São Paulo · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Sumaré - SP: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Sumaré, São Paulo.

  • aquífero poroso
  • grupo itararé
  • 300poços cadastrados
  • 178,2 mprofundidade média
  • 168 mprofundidade mediana
  • 35,1 mnível estático médio

Como são os poços em Sumaré - SP?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 300 poços em Sumaré - SP. A profundidade média é de 178,2 m e a mediana, 168 m, medida em 256 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 35,1 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Grupo Itararé. No Censo 2022, 2.659 dos 98.547 domicílios do município — 2,7% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
300
Profundidade média
178,2 m
Profundidade mediana
168 m
Nível estático médio
35,1 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Grupo Itararé
Ante a média do estado
22,2 m mais fundo que a média de São Paulo (156 m)
População (Censo 2022)
279.545 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
2.659 (2,7%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 300 poços em Sumaré, com profundidade média de 178,2 m (mediana de 168 m, variando de 7 m a 501 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Grupo Itararé, presente em 34% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Sumaré é 22,2 m mais fundo que a média de São Paulo (156 m).

Números do cadastro em Sumaré

Poços cadastrados em Sumaré - SP
Poços no cadastro nacional300 poços
Profundidade média178,2 m 256 poços com o dado
Profundidade mediana168 m
Faixa de profundidade7 m a 501 m
Nível estático médio35,1 m 110 poços com o dado
Nível dinâmico médio109,6 m 115 poços com o dado
Vazão específica média0,2 m³/h por metro 112 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 76% dos registros
Rocha predominanteGrupo Itararé 34% dos registros
Uso mais comumAbastecimento industrial 147 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 97 poços
Poços com teste de vazão300 de 300
Distribuição das profundidades em Sumaré 7 m mínimo 168 m mediana 501 m máximo
Metade dos poços fica entre 114 m e 230 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Sumaré por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 11 · 4% 50-100 m 41 · 16% 100-150 m 58 · 23% 150-200 m 65 · 25% acima de 200 m 81 · 32%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Sumaré 14 1950 2 1960 18 1970 35 1980 35 1990 97 2000 48 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Sumaré. Valores em poços. Abastecimento industrial 147 · 54% Outros (lazer,etc.) 45 · 17% Abastecimento urbano 27 · 10% Abastecimento doméstico 25 · 9% Sem uso 23 · 8% Pecuária 5 · 2%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 100 poços
  • Fissural — 32 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Grupo Itararé — 67 poços
  • Grupo Tubarão — 57 poços
  • Formação Serra Geral — 51 poços
  • Corpo Cristalino — 11 poços
  • Coberturas Sedimentares Indiferenciadas — 9 poços
  • Quaternário — 5 poços

O território e o subsolo de Sumaré

Sumaré tem 279.545 habitantes distribuídos em 153,5 km², o que dá 1.821,6 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Campinas.

No Censo 2022, 2.659 dos 98.547 domicílios de Sumaré — 2,7% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 1.775 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 2.728 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É abaixo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios: a rede pública cobre a maior parte de Sumaré, e o poço aparece sobretudo na zona rural, em chácaras e em quem quer independência da conta de água.

São Paulo tem a Bacia do Paraná no interior — Guarani, Bauru, Tubarão e Serra Geral — e o cristalino na faixa leste, além das bacias de São Paulo e Taubaté. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Guarani, Sistema Aquífero Bauru, Sistema Aquífero Tubarão, Sistema Aquífero Serra Geral, Bacia de São Paulo. No interior, poço poroso profundo e produtivo, com uso intenso e rebaixamento regional em algumas áreas; na Grande São Paulo, cristalino de vazão modesta.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Sumaré

Com base em 2.511 poços cadastrados num raio de 30 km de Sumaré - SP, 80% deles foram concluídos entre 71 m e 290 m, com profundidade mediana de 156 m. A vazão mediana calculada é de 5,9 m³/h (metade dos poços entre 2,8 m³/h e 11,8 m³/h), sobre 906 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 21 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (69% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Sumaré se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 2.511 poços no raio, contra 300 poços dentro do município.

156 mprofundidade mediana
5,9 m³/hvazão mediana calculada
21 mnível estático mediano
88,8poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 906 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Sumaré: 46/100

46 de 100

Confiança: amostra alta2.511 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 37peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 100peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 34peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 4peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 38peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Sumaré costumam descer

  • até 50 m 6%135
  • 50 a 100 m 17%380
  • 100 a 150 m 25%548
  • acima de 150 m 52%1.141

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Grupo Tubarão 6,0 m³/h 137 m 494242 com teste
Grupo Itararé 6,7 m³/h 200 m 314295 com teste
Complexo Varginha-Guaxupe 3,9 m³/h 129 m 9273 com teste
Corpo Cristalino 5,6 m³/h 115 m 6039 com teste
Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 4,1 m³/h 150 m 5444 com teste
Formação Serra Geral 5,5 m³/h 190 m 4737 com teste
Complexo Gnáissico-Migmatítico 5,3 m³/h 102 m 2723 com teste
Complexo Amparo 2,0 m³/h 105 m 2419 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m36 poços Grupo Tubarão 9 · Complexo Varginha-Guaxupe 7 · Corpo Cristalino 7
  • 50 a 100 m236 poços Grupo Tubarão 144 · Grupo Itararé 20 · Complexo Varginha-Guaxupe 18
  • 100 a 150 m317 poços Grupo Tubarão 138 · Grupo Itararé 70 · Complexo Varginha-Guaxupe 40
  • acima de 150 m559 poços Grupo Itararé 219 · Grupo Tubarão 203 · Formação Serra Geral 36

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Sumaré?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Sumaré.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.