO. A profundidade média é de 78,4 m e a mediana, 86 m, medida em 18 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 12,9 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Formação Serra Geral. No Censo 2022, 507 dos 4.085 domicílios do município — 12,4% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
18
Profundidade média
78,4 m
Profundidade mediana
86 m
Nível estático médio
12,9 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Formação Serra Geral
Ante a média do estado
21,5 m mais raso que a média de Goiás (99,9 m)
População (Censo 2022)
10.659 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
507 (12,4%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 18 poços em Paraúna, com profundidade média de 78,4 m (mediana de 86 m, variando de 15 m a 150 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Serra Geral, presente em 40% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Paraúna é 21,5 m mais raso que a média de Goiás (99,9 m).

Números do cadastro em Paraúna

Poços cadastrados em Paraúna - GO
Poços no cadastro nacional18 poços
Profundidade média78,4 m 18 poços com o dado
Profundidade mediana86 m
Faixa de profundidade15 m a 150 m
Nível estático médio12,9 m 13 poços com o dado
Nível dinâmico médio49,1 m 13 poços com o dado
Vazão específica média0,2 m³/h por metro 13 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 50% dos registros
Rocha predominanteFormação Serra Geral 40% dos registros
Uso mais comumAbastecimento múltiplo 6 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2010 14 poços
Poços com teste de vazão18 de 18
Distribuição das profundidades em Paraúna 15 m mínimo 86 m mediana 150 m máximo
Metade dos poços fica entre 60 m e 98 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Paraúna por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 4 · 22% 50-100 m 12 · 67% 100-150 m 2 · 11%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Paraúna 1 1990 3 2000 14 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Paraúna. Valores em poços. Abastecimento múltiplo 6 · 33% Abastecimento doméstico 6 · 33% Abastecimento industrial 4 · 22% Abastecimento doméstico/animal 1 · 6% Doméstico/irrigação/animal 1 · 6%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 2 poços
  • Poroso — 2 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Formação Serra Geral — 2 poços
  • Formação Marília — 1 poço
  • Grupo Bauru — 1 poço
  • Formação Aquidauana — 1 poço

O território e o subsolo de Paraúna

Paraúna tem 10.659 habitantes distribuídos em 3.786,6 km², o que dá 2,8 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Palmeiras de Goiás, na região intermediária de São Luís de Montes Belos - Iporá.

No Censo 2022, 507 dos 4.085 domicílios de Paraúna — 12,4% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 458 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 698 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. Fica próximo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios.

Goiás combina metassedimentos e cristalino na maior parte do estado com a borda da Bacia do Paraná ao sudoeste e calcários do Bambuí ao nordeste. Os aquíferos com nome próprio do estado: Grupo Bambuí, Formação Serra Geral, Sistema Aquífero Guarani (borda), Grupo Araxá. Fissural na maior parte, com a exceção do sudoeste, onde arenito e basalto mudam completamente o projeto do poço.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Paraúna

Com base em 13 poços cadastrados num raio de 30 km de Paraúna - GO, 80% deles foram concluídos entre 27 m e 98 m, com profundidade mediana de 80 m. A vazão mediana calculada é de 4,4 m³/h (metade dos poços entre 3,3 m³/h e 5,4 m³/h), sobre 8 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 9 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (100% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Paraúna se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 13 poços no raio, contra 18 poços dentro do município.

80 mprofundidade mediana
4,4 m³/hvazão mediana calculada
9 mnível estático mediano
0,5poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 8 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Paraúna: 37/100

37 de 100

Confiança: amostra baixa13 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 26peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 3peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 46peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 68peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 99peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Paraúna costumam descer

  • até 50 m 31%4
  • 50 a 100 m 62%8
  • 100 a 150 m 8%1
  • acima de 150 m 0%0

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Paraúna?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Paraúna.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.