São Paulo · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Suzanápolis - SP: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Suzanápolis, São Paulo.

  • aquífero fissural
  • formação serra geral
  • 32poços cadastrados
  • 179,3 mprofundidade média
  • 150 mprofundidade mediana
  • 37,8 mnível estático médio

Como são os poços em Suzanápolis - SP?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 32 poços em Suzanápolis - SP. A profundidade média é de 179,3 m e a mediana, 150 m, medida em 32 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 37,8 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Formação Serra Geral. No Censo 2022, 249 dos 1.279 domicílios do município — 19,5% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
32
Profundidade média
179,3 m
Profundidade mediana
150 m
Nível estático médio
37,8 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Formação Serra Geral
Ante a média do estado
23,3 m mais fundo que a média de São Paulo (156 m)
População (Censo 2022)
3.408 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
249 (19,5%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 32 poços em Suzanápolis, com profundidade média de 179,3 m (mediana de 150 m, variando de 60 m a 360 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Serra Geral, presente em 48% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Suzanápolis é 23,3 m mais fundo que a média de São Paulo (156 m).

Números do cadastro em Suzanápolis

Poços cadastrados em Suzanápolis - SP
Poços no cadastro nacional32 poços
Profundidade média179,3 m 32 poços com o dado
Profundidade mediana150 m
Faixa de profundidade60 m a 360 m
Nível estático médio37,8 m 16 poços com o dado
Nível dinâmico médio98,1 m 16 poços com o dado
Vazão específica média1 m³/h por metro 16 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 59% dos registros
Rocha predominanteFormação Serra Geral 48% dos registros
Uso mais comumAbastecimento industrial 16 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 16 poços
Poços com teste de vazão32 de 32
Distribuição das profundidades em Suzanápolis 60 m mínimo 150 m mediana 360 m máximo
Metade dos poços fica entre 100 m e 300 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Suzanápolis por faixa de profundidade. Valores em poços. 50-100 m 11 · 34% 100-150 m 7 · 22% 150-200 m 4 · 13% acima de 200 m 10 · 31%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Suzanápolis 1 1960 2 1970 16 2000 11 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Suzanápolis. Valores em poços. Abastecimento industrial 16 · 55% Abastecimento doméstico 6 · 21% Abastecimento urbano 3 · 10% Doméstico/irrigação/animal 2 · 7% Outros (lazer,etc.) 1 · 3% Irrigação 1 · 3%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 16 poços
  • Poroso — 11 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Formação Serra Geral — 15 poços
  • Grupo Bauru — 15 poços
  • Terciário-Quaternário — 1 poço

O território e o subsolo de Suzanápolis

Suzanápolis tem 3.408 habitantes distribuídos em 330,6 km², o que dá 10,3 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Jales, na região intermediária de São José do Rio Preto.

No Censo 2022, 249 dos 1.279 domicílios de Suzanápolis — 19,5% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 245 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 219 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É bem acima da média brasileira, de 11,4% dos domicílios — sinal de que o poço já resolve o abastecimento de boa parte do município, e não apenas de casos isolados.

São Paulo tem a Bacia do Paraná no interior — Guarani, Bauru, Tubarão e Serra Geral — e o cristalino na faixa leste, além das bacias de São Paulo e Taubaté. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Guarani, Sistema Aquífero Bauru, Sistema Aquífero Tubarão, Sistema Aquífero Serra Geral, Bacia de São Paulo. No interior, poço poroso profundo e produtivo, com uso intenso e rebaixamento regional em algumas áreas; na Grande São Paulo, cristalino de vazão modesta.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Suzanápolis

Com base em 275 poços cadastrados num raio de 30 km de Suzanápolis - SP, 80% deles foram concluídos entre 65 m e 210 m, com profundidade mediana de 116 m. A vazão mediana calculada é de 10,2 m³/h (metade dos poços entre 5,1 m³/h e 19,5 m³/h), sobre 114 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 21 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (66% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Suzanápolis se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 275 poços no raio, contra 32 poços dentro do município.

116 mprofundidade mediana
10,2 m³/hvazão mediana calculada
21 mnível estático mediano
9,7poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 114 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Suzanápolis: 63/100

63 de 100

Confiança: amostra alta275 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 77peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 54peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 67peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 27peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 48peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Suzanápolis costumam descer

  • até 50 m 5%11
  • 50 a 100 m 36%82
  • 100 a 150 m 35%80
  • acima de 150 m 24%56

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Grupo Bauru 10,3 m³/h 117 m 13782 com teste
Formação Serra Geral 17,1 m³/h 130 m 237 com teste
Formação Santo Anastácio 6,0 m³/h 89 m 87 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m6 poços Grupo Bauru 5 · Formação Serra Geral 1
  • 50 a 100 m58 poços Grupo Bauru 43 · Formação Serra Geral 8 · Formação Santo Anastácio 6
  • 100 a 150 m68 poços Grupo Bauru 51 · Formação Serra Geral 11 · Formação Santo Anastácio 2
  • acima de 150 m43 poços Grupo Bauru 38 · Formação Serra Geral 3 · Quaternário 2

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Suzanápolis?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Suzanápolis.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.