São Paulo · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Braúna - SP: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Braúna, São Paulo.

  • aquífero poroso
  • grupo bauru
  • 9poços cadastrados
  • 116,9 mprofundidade média
  • 120 mprofundidade mediana
  • 16 mnível estático médio

Como são os poços em Braúna - SP?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 9 poços em Braúna - SP. A profundidade média é de 116,9 m e a mediana, 120 m, medida em 9 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 16 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Grupo Bauru. No Censo 2022, 162 dos 1.965 domicílios do município — 8,2% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
9
Profundidade média
116,9 m
Profundidade mediana
120 m
Nível estático médio
16 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Grupo Bauru
Ante a média do estado
39,1 m mais raso que a média de São Paulo (156 m)
População (Censo 2022)
5.356 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
162 (8,2%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 9 poços em Braúna, com profundidade média de 116,9 m (mediana de 120 m, variando de 64 m a 150 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Grupo Bauru, presente em 100% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Braúna é 39,1 m mais raso que a média de São Paulo (156 m).

Números do cadastro em Braúna

Poços cadastrados em Braúna - SP
Poços no cadastro nacional9 poços
Profundidade média116,9 m 9 poços com o dado
Profundidade mediana120 m
Faixa de profundidade64 m a 150 m
Nível estático médio16 m 5 poços com o dado
Nível dinâmico médio65,7 m 5 poços com o dado
Vazão específica média0,4 m³/h por metro 4 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 100% dos registros
Rocha predominanteGrupo Bauru 100% dos registros
Uso mais comumAbastecimento urbano 4 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2010 3 poços
Poços com teste de vazão9 de 9
Distribuição das profundidades em Braúna 64 m mínimo 120 m mediana 150 m máximo
Metade dos poços fica entre 110 m e 120 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Braúna por faixa de profundidade. Valores em poços. 50-100 m 2 · 22% 100-150 m 7 · 78%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Braúna 1 2000 3 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Braúna. Valores em poços. Abastecimento urbano 4 · 57% Abastecimento doméstico 2 · 29% Abastecimento industrial 1 · 14%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 5 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Grupo Bauru — 5 poços

O território e o subsolo de Braúna

Braúna tem 5.356 habitantes distribuídos em 195,2 km², o que dá 27,4 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Birigui - Penápolis, na região intermediária de Araçatuba.

No Censo 2022, 162 dos 1.965 domicílios de Braúna — 8,2% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 149 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 125 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. Fica próximo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios.

São Paulo tem a Bacia do Paraná no interior — Guarani, Bauru, Tubarão e Serra Geral — e o cristalino na faixa leste, além das bacias de São Paulo e Taubaté. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Guarani, Sistema Aquífero Bauru, Sistema Aquífero Tubarão, Sistema Aquífero Serra Geral, Bacia de São Paulo. No interior, poço poroso profundo e produtivo, com uso intenso e rebaixamento regional em algumas áreas; na Grande São Paulo, cristalino de vazão modesta.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Braúna

Com base em 242 poços cadastrados num raio de 30 km de Braúna - SP, 80% deles foram concluídos entre 53 m e 262 m, com profundidade mediana de 120 m. A vazão mediana calculada é de 11,9 m³/h (metade dos poços entre 6,2 m³/h e 16,6 m³/h), sobre 80 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 21 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (81% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Braúna se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 242 poços no raio, contra 9 poços dentro do município.

120 mprofundidade mediana
11,9 m³/hvazão mediana calculada
21 mnível estático mediano
8,6poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 80 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Braúna: 69/100

69 de 100

Confiança: amostra alta242 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 84peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 50peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 68peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 25peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 90peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Braúna costumam descer

  • até 50 m 9%21
  • 50 a 100 m 29%66
  • 100 a 150 m 29%65
  • acima de 150 m 32%73

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Grupo Bauru 11,9 m³/h 140 m 10074 com teste
Formação Serra Geral 26,8 m³/h 194 m 42 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m3 poços Grupo Bauru 2 · Formação Vale do Rio do Peixe 1
  • 50 a 100 m23 poços Grupo Bauru 23
  • 100 a 150 m39 poços Grupo Bauru 38 · Formação Serra Geral 1
  • acima de 150 m40 poços Grupo Bauru 37 · Formação Serra Geral 3

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Braúna?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Braúna.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.