São Paulo · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Boa Esperança do Sul - SP: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Boa Esperança do Sul, São Paulo.

  • aquífero poroso
  • formação botucatu
  • 28poços cadastrados
  • 117,1 mprofundidade média
  • 100 mprofundidade mediana
  • 36,1 mnível estático médio

Como são os poços em Boa Esperança do Sul - SP?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 28 poços em Boa Esperança do Sul - SP. A profundidade média é de 117,1 m e a mediana, 100 m, medida em 28 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 36,1 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Formação Botucatu. No Censo 2022, 207 dos 4.655 domicílios do município — 4,5% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
28
Profundidade média
117,1 m
Profundidade mediana
100 m
Nível estático médio
36,1 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Formação Botucatu
Ante a média do estado
38,9 m mais raso que a média de São Paulo (156 m)
População (Censo 2022)
12.978 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
207 (4,5%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 28 poços em Boa Esperança do Sul, com profundidade média de 117,1 m (mediana de 100 m, variando de 30 m a 282 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Botucatu, presente em 47% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Boa Esperança do Sul é 38,9 m mais raso que a média de São Paulo (156 m).

Números do cadastro em Boa Esperança do Sul

Poços cadastrados em Boa Esperança do Sul - SP
Poços no cadastro nacional28 poços
Profundidade média117,1 m 28 poços com o dado
Profundidade mediana100 m
Faixa de profundidade30 m a 282 m
Nível estático médio36,1 m 12 poços com o dado
Nível dinâmico médio56 m 12 poços com o dado
Vazão específica média2,4 m³/h por metro 11 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 77% dos registros
Rocha predominanteFormação Botucatu 47% dos registros
Uso mais comumOutros (lazer,etc.) 11 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 12 poços
Poços com teste de vazão28 de 28
Distribuição das profundidades em Boa Esperança do Sul 30 m mínimo 100 m mediana 282 m máximo
Metade dos poços fica entre 98 m e 147 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Boa Esperança do Sul por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 2 · 7% 50-100 m 13 · 46% 100-150 m 8 · 29% 150-200 m 4 · 14% acima de 200 m 1 · 4%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Boa Esperança do Sul 1 1970 2 1980 2 1990 12 2000 7 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Boa Esperança do Sul. Valores em poços. Outros (lazer,etc.) 11 · 42% Irrigação 5 · 19% Abastecimento urbano 3 · 12% Abastecimento doméstico 3 · 12% Pecuária 2 · 8% Abastecimento industrial 2 · 8%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 10 poços
  • Fissural — 3 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Formação Botucatu — 9 poços
  • Formação Serra Geral — 6 poços
  • Formação Piramboia — 3 poços
  • Grupo Bauru — 1 poço

O território e o subsolo de Boa Esperança do Sul

Boa Esperança do Sul tem 12.978 habitantes distribuídos em 690,7 km², o que dá 18,8 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Araraquara.

No Censo 2022, 207 dos 4.655 domicílios de Boa Esperança do Sul — 4,5% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 198 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 145 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É abaixo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios: a rede pública cobre a maior parte de Boa Esperança do Sul, e o poço aparece sobretudo na zona rural, em chácaras e em quem quer independência da conta de água.

São Paulo tem a Bacia do Paraná no interior — Guarani, Bauru, Tubarão e Serra Geral — e o cristalino na faixa leste, além das bacias de São Paulo e Taubaté. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Guarani, Sistema Aquífero Bauru, Sistema Aquífero Tubarão, Sistema Aquífero Serra Geral, Bacia de São Paulo. No interior, poço poroso profundo e produtivo, com uso intenso e rebaixamento regional em algumas áreas; na Grande São Paulo, cristalino de vazão modesta.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Boa Esperança do Sul

Com base em 268 poços cadastrados num raio de 30 km de Boa Esperança do Sul - SP, 80% deles foram concluídos entre 52 m e 319 m, com profundidade mediana de 120 m. A vazão mediana calculada é de 14,4 m³/h (metade dos poços entre 7,4 m³/h e 40,0 m³/h), sobre 130 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 27 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (66% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Boa Esperança do Sul se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 268 poços no raio, contra 28 poços dentro do município.

120 mprofundidade mediana
14,4 m³/hvazão mediana calculada
27 mnível estático mediano
9,5poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 130 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Boa Esperança do Sul: 63/100

63 de 100

Confiança: amostra alta268 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 91peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 53peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 64peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 25peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 8peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Boa Esperança do Sul costumam descer

  • até 50 m 10%27
  • 50 a 100 m 31%81
  • 100 a 150 m 24%64
  • acima de 150 m 35%92

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Formação Botucatu 27,4 m³/h 136 m 4636 com teste
Grupo Bauru 8,5 m³/h 100 m 4636 com teste
Formação Serra Geral 19,1 m³/h 120 m 4530 com teste
Formação Vale do Rio do Peixe 9,0 m³/h 90 m 1515 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m13 poços Grupo Bauru 7 · Formação Vale do Rio do Peixe 2 · Formação Serra Geral 2
  • 50 a 100 m51 poços Grupo Bauru 17 · Formação Botucatu 14 · Formação Serra Geral 9
  • 100 a 150 m34 poços Formação Serra Geral 16 · Formação Botucatu 10 · Grupo Bauru 8
  • acima de 150 m57 poços Formação Botucatu 20 · Formação Serra Geral 18 · Grupo Bauru 14

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Boa Esperança do Sul?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Boa Esperança do Sul.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.