São Paulo · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Serra Azul - SP: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Serra Azul, São Paulo.

  • aquífero poroso
  • formação botucatu
  • 35poços cadastrados
  • 104,1 mprofundidade média
  • 100 mprofundidade mediana
  • 13 mnível estático médio

Como são os poços em Serra Azul - SP?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 35 poços em Serra Azul - SP. A profundidade média é de 104,1 m e a mediana, 100 m, medida em 33 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 13 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Formação Botucatu. No Censo 2022, 352 dos 3.092 domicílios do município — 11,4% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
35
Profundidade média
104,1 m
Profundidade mediana
100 m
Nível estático médio
13 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Formação Botucatu
Ante a média do estado
51,9 m mais raso que a média de São Paulo (156 m)
População (Censo 2022)
12.746 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
352 (11,4%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 35 poços em Serra Azul, com profundidade média de 104,1 m (mediana de 100 m, variando de 7 m a 239 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Botucatu, presente em 47% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Serra Azul é 51,9 m mais raso que a média de São Paulo (156 m).

Números do cadastro em Serra Azul

Poços cadastrados em Serra Azul - SP
Poços no cadastro nacional35 poços
Profundidade média104,1 m 33 poços com o dado
Profundidade mediana100 m
Faixa de profundidade7 m a 239 m
Nível estático médio13 m 13 poços com o dado
Nível dinâmico médio74,9 m 12 poços com o dado
Vazão específica média0,8 m³/h por metro 12 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 94% dos registros
Rocha predominanteFormação Botucatu 47% dos registros
Uso mais comumAbastecimento doméstico 6 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 24 poços
Poços com teste de vazão35 de 35
Distribuição das profundidades em Serra Azul 7 m mínimo 100 m mediana 239 m máximo
Metade dos poços fica entre 29 m e 195 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Serra Azul por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 12 · 36% 50-100 m 6 · 18% 100-150 m 5 · 15% 150-200 m 4 · 12% acima de 200 m 6 · 18%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Serra Azul 1 1970 4 1980 2 1990 24 2000 2 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Serra Azul. Valores em poços. Abastecimento doméstico 6 · 33% Abastecimento urbano 5 · 28% Doméstico/irrigação/animal 4 · 22% Outros (lazer,etc.) 3 · 17%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 16 poços
  • Fissural — 1 poço

Formações geológicas atravessadas

  • Formação Botucatu — 14 poços
  • Formação Serra Geral — 6 poços
  • Formação Piramboia — 6 poços
  • Grupo Passa Dois — 2 poços
  • Grupo Bauru — 1 poço
  • Grupo São Bento — 1 poço

O território e o subsolo de Serra Azul

Serra Azul tem 12.746 habitantes distribuídos em 283,1 km², o que dá 45,0 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Ribeirão Preto.

No Censo 2022, 352 dos 3.092 domicílios de Serra Azul — 11,4% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 284 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 322 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. Fica próximo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios.

São Paulo tem a Bacia do Paraná no interior — Guarani, Bauru, Tubarão e Serra Geral — e o cristalino na faixa leste, além das bacias de São Paulo e Taubaté. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Guarani, Sistema Aquífero Bauru, Sistema Aquífero Tubarão, Sistema Aquífero Serra Geral, Bacia de São Paulo. No interior, poço poroso profundo e produtivo, com uso intenso e rebaixamento regional em algumas áreas; na Grande São Paulo, cristalino de vazão modesta.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Serra Azul

Com base em 722 poços cadastrados num raio de 30 km de Serra Azul - SP, 80% deles foram concluídos entre 60 m e 255 m, com profundidade mediana de 137 m. A vazão mediana calculada é de 15,0 m³/h (metade dos poços entre 6,0 m³/h e 46,7 m³/h), sobre 401 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 45 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (88% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Serra Azul se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 722 poços no raio, contra 35 poços dentro do município.

137 mprofundidade mediana
15,0 m³/hvazão mediana calculada
45 mnível estático mediano
25,5poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 401 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Serra Azul: 67/100

67 de 100

Confiança: amostra alta722 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 92peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 82peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 62peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 12peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 4peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Serra Azul costumam descer

  • até 50 m 8%56
  • 50 a 100 m 22%150
  • 100 a 150 m 27%179
  • acima de 150 m 43%289

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Formação Serra Geral 18,0 m³/h 160 m 257189 com teste
Formação Botucatu 15,0 m³/h 120 m 167117 com teste
Aluviões 2,0 m³/h 73 m 1211 com teste
Formação Piramboia 4,5 m³/h 120 m 98 com teste
Grupo São Bento 16,3 m³/h 234 m 88 com teste
Grupo Bauru 18,1 m³/h 161 m 66 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m9 poços Aluviões 4 · Formação Serra Geral 3 · Formação Botucatu 2
  • 50 a 100 m114 poços Formação Serra Geral 57 · Formação Botucatu 50 · Aluviões 5
  • 100 a 150 m134 poços Formação Botucatu 65 · Formação Serra Geral 59 · Formação Piramboia 5
  • acima de 150 m203 poços Formação Serra Geral 138 · Formação Botucatu 50 · Grupo São Bento 6

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Serra Azul?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Serra Azul.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.