São Paulo · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Monte Mor - SP: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Monte Mor, São Paulo.

  • aquífero poroso
  • grupo tubarão
  • 111poços cadastrados
  • 180 mprofundidade média
  • 170 mprofundidade mediana
  • 34,8 mnível estático médio

Como são os poços em Monte Mor - SP?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 111 poços em Monte Mor - SP. A profundidade média é de 180 m e a mediana, 170 m, medida em 94 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 34,8 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Grupo Tubarão. No Censo 2022, 1.720 dos 22.385 domicílios do município — 7,7% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
111
Profundidade média
180 m
Profundidade mediana
170 m
Nível estático médio
34,8 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Grupo Tubarão
Ante a média do estado
24 m mais fundo que a média de São Paulo (156 m)
População (Censo 2022)
64.662 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
1.720 (7,7%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 111 poços em Monte Mor, com profundidade média de 180 m (mediana de 170 m, variando de 6 m a 433 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Grupo Tubarão, presente em 63% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Monte Mor é 24 m mais fundo que a média de São Paulo (156 m).

Números do cadastro em Monte Mor

Poços cadastrados em Monte Mor - SP
Poços no cadastro nacional111 poços
Profundidade média180 m 94 poços com o dado
Profundidade mediana170 m
Faixa de profundidade6 m a 433 m
Nível estático médio34,8 m 43 poços com o dado
Nível dinâmico médio96,3 m 46 poços com o dado
Vazão específica média0,3 m³/h por metro 43 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 92% dos registros
Rocha predominanteGrupo Tubarão 63% dos registros
Uso mais comumAbastecimento industrial 31 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 27 poços
Poços com teste de vazão111 de 111
Distribuição das profundidades em Monte Mor 6 m mínimo 170 m mediana 433 m máximo
Metade dos poços fica entre 122 m e 222 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Monte Mor por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 1 · 1% 50-100 m 10 · 11% 100-150 m 33 · 35% 150-200 m 20 · 21% acima de 200 m 30 · 32%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Monte Mor 1 1960 25 1970 10 1980 9 1990 27 2000 11 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Monte Mor. Valores em poços. Abastecimento industrial 31 · 35% Outros (lazer,etc.) 27 · 30% Abastecimento doméstico 19 · 21% Pecuária 8 · 9% Abastecimento urbano 3 · 3% Doméstico/irrigação/animal 1 · 1%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 58 poços
  • Fissural — 5 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Grupo Tubarão — 43 poços
  • Grupo Itararé — 17 poços
  • Complexo Varginha-Guaxupe — 5 poços
  • Formação Serra Geral — 3 poços

O território e o subsolo de Monte Mor

Monte Mor tem 64.662 habitantes distribuídos em 240,6 km², o que dá 268,8 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Campinas.

No Censo 2022, 1.720 dos 22.385 domicílios de Monte Mor — 7,7% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 1.365 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 1.435 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. Fica próximo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios.

São Paulo tem a Bacia do Paraná no interior — Guarani, Bauru, Tubarão e Serra Geral — e o cristalino na faixa leste, além das bacias de São Paulo e Taubaté. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Guarani, Sistema Aquífero Bauru, Sistema Aquífero Tubarão, Sistema Aquífero Serra Geral, Bacia de São Paulo. No interior, poço poroso profundo e produtivo, com uso intenso e rebaixamento regional em algumas áreas; na Grande São Paulo, cristalino de vazão modesta.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Monte Mor

Com base em 2.368 poços cadastrados num raio de 30 km de Monte Mor - SP, 80% deles foram concluídos entre 80 m e 300 m, com profundidade mediana de 172 m. A vazão mediana calculada é de 6,4 m³/h (metade dos poços entre 3,1 m³/h e 13,0 m³/h), sobre 799 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 24 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (69% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Monte Mor se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 2.368 poços no raio, contra 111 poços dentro do município.

172 mprofundidade mediana
6,4 m³/hvazão mediana calculada
24 mnível estático mediano
83,8poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 799 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Monte Mor: 48/100

48 de 100

Confiança: amostra alta2.368 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 42peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 100peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 34peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 2peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 36peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Monte Mor costumam descer

  • até 50 m 5%109
  • 50 a 100 m 13%274
  • 100 a 150 m 25%521
  • acima de 150 m 57%1.199

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Grupo Tubarão 8,2 m³/h 156 m 383193 com teste
Grupo Itararé 7,0 m³/h 200 m 334305 com teste
Complexo Varginha-Guaxupe 3,9 m³/h 130 m 8671 com teste
Corpo Cristalino 8,3 m³/h 120 m 4627 com teste
Formação Serra Geral 5,5 m³/h 191 m 4435 com teste
Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 4,3 m³/h 150 m 3525 com teste
Complexo Gnáissico-Migmatítico 5,1 m³/h 102 m 2522 com teste
Complexo Amparo 1,7 m³/h 114 m 1816 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m31 poços Grupo Tubarão 9 · Complexo Varginha-Guaxupe 7 · Grupo Itararé 5
  • 50 a 100 m147 poços Grupo Tubarão 70 · Grupo Itararé 23 · Complexo Varginha-Guaxupe 15
  • 100 a 150 m276 poços Grupo Tubarão 105 · Grupo Itararé 73 · Complexo Varginha-Guaxupe 39
  • acima de 150 m548 poços Grupo Itararé 233 · Grupo Tubarão 199 · Formação Serra Geral 33

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Monte Mor?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Monte Mor.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.