São Paulo · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Caieiras - SP: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Caieiras, São Paulo.

  • aquífero fissural
  • corpo cristalino
  • 43poços cadastrados
  • 180,2 mprofundidade média
  • 160 mprofundidade mediana
  • 32 mnível estático médio

Como são os poços em Caieiras - SP?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 43 poços em Caieiras - SP. A profundidade média é de 180,2 m e a mediana, 160 m, medida em 43 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 32 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Corpo Cristalino. No Censo 2022, 228 dos 32.684 domicílios do município — 0,7% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
43
Profundidade média
180,2 m
Profundidade mediana
160 m
Nível estático médio
32 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Corpo Cristalino
Ante a média do estado
24,2 m mais fundo que a média de São Paulo (156 m)
População (Censo 2022)
95.032 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
228 (0,7%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 43 poços em Caieiras, com profundidade média de 180,2 m (mediana de 160 m, variando de 60 m a 300 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Corpo Cristalino, presente em 50% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Caieiras é 24,2 m mais fundo que a média de São Paulo (156 m).

Números do cadastro em Caieiras

Poços cadastrados em Caieiras - SP
Poços no cadastro nacional43 poços
Profundidade média180,2 m 43 poços com o dado
Profundidade mediana160 m
Faixa de profundidade60 m a 300 m
Nível estático médio32 m 8 poços com o dado
Nível dinâmico médio77,3 m 8 poços com o dado
Vazão específica média0,6 m³/h por metro 8 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 100% dos registros
Rocha predominanteCorpo Cristalino 50% dos registros
Uso mais comumAbastecimento industrial 14 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 24 poços
Poços com teste de vazão43 de 43
Distribuição das profundidades em Caieiras 60 m mínimo 160 m mediana 300 m máximo
Metade dos poços fica entre 135 m e 207 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Caieiras por faixa de profundidade. Valores em poços. 50-100 m 3 · 7% 100-150 m 16 · 37% 150-200 m 10 · 23% acima de 200 m 14 · 33%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Caieiras 8 1970 1 1980 5 1990 24 2000 2 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Caieiras. Valores em poços. Abastecimento industrial 14 · 34% Outros (lazer,etc.) 10 · 24% Abastecimento urbano 8 · 20% Abastecimento doméstico 8 · 20% Irrigação 1 · 2%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 16 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Corpo Cristalino — 8 poços
  • Grupo Serra do Itaberaba — 7 poços
  • Grupo São Roque — 1 poço

O território e o subsolo de Caieiras

Caieiras tem 95.032 habitantes distribuídos em 97,6 km², o que dá 973,3 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de São Paulo.

No Censo 2022, 228 dos 32.684 domicílios de Caieiras — 0,7% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 104 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 955 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É abaixo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios: a rede pública cobre a maior parte de Caieiras, e o poço aparece sobretudo na zona rural, em chácaras e em quem quer independência da conta de água.

São Paulo tem a Bacia do Paraná no interior — Guarani, Bauru, Tubarão e Serra Geral — e o cristalino na faixa leste, além das bacias de São Paulo e Taubaté. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Guarani, Sistema Aquífero Bauru, Sistema Aquífero Tubarão, Sistema Aquífero Serra Geral, Bacia de São Paulo. No interior, poço poroso profundo e produtivo, com uso intenso e rebaixamento regional em algumas áreas; na Grande São Paulo, cristalino de vazão modesta.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Caieiras

Com base em 1.710 poços cadastrados num raio de 30 km de Caieiras - SP, 80% deles foram concluídos entre 77 m e 280 m, com profundidade mediana de 160 m. A vazão mediana calculada é de 9,0 m³/h (metade dos poços entre 3,2 m³/h e 22,1 m³/h), sobre 444 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 26 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (63% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Caieiras se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 1.710 poços no raio, contra 43 poços dentro do município.

160 mprofundidade mediana
9,0 m³/hvazão mediana calculada
26 mnível estático mediano
60,5poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 444 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Caieiras: 57/100

57 de 100

Confiança: amostra alta1.710 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 66peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 98peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 49peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 4peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 11peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Caieiras costumam descer

  • até 50 m 5%91
  • 50 a 100 m 14%232
  • 100 a 150 m 27%459
  • acima de 150 m 54%910

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Corpo Cristalino 4,0 m³/h 171 m 14367 com teste
Formação São Paulo 20,8 m³/h 130 m 138109 com teste
Complexo Varginha-Guaxupe 4,6 m³/h 150 m 9073 com teste
Grupo Taubaté 24,0 m³/h 153 m 8579 com teste
Grupo São Roque 9,3 m³/h 174 m 4340 com teste
Complexo Embú 7,2 m³/h 200 m 2622 com teste
Terciário-Quaternário 2,9 m³/h 102 m 167 com teste
Complexo Metamórfico-Migmatítico 4,0 m³/h 123 m 133 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m20 poços Formação São Paulo 9 · Corpo Cristalino 7 · Complexo Varginha-Guaxupe 2
  • 50 a 100 m98 poços Formação São Paulo 26 · Complexo Varginha-Guaxupe 22 · Corpo Cristalino 17
  • 100 a 150 m198 poços Formação São Paulo 61 · Corpo Cristalino 35 · Grupo Taubaté 33
  • acima de 150 m271 poços Corpo Cristalino 84 · Grupo Taubaté 43 · Formação São Paulo 42

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Caieiras?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Caieiras.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.