São Paulo · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Serra Negra - SP: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Serra Negra, São Paulo.

  • aquífero fissural
  • complexo granito-gnáissico
  • 85poços cadastrados
  • 117,1 mprofundidade média
  • 102 mprofundidade mediana
  • 10,9 mnível estático médio

Como são os poços em Serra Negra - SP?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 85 poços em Serra Negra - SP. A profundidade média é de 117,1 m e a mediana, 102 m, medida em 80 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 10,9 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Complexo Granito-Gnáissico. No Censo 2022, 964 dos 11.182 domicílios do município — 8,6% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
85
Profundidade média
117,1 m
Profundidade mediana
102 m
Nível estático médio
10,9 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Complexo Granito-Gnáissico
Ante a média do estado
38,9 m mais raso que a média de São Paulo (156 m)
População (Censo 2022)
29.894 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
964 (8,6%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 85 poços em Serra Negra, com profundidade média de 117,1 m (mediana de 102 m, variando de 13 m a 347 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Complexo Granito-Gnáissico, presente em 35% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Serra Negra é 38,9 m mais raso que a média de São Paulo (156 m).

Números do cadastro em Serra Negra

Poços cadastrados em Serra Negra - SP
Poços no cadastro nacional85 poços
Profundidade média117,1 m 80 poços com o dado
Profundidade mediana102 m
Faixa de profundidade13 m a 347 m
Nível estático médio10,9 m 29 poços com o dado
Nível dinâmico médio79,1 m 28 poços com o dado
Vazão específica média0,2 m³/h por metro 26 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 100% dos registros
Rocha predominanteComplexo Granito-Gnáissico 35% dos registros
Uso mais comumAbastecimento doméstico 33 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 27 poços
Poços com teste de vazão85 de 85
Distribuição das profundidades em Serra Negra 13 m mínimo 102 m mediana 347 m máximo
Metade dos poços fica entre 55 m e 150 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Serra Negra por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 18 · 23% 50-100 m 22 · 28% 100-150 m 21 · 26% 150-200 m 7 · 9% acima de 200 m 12 · 15%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Serra Negra 8 1990 27 2000 6 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Serra Negra. Valores em poços. Abastecimento doméstico 33 · 47% Outros (lazer,etc.) 19 · 27% Abastecimento industrial 11 · 16% Abastecimento urbano 6 · 9% Irrigação 1 · 1%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 57 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Complexo Granito-Gnáissico — 20 poços
  • Corpo Cristalino — 20 poços
  • Complexo Metamórfico-Migmatítico — 7 poços
  • Grupo Acungui — 5 poços
  • Complexo Amparo — 3 poços
  • Terciário-Quaternário — 2 poços

O território e o subsolo de Serra Negra

Serra Negra tem 29.894 habitantes distribuídos em 203,7 km², o que dá 146,7 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Amparo, na região intermediária de Campinas.

No Censo 2022, 964 dos 11.182 domicílios de Serra Negra — 8,6% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 799 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 1.503 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. Fica próximo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios.

São Paulo tem a Bacia do Paraná no interior — Guarani, Bauru, Tubarão e Serra Geral — e o cristalino na faixa leste, além das bacias de São Paulo e Taubaté. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Guarani, Sistema Aquífero Bauru, Sistema Aquífero Tubarão, Sistema Aquífero Serra Geral, Bacia de São Paulo. No interior, poço poroso profundo e produtivo, com uso intenso e rebaixamento regional em algumas áreas; na Grande São Paulo, cristalino de vazão modesta.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Serra Negra

Com base em 880 poços cadastrados num raio de 30 km de Serra Negra - SP, 80% deles foram concluídos entre 36 m e 200 m, com profundidade mediana de 100 m. A vazão mediana calculada é de 6,1 m³/h (metade dos poços entre 3,0 m³/h e 10,6 m³/h), sobre 312 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 11 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (90% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Serra Negra se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 880 poços no raio, contra 85 poços dentro do município.

100 mprofundidade mediana
6,1 m³/hvazão mediana calculada
11 mnível estático mediano
31,1poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 312 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Serra Negra: 49/100

49 de 100

Confiança: amostra alta880 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 40peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 87peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 18peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 50peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 64peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Serra Negra costumam descer

  • até 50 m 17%135
  • 50 a 100 m 34%268
  • 100 a 150 m 25%199
  • acima de 150 m 23%180

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Corpo Cristalino 5,5 m³/h 87 m 12768 com teste
Complexo Amparo 8,0 m³/h 102 m 9177 com teste
Complexo Granito-Gnáissico 7,2 m³/h 100 m 5231 com teste
Complexo Gnáissico-Migmatítico 6,8 m³/h 80 m 5031 com teste
Grupo Tubarão 7,4 m³/h 118 m 4018 com teste
Complexo Varginha-Guaxupe 4,8 m³/h 131 m 1610 com teste
Grupo Itararé 2,6 m³/h 114 m 1211 com teste
Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 3,0 m³/h 150 m 95 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m60 poços Corpo Cristalino 26 · Complexo Gnáissico-Migmatítico 12 · Complexo Granito-Gnáissico 8
  • 50 a 100 m168 poços Corpo Cristalino 56 · Complexo Amparo 36 · Complexo Gnáissico-Migmatítico 22
  • 100 a 150 m102 poços Complexo Amparo 21 · Corpo Cristalino 20 · Complexo Granito-Gnáissico 16
  • acima de 150 m101 poços Complexo Amparo 26 · Corpo Cristalino 25 · Grupo Tubarão 10

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Serra Negra?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Serra Negra.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.