São Paulo · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Porto Feliz - SP: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Porto Feliz, São Paulo.

  • aquífero poroso
  • grupo tubarão
  • 141poços cadastrados
  • 179,2 mprofundidade média
  • 172 mprofundidade mediana
  • 48,6 mnível estático médio

Como são os poços em Porto Feliz - SP?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 141 poços em Porto Feliz - SP. A profundidade média é de 179,2 m e a mediana, 172 m, medida em 136 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 48,6 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Grupo Tubarão. No Censo 2022, 2.190 dos 18.661 domicílios do município — 11,7% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
141
Profundidade média
179,2 m
Profundidade mediana
172 m
Nível estático médio
48,6 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Grupo Tubarão
Ante a média do estado
23,2 m mais fundo que a média de São Paulo (156 m)
População (Censo 2022)
56.497 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
2.190 (11,7%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 141 poços em Porto Feliz, com profundidade média de 179,2 m (mediana de 172 m, variando de 7 m a 450 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Grupo Tubarão, presente em 67% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Porto Feliz é 23,2 m mais fundo que a média de São Paulo (156 m).

Números do cadastro em Porto Feliz

Poços cadastrados em Porto Feliz - SP
Poços no cadastro nacional141 poços
Profundidade média179,2 m 136 poços com o dado
Profundidade mediana172 m
Faixa de profundidade7 m a 450 m
Nível estático médio48,6 m 36 poços com o dado
Nível dinâmico médio107,6 m 34 poços com o dado
Vazão específica média1,4 m³/h por metro 40 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 96% dos registros
Rocha predominanteGrupo Tubarão 67% dos registros
Uso mais comumAbastecimento doméstico 46 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 63 poços
Poços com teste de vazão141 de 141
Distribuição das profundidades em Porto Feliz 7 m mínimo 172 m mediana 450 m máximo
Metade dos poços fica entre 120 m e 220 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Porto Feliz por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 3 · 2% 50-100 m 17 · 13% 100-150 m 45 · 33% 150-200 m 29 · 21% acima de 200 m 42 · 31%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Porto Feliz 2 1950 10 1970 13 1980 4 1990 63 2000 8 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Porto Feliz. Valores em poços. Abastecimento doméstico 46 · 45% Abastecimento industrial 25 · 24% Outros (lazer,etc.) 16 · 16% Abastecimento urbano 10 · 10% Sem uso 5 · 5% Irrigação 1 · 1%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 68 poços
  • Fissural — 3 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Grupo Tubarão — 51 poços
  • Grupo Itararé — 19 poços
  • Corpo Cristalino — 2 poços
  • Formação Serra Geral — 2 poços
  • Coberturas Sedimentares Indiferenciadas — 1 poço
  • Complexo Varginha-Guaxupe — 1 poço

O território e o subsolo de Porto Feliz

Porto Feliz tem 56.497 habitantes distribuídos em 556,7 km², o que dá 101,5 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Sorocaba.

No Censo 2022, 2.190 dos 18.661 domicílios de Porto Feliz — 11,7% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 1.973 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 1.968 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. Fica próximo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios.

São Paulo tem a Bacia do Paraná no interior — Guarani, Bauru, Tubarão e Serra Geral — e o cristalino na faixa leste, além das bacias de São Paulo e Taubaté. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Guarani, Sistema Aquífero Bauru, Sistema Aquífero Tubarão, Sistema Aquífero Serra Geral, Bacia de São Paulo. No interior, poço poroso profundo e produtivo, com uso intenso e rebaixamento regional em algumas áreas; na Grande São Paulo, cristalino de vazão modesta.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Porto Feliz

Com base em 1.622 poços cadastrados num raio de 30 km de Porto Feliz - SP, 80% deles foram concluídos entre 90 m e 300 m, com profundidade mediana de 162 m. A vazão mediana calculada é de 7,8 m³/h (metade dos poços entre 3,6 m³/h e 15,6 m³/h), sobre 489 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 18 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (74% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Porto Feliz se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 1.622 poços no raio, contra 141 poços dentro do município.

162 mprofundidade mediana
7,8 m³/hvazão mediana calculada
18 mnível estático mediano
57,4poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 489 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Porto Feliz: 52/100

52 de 100

Confiança: amostra alta1.622 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 54peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 98peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 35peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 3peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 37peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Porto Feliz costumam descer

  • até 50 m 3%52
  • 50 a 100 m 16%244
  • 100 a 150 m 28%426
  • acima de 150 m 53%815

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Grupo Tubarão 8,0 m³/h 150 m 432212 com teste
Grupo Itararé 7,5 m³/h 190 m 186152 com teste
Corpo Cristalino 8,6 m³/h 127 m 3016 com teste
Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 5,2 m³/h 150 m 1917 com teste
Grupo São Roque 8,1 m³/h 150 m 1514 com teste
Quaternário 12,2 m³/h 106 m 1110 com teste
Complexo Varginha-Guaxupe 4,8 m³/h 134 m 88 com teste
Formação Serra Geral 11,1 m³/h 179 m 65 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m16 poços Grupo Tubarão 13 · Complexo Granito-Gnáissico 1 · Grupo Itararé 1
  • 50 a 100 m131 poços Grupo Tubarão 82 · Grupo Itararé 25 · Corpo Cristalino 8
  • 100 a 150 m235 poços Grupo Tubarão 145 · Grupo Itararé 46 · Corpo Cristalino 13
  • acima de 150 m347 poços Grupo Tubarão 192 · Grupo Itararé 114 · Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 9

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Porto Feliz?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Porto Feliz.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.