São Paulo · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Suzano - SP: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Suzano, São Paulo.

  • aquífero fissural
  • complexo embú
  • 88poços cadastrados
  • 180,7 mprofundidade média
  • 174 mprofundidade mediana
  • 18,4 mnível estático médio

Como são os poços em Suzano - SP?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 88 poços em Suzano - SP. A profundidade média é de 180,7 m e a mediana, 174 m, medida em 87 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 18,4 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Complexo Embú. No Censo 2022, 3.987 dos 105.752 domicílios do município — 3,8% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
88
Profundidade média
180,7 m
Profundidade mediana
174 m
Nível estático médio
18,4 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Complexo Embú
Ante a média do estado
24,7 m mais fundo que a média de São Paulo (156 m)
População (Censo 2022)
307.429 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
3.987 (3,8%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 88 poços em Suzano, com profundidade média de 180,7 m (mediana de 174 m, variando de 68,7 m a 380 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Complexo Embú, presente em 47% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Suzano é 24,7 m mais fundo que a média de São Paulo (156 m).

Números do cadastro em Suzano

Poços cadastrados em Suzano - SP
Poços no cadastro nacional88 poços
Profundidade média180,7 m 87 poços com o dado
Profundidade mediana174 m
Faixa de profundidade68,7 m a 380 m
Nível estático médio18,4 m 13 poços com o dado
Nível dinâmico médio67,9 m 14 poços com o dado
Vazão específica média3,9 m³/h por metro 14 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 93% dos registros
Rocha predominanteComplexo Embú 47% dos registros
Uso mais comumAbastecimento industrial 63 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 38 poços
Poços com teste de vazão88 de 88
Distribuição das profundidades em Suzano 68,7 m mínimo 174 m mediana 380 m máximo
Metade dos poços fica entre 150 m e 210 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Suzano por faixa de profundidade. Valores em poços. 50-100 m 6 · 7% 100-150 m 24 · 28% 150-200 m 33 · 38% acima de 200 m 24 · 28%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Suzano 1 1930 1 1950 1 1960 10 1970 10 1980 20 1990 38 2000 7 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Suzano. Valores em poços. Abastecimento industrial 63 · 77% Outros (lazer,etc.) 8 · 10% Abastecimento doméstico 8 · 10% Abastecimento urbano 3 · 4%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 13 poços
  • Poroso — 1 poço

Formações geológicas atravessadas

  • Complexo Embú — 8 poços
  • Corpo Cristalino — 5 poços
  • Formação São Paulo — 3 poços
  • Formação Serra Geral — 1 poço

O território e o subsolo de Suzano

Suzano tem 307.429 habitantes distribuídos em 206,2 km², o que dá 1.490,7 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de São Paulo.

No Censo 2022, 3.987 dos 105.752 domicílios de Suzano — 3,8% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 2.297 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 4.673 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É abaixo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios: a rede pública cobre a maior parte de Suzano, e o poço aparece sobretudo na zona rural, em chácaras e em quem quer independência da conta de água.

São Paulo tem a Bacia do Paraná no interior — Guarani, Bauru, Tubarão e Serra Geral — e o cristalino na faixa leste, além das bacias de São Paulo e Taubaté. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Guarani, Sistema Aquífero Bauru, Sistema Aquífero Tubarão, Sistema Aquífero Serra Geral, Bacia de São Paulo. No interior, poço poroso profundo e produtivo, com uso intenso e rebaixamento regional em algumas áreas; na Grande São Paulo, cristalino de vazão modesta.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Suzano

Com base em 1.378 poços cadastrados num raio de 30 km de Suzano - SP, 80% deles foram concluídos entre 96 m e 272 m, com profundidade mediana de 170 m. A vazão mediana calculada é de 9,2 m³/h (metade dos poços entre 4,0 m³/h e 23,2 m³/h), sobre 497 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 31 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (51% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Suzano se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 1.378 poços no raio, contra 88 poços dentro do município.

170 mprofundidade mediana
9,2 m³/hvazão mediana calculada
31 mnível estático mediano
48,7poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 497 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Suzano: 61/100

61 de 100

Confiança: amostra alta1.378 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 69peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 96peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 64peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 3peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 11peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Suzano costumam descer

  • até 50 m 4%49
  • 50 a 100 m 10%134
  • 100 a 150 m 28%382
  • acima de 150 m 59%798

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Formação São Paulo 16,0 m³/h 141 m 201164 com teste
Grupo Taubaté 14,3 m³/h 166 m 146132 com teste
Complexo Embú 6,0 m³/h 186 m 10994 com teste
Corpo Cristalino 5,2 m³/h 167 m 9473 com teste
Complexo Granito-Gnáissico 7,6 m³/h 126 m 64 com teste
Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 3,9 m³/h 182 m 54 com teste
Aluviões 67,3 m³/h 248 m 32 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m12 poços Formação São Paulo 8 · Corpo Cristalino 2 · Complexo Embú 2
  • 50 a 100 m57 poços Formação São Paulo 29 · Grupo Taubaté 13 · Corpo Cristalino 10
  • 100 a 150 m188 poços Formação São Paulo 86 · Grupo Taubaté 46 · Complexo Embú 26
  • acima de 150 m313 poços Grupo Taubaté 87 · Formação São Paulo 78 · Complexo Embú 77

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Suzano?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Suzano.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.