São Paulo · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em São Luiz do Paraitinga - SP: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para São Luiz do Paraitinga, São Paulo.

  • aquífero fissural
  • grupo acungui
  • 6poços cadastrados
  • 117 mprofundidade média
  • 132 mprofundidade mediana
  • 4,6 mnível estático médio

Como são os poços em São Luiz do Paraitinga - SP?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 6 poços em São Luiz do Paraitinga - SP. A profundidade média é de 117 m e a mediana, 132 m, medida em 6 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 4,6 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Grupo Acungui. No Censo 2022, 670 dos 4.165 domicílios do município — 16,1% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
6
Profundidade média
117 m
Profundidade mediana
132 m
Nível estático médio
4,6 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Grupo Acungui
Ante a média do estado
39 m mais raso que a média de São Paulo (156 m)
População (Censo 2022)
10.337 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
670 (16,1%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Amostra pequena: 6 poços no cadastro. Os números descrevem esses poços, e não necessariamente todo o município — o SIAGAS depende do envio do registro por quem perfura.

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 6 poços em São Luiz do Paraitinga, com profundidade média de 117 m (mediana de 132 m, variando de 80 m a 150 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Grupo Acungui, presente em 67% dos poços com litologia informada. São poucos registros para o município — servem como referência, não como retrato completo.

Comparado ao restante do estado, o poço de São Luiz do Paraitinga é 39 m mais raso que a média de São Paulo (156 m).

Números do cadastro em São Luiz do Paraitinga

Poços cadastrados em São Luiz do Paraitinga - SP
Poços no cadastro nacional6 poços
Profundidade média117 m 6 poços com o dado
Profundidade mediana132 m
Faixa de profundidade80 m a 150 m
Nível estático médio4,6 m 3 poços com o dado
Nível dinâmico médio47,4 m 3 poços com o dado
Vazão específica média0,8 m³/h por metro 3 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 100% dos registros
Rocha predominanteGrupo Acungui 67% dos registros
Uso mais comumOutros (lazer,etc.) 2 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 4 poços
Poços com teste de vazão6 de 6
Distribuição das profundidades em São Luiz do Paraitinga 80 m mínimo 132 m mediana 150 m máximo
Metade dos poços fica entre 90 m e 150 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de São Luiz do Paraitinga por faixa de profundidade. Valores em poços. 50-100 m 3 · 50% 100-150 m 3 · 50%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em São Luiz do Paraitinga 2 1970 4 2000
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de São Luiz do Paraitinga. Valores em poços. Outros (lazer,etc.) 2 · 50% Abastecimento doméstico 1 · 25% Pecuária 1 · 25%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 3 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Grupo Acungui — 2 poços
  • Complexo Embú — 1 poço

O território e o subsolo de São Luiz do Paraitinga

São Luiz do Paraitinga tem 10.337 habitantes distribuídos em 617,3 km², o que dá 16,8 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Taubaté - Pindamonhangaba, na região intermediária de São José dos Campos.

No Censo 2022, 670 dos 4.165 domicílios de São Luiz do Paraitinga — 16,1% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 225 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 1.800 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. Fica próximo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios.

São Paulo tem a Bacia do Paraná no interior — Guarani, Bauru, Tubarão e Serra Geral — e o cristalino na faixa leste, além das bacias de São Paulo e Taubaté. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Guarani, Sistema Aquífero Bauru, Sistema Aquífero Tubarão, Sistema Aquífero Serra Geral, Bacia de São Paulo. No interior, poço poroso profundo e produtivo, com uso intenso e rebaixamento regional em algumas áreas; na Grande São Paulo, cristalino de vazão modesta.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de São Luiz do Paraitinga

Com base em 40 poços cadastrados num raio de 30 km de São Luiz do Paraitinga - SP, 80% deles foram concluídos entre 59 m e 240 m, com profundidade mediana de 150 m. A vazão mediana calculada é de 7,5 m³/h (metade dos poços entre 3,1 m³/h e 10,7 m³/h), sobre 14 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 4 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (83% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de São Luiz do Paraitinga se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 40 poços no raio, contra 6 poços dentro do município.

150 mprofundidade mediana
7,5 m³/hvazão mediana calculada
4 mnível estático mediano
1,4poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 14 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de São Luiz do Paraitinga: 44/100

44 de 100

Confiança: amostra média40 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 52peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 10peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 60peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 8peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 82peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de São Luiz do Paraitinga costumam descer

  • até 50 m 10%4
  • 50 a 100 m 20%8
  • 100 a 150 m 30%12
  • acima de 150 m 40%16

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Grupo Acungui 8,5 m³/h 150 m 55 com teste
Complexo Embú 5,2 m³/h 100 m 54 com teste
Grupo Taubaté 18,9 m³/h 49 m 32 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • 50 a 100 m4 poços Complexo Embú 3 · Grupo Acungui 1
  • 100 a 150 m5 poços Grupo Acungui 2 · Formação Pindamonhangaba 1 · Corpo Granitoides do Orógeno Araçuaí 1
  • acima de 150 m7 poços Grupo Acungui 2 · Grupo Taubaté 1 · Complexo Embú 1

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos São Luiz do Paraitinga?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em São Luiz do Paraitinga.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.