Goiás · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Inhumas - GO: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Inhumas, Goiás.

  • aquífero fissural
  • complexo granulítico anápolis-itauçu
  • 50poços cadastrados
  • 81,5 mprofundidade média
  • 80 mprofundidade mediana
  • 14,4 mnível estático médio

Como são os poços em Inhumas - GO?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 50 poços em Inhumas - GO. A profundidade média é de 81,5 m e a mediana, 80 m, medida em 50 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 14,4 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Complexo Granulítico Anápolis-Itauçu. No Censo 2022, 2.498 dos 19.577 domicílios do município — 12,8% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
50
Profundidade média
81,5 m
Profundidade mediana
80 m
Nível estático médio
14,4 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Complexo Granulítico Anápolis-Itauçu
Ante a média do estado
18,4 m mais raso que a média de Goiás (99,9 m)
População (Censo 2022)
52.204 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
2.498 (12,8%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 50 poços em Inhumas, com profundidade média de 81,5 m (mediana de 80 m, variando de 11 m a 250 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Complexo Granulítico Anápolis-Itauçu, presente em 83% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Inhumas é 18,4 m mais raso que a média de Goiás (99,9 m).

Números do cadastro em Inhumas

Poços cadastrados em Inhumas - GO
Poços no cadastro nacional50 poços
Profundidade média81,5 m 50 poços com o dado
Profundidade mediana80 m
Faixa de profundidade11 m a 250 m
Nível estático médio14,4 m 27 poços com o dado
Nível dinâmico médio58,3 m 27 poços com o dado
Vazão específica média0,5 m³/h por metro 27 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 100% dos registros
Rocha predominanteComplexo Granulítico Anápolis-Itauçu 83% dos registros
Uso mais comumAbastecimento doméstico 14 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2010 46 poços
Poços com teste de vazão50 de 50
Distribuição das profundidades em Inhumas 11 m mínimo 80 m mediana 250 m máximo
Metade dos poços fica entre 17 m e 120 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Inhumas por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 20 · 40% 50-100 m 14 · 28% 100-150 m 8 · 16% 150-200 m 6 · 12% acima de 200 m 2 · 4%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Inhumas 1 1990 3 2000 46 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Inhumas. Valores em poços. Abastecimento doméstico 14 · 30% Abastecimento industrial 11 · 23% Abastecimento doméstico/animal 8 · 17% Abastecimento múltiplo 7 · 15% Abastecimento urbano 6 · 13% Abastecimento doméstico/irrig. 1 · 2%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 6 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Complexo Granulítico Anápolis-Itauçu — 5 poços
  • Grupo Araxá — 1 poço

O território e o subsolo de Inhumas

Inhumas tem 52.204 habitantes distribuídos em 614,9 km², o que dá 84,9 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Inhumas - Itaberaí - Anicuns, na região intermediária de Goiânia.

No Censo 2022, 2.498 dos 19.577 domicílios de Inhumas — 12,8% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 1.842 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 1.780 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. Fica próximo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios.

Goiás combina metassedimentos e cristalino na maior parte do estado com a borda da Bacia do Paraná ao sudoeste e calcários do Bambuí ao nordeste. Os aquíferos com nome próprio do estado: Grupo Bambuí, Formação Serra Geral, Sistema Aquífero Guarani (borda), Grupo Araxá. Fissural na maior parte, com a exceção do sudoeste, onde arenito e basalto mudam completamente o projeto do poço.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Inhumas

Com base em 250 poços cadastrados num raio de 30 km de Inhumas - GO, 80% deles foram concluídos entre 19 m e 162 m, com profundidade mediana de 83 m. A vazão mediana calculada é de 6,9 m³/h (metade dos poços entre 3,5 m³/h e 13,3 m³/h), sobre 139 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 11 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (100% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Inhumas se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 250 poços no raio, contra 50 poços dentro do município.

83 mprofundidade mediana
6,9 m³/hvazão mediana calculada
11 mnível estático mediano
8,8poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 139 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Inhumas: 48/100

48 de 100

Confiança: amostra alta250 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 45peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 51peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 45peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 62peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 47peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Inhumas costumam descer

  • até 50 m 34%85
  • 50 a 100 m 34%86
  • 100 a 150 m 18%45
  • acima de 150 m 14%34

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Complexo Granulítico Anápolis-Itauçu 9,6 m³/h 120 m 3331 com teste
Terciário-Quaternário 4,7 m³/h 100 m 97 com teste
Complexo Granulítico 8,4 m³/h 80 m 96 com teste
Grupo Araxá 2,6 m³/h 83 m 54 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m3 poços Terciário-Quaternário 1 · Complexo Granulítico Anápolis-Itauçu 1 · Complexo Granulítico 1
  • 50 a 100 m30 poços Complexo Granulítico Anápolis-Itauçu 11 · Complexo Granulítico 8 · Terciário-Quaternário 7
  • 100 a 150 m17 poços Complexo Granulítico Anápolis-Itauçu 14 · Grupo Araxá 1 · Corpo Cristalino 1
  • acima de 150 m10 poços Complexo Granulítico Anápolis-Itauçu 7 · Quaternário 2 · Grupo Araxá 1

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Inhumas?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Inhumas.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.