São Paulo · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Serrana - SP: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Serrana, São Paulo.

  • aquífero poroso
  • formação botucatu
  • 30poços cadastrados
  • 157,6 mprofundidade média
  • 145 mprofundidade mediana
  • 44 mnível estático médio

Como são os poços em Serrana - SP?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 30 poços em Serrana - SP. A profundidade média é de 157,6 m e a mediana, 145 m, medida em 30 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 44 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Formação Botucatu. No Censo 2022, 160 dos 14.890 domicílios do município — 1,1% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
30
Profundidade média
157,6 m
Profundidade mediana
145 m
Nível estático médio
44 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Formação Botucatu
Ante a média do estado
praticamente igual à média de São Paulo (156 m)
População (Censo 2022)
43.909 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
160 (1,1%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 30 poços em Serrana, com profundidade média de 157,6 m (mediana de 145 m, variando de 7 m a 285 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Botucatu, presente em 52% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Serrana é praticamente igual à média de São Paulo (156 m).

Números do cadastro em Serrana

Poços cadastrados em Serrana - SP
Poços no cadastro nacional30 poços
Profundidade média157,6 m 30 poços com o dado
Profundidade mediana145 m
Faixa de profundidade7 m a 285 m
Nível estático médio44 m 22 poços com o dado
Nível dinâmico médio67,7 m 21 poços com o dado
Vazão específica média4 m³/h por metro 21 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 100% dos registros
Rocha predominanteFormação Botucatu 52% dos registros
Uso mais comumOutros (lazer,etc.) 12 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2010 12 poços
Poços com teste de vazão30 de 30
Distribuição das profundidades em Serrana 7 m mínimo 145 m mediana 285 m máximo
Metade dos poços fica entre 117 m e 225 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Serrana por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 2 · 7% 50-100 m 3 · 10% 100-150 m 11 · 37% 150-200 m 3 · 10% acima de 200 m 11 · 37%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Serrana 3 1980 2 1990 9 2000 12 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Serrana. Valores em poços. Outros (lazer,etc.) 12 · 44% Abastecimento industrial 6 · 22% Abastecimento urbano 4 · 15% Abastecimento doméstico 3 · 11% Irrigação 1 · 4% Pecuária 1 · 4%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 19 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Formação Botucatu — 16 poços
  • Formação Serra Geral — 12 poços
  • Formação Piramboia — 3 poços

O território e o subsolo de Serrana

Serrana tem 43.909 habitantes distribuídos em 126,0 km², o que dá 348,4 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Ribeirão Preto.

No Censo 2022, 160 dos 14.890 domicílios de Serrana — 1,1% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 153 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 140 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É abaixo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios: a rede pública cobre a maior parte de Serrana, e o poço aparece sobretudo na zona rural, em chácaras e em quem quer independência da conta de água.

São Paulo tem a Bacia do Paraná no interior — Guarani, Bauru, Tubarão e Serra Geral — e o cristalino na faixa leste, além das bacias de São Paulo e Taubaté. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Guarani, Sistema Aquífero Bauru, Sistema Aquífero Tubarão, Sistema Aquífero Serra Geral, Bacia de São Paulo. No interior, poço poroso profundo e produtivo, com uso intenso e rebaixamento regional em algumas áreas; na Grande São Paulo, cristalino de vazão modesta.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Serrana

Com base em 808 poços cadastrados num raio de 30 km de Serrana - SP, 80% deles foram concluídos entre 64 m e 270 m, com profundidade mediana de 147 m. A vazão mediana calculada é de 16,4 m³/h (metade dos poços entre 6,0 m³/h e 57,3 m³/h), sobre 458 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 49 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (87% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Serrana se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 808 poços no raio, contra 30 poços dentro do município.

147 mprofundidade mediana
16,4 m³/hvazão mediana calculada
49 mnível estático mediano
28,6poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 458 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Serrana: 68/100

68 de 100

Confiança: amostra alta808 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 94peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 85peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 62peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 9peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 3peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Serrana costumam descer

  • até 50 m 8%58
  • 50 a 100 m 22%163
  • 100 a 150 m 25%189
  • acima de 150 m 46%345

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Formação Serra Geral 20,0 m³/h 165 m 319237 com teste
Formação Botucatu 18,5 m³/h 120 m 166116 com teste
Aluviões 2,0 m³/h 70 m 1312 com teste
Grupo São Bento 23,3 m³/h 229 m 1010 com teste
Grupo Bauru 16,1 m³/h 161 m 88 com teste
Formação Piramboia 9,8 m³/h 150 m 76 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m12 poços Aluviões 5 · Formação Serra Geral 4 · Formação Botucatu 2
  • 50 a 100 m122 poços Formação Serra Geral 65 · Formação Botucatu 50 · Aluviões 5
  • 100 a 150 m143 poços Formação Serra Geral 71 · Formação Botucatu 64 · Grupo Bauru 3
  • acima de 150 m247 poços Formação Serra Geral 179 · Formação Botucatu 50 · Grupo São Bento 8

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Serrana?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Serrana.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.