Goiás · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Goianira - GO: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Goianira, Goiás.

  • aquífero fissural
  • complexo granulítico anápolis-itauçu
  • 88poços cadastrados
  • 76,9 mprofundidade média
  • 77 mprofundidade mediana
  • 9,7 mnível estático médio

Como são os poços em Goianira - GO?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 88 poços em Goianira - GO. A profundidade média é de 76,9 m e a mediana, 77 m, medida em 88 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 9,7 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Complexo Granulítico Anápolis-Itauçu. No Censo 2022, 7.245 dos 25.193 domicílios do município — 28,8% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
88
Profundidade média
76,9 m
Profundidade mediana
77 m
Nível estático médio
9,7 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Complexo Granulítico Anápolis-Itauçu
Ante a média do estado
23 m mais raso que a média de Goiás (99,9 m)
População (Censo 2022)
71.916 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
7.245 (28,8%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 88 poços em Goianira, com profundidade média de 76,9 m (mediana de 77 m, variando de 18 m a 250 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Complexo Granulítico Anápolis-Itauçu, presente em 33% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Goianira é 23 m mais raso que a média de Goiás (99,9 m).

Números do cadastro em Goianira

Poços cadastrados em Goianira - GO
Poços no cadastro nacional88 poços
Profundidade média76,9 m 88 poços com o dado
Profundidade mediana77 m
Faixa de profundidade18 m a 250 m
Nível estático médio9,7 m 33 poços com o dado
Nível dinâmico médio57,2 m 40 poços com o dado
Vazão específica média0,6 m³/h por metro 40 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 100% dos registros
Rocha predominanteComplexo Granulítico Anápolis-Itauçu 33% dos registros
Uso mais comumAbastecimento doméstico 41 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2010 59 poços
Poços com teste de vazão88 de 88
Distribuição das profundidades em Goianira 18 m mínimo 77 m mediana 250 m máximo
Metade dos poços fica entre 27 m e 102 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Goianira por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 40 · 45% 50-100 m 26 · 30% 100-150 m 9 · 10% 150-200 m 11 · 13% acima de 200 m 2 · 2%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Goianira 3 1970 2 1980 10 1990 14 2000 59 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Goianira. Valores em poços. Abastecimento doméstico 41 · 58% Abastecimento urbano 18 · 25% Abastecimento múltiplo 7 · 10% Abastecimento industrial 3 · 4% Abastecimento doméstico/irrig. 1 · 1% Abastecimento doméstico/animal 1 · 1%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 19 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Complexo Granulítico Anápolis-Itauçu — 9 poços
  • Terciário-Quaternário — 8 poços
  • Complexo Granulítico — 8 poços
  • Grupo Araxá — 2 poços

O território e o subsolo de Goianira

Goianira tem 71.916 habitantes distribuídos em 213,8 km², o que dá 336,4 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Goiânia.

No Censo 2022, 7.245 dos 25.193 domicílios de Goianira — 28,8% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 5.928 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 6.258 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É bem acima da média brasileira, de 11,4% dos domicílios — sinal de que o poço já resolve o abastecimento de boa parte do município, e não apenas de casos isolados.

Goiás combina metassedimentos e cristalino na maior parte do estado com a borda da Bacia do Paraná ao sudoeste e calcários do Bambuí ao nordeste. Os aquíferos com nome próprio do estado: Grupo Bambuí, Formação Serra Geral, Sistema Aquífero Guarani (borda), Grupo Araxá. Fissural na maior parte, com a exceção do sudoeste, onde arenito e basalto mudam completamente o projeto do poço.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Goianira

Com base em 1.083 poços cadastrados num raio de 30 km de Goianira - GO, 80% deles foram concluídos entre 24 m e 150 m, com profundidade mediana de 80 m. A vazão mediana calculada é de 4,2 m³/h (metade dos poços entre 2,0 m³/h e 9,5 m³/h), sobre 683 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 10 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (83% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Goianira se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 1.083 poços no raio, contra 88 poços dentro do município.

80 mprofundidade mediana
4,2 m³/hvazão mediana calculada
10 mnível estático mediano
38,3poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 683 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Goianira: 44/100

44 de 100

Confiança: amostra alta1.083 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 25peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 92peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 35peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 68peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 22peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Goianira costumam descer

  • até 50 m 35%379
  • 50 a 100 m 36%388
  • 100 a 150 m 19%208
  • acima de 150 m 9%100

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Grupo Araxá 4,7 m³/h 100 m 7966 com teste
Complexo Granulítico Anápolis-Itauçu 11,9 m³/h 139 m 7467 com teste
Quaternário 1,7 m³/h 32 m 5853 com teste
Terciário-Quaternário 6,7 m³/h 91 m 2321 com teste
Complexo Granulítico 11,3 m³/h 100 m 1411 com teste
Corpo Cristalino 3,7 m³/h 100 m 55 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m51 poços Quaternário 44 · Grupo Araxá 3 · Corpo Cristalino 1
  • 50 a 100 m92 poços Grupo Araxá 38 · Complexo Granulítico Anápolis-Itauçu 21 · Terciário-Quaternário 19
  • 100 a 150 m63 poços Complexo Granulítico Anápolis-Itauçu 31 · Grupo Araxá 22 · Quaternário 5
  • acima de 150 m47 poços Complexo Granulítico Anápolis-Itauçu 21 · Grupo Araxá 16 · Quaternário 7

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Goianira?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Goianira.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.