São Paulo · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em São José dos Campos - SP: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para São José dos Campos, São Paulo.

  • aquífero poroso
  • grupo taubaté
  • 441poços cadastrados
  • 154,8 mprofundidade média
  • 151 mprofundidade mediana
  • 40,2 mnível estático médio

Como são os poços em São José dos Campos - SP?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 441 poços em São José dos Campos - SP. A profundidade média é de 154,8 m e a mediana, 151 m, medida em 424 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 40,2 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Grupo Taubaté. No Censo 2022, 3.792 dos 247.894 domicílios do município — 1,5% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
441
Profundidade média
154,8 m
Profundidade mediana
151 m
Nível estático médio
40,2 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Grupo Taubaté
Ante a média do estado
praticamente igual à média de São Paulo (156 m)
População (Censo 2022)
697.054 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
3.792 (1,5%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 441 poços em São José dos Campos, com profundidade média de 154,8 m (mediana de 151 m, variando de 6 m a 1.000 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Grupo Taubaté, presente em 75% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de São José dos Campos é praticamente igual à média de São Paulo (156 m).

Números do cadastro em São José dos Campos

Poços cadastrados em São José dos Campos - SP
Poços no cadastro nacional441 poços
Profundidade média154,8 m 424 poços com o dado
Profundidade mediana151 m
Faixa de profundidade6 m a 1.000 m
Nível estático médio40,2 m 217 poços com o dado
Nível dinâmico médio66,1 m 217 poços com o dado
Vazão específica média11,4 m³/h por metro 214 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 94% dos registros
Rocha predominanteGrupo Taubaté 75% dos registros
Uso mais comumAbastecimento industrial 163 poços
Década com mais perfuraçõesanos 1970 112 poços
Poços com teste de vazão441 de 441
Distribuição das profundidades em São José dos Campos 6 m mínimo 151 m mediana 1.000 m máximo
Metade dos poços fica entre 126,5 m e 180 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de São José dos Campos por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 13 · 3% 50-100 m 50 · 12% 100-150 m 145 · 34% 150-200 m 161 · 38% acima de 200 m 55 · 13%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em São José dos Campos 1 1930 2 1940 8 1950 29 1960 112 1970 75 1980 68 1990 86 2000 20 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de São José dos Campos. Valores em poços. Abastecimento industrial 163 · 45% Abastecimento urbano 100 · 28% Abastecimento doméstico 54 · 15% Outros (lazer,etc.) 24 · 7% Sem uso 19 · 5% Abastecimento múltiplo 2 · 1%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 230 poços
  • Fissural — 15 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Grupo Taubaté — 213 poços
  • Complexo Embú — 29 poços
  • Formação Pindamonhangaba — 20 poços
  • Complexo Granito-Gnáissico — 11 poços
  • Complexo Gnáissico-Migmatítico — 6 poços
  • Grupo Acungui — 4 poços

O território e o subsolo de São José dos Campos

São José dos Campos tem 697.054 habitantes distribuídos em 1.099,4 km², o que dá 634,0 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de São José dos Campos.

No Censo 2022, 3.792 dos 247.894 domicílios de São José dos Campos — 1,5% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 2.840 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 5.013 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É abaixo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios: a rede pública cobre a maior parte de São José dos Campos, e o poço aparece sobretudo na zona rural, em chácaras e em quem quer independência da conta de água.

São Paulo tem a Bacia do Paraná no interior — Guarani, Bauru, Tubarão e Serra Geral — e o cristalino na faixa leste, além das bacias de São Paulo e Taubaté. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Guarani, Sistema Aquífero Bauru, Sistema Aquífero Tubarão, Sistema Aquífero Serra Geral, Bacia de São Paulo. No interior, poço poroso profundo e produtivo, com uso intenso e rebaixamento regional em algumas áreas; na Grande São Paulo, cristalino de vazão modesta.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de São José dos Campos

Com base em 767 poços cadastrados num raio de 30 km de São José dos Campos - SP, 80% deles foram concluídos entre 76 m e 208 m, com profundidade mediana de 150 m. A vazão mediana calculada é de 31,6 m³/h (metade dos poços entre 12,2 m³/h e 63,0 m³/h), sobre 294 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 37 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (89% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de São José dos Campos se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 767 poços no raio, contra 441 poços dentro do município.

150 mprofundidade mediana
31,6 m³/hvazão mediana calculada
37 mnível estático mediano
27,1poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 294 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de São José dos Campos: 78/100

78 de 100

Confiança: amostra alta767 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 99peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 84peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 90peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 8peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 32peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de São José dos Campos costumam descer

  • até 50 m 4%31
  • 50 a 100 m 21%154
  • 100 a 150 m 31%230
  • acima de 150 m 44%330

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Grupo Taubaté 32,0 m³/h 156 m 249211 com teste
Formação Caçapava 31,2 m³/h 104 m 3126 com teste
Formação Pindamonhangaba 72,3 m³/h 156 m 2424 com teste
Complexo Embú 10,6 m³/h 180 m 129 com teste
Corpo Cristalino 28,2 m³/h 78 m 42 com teste
Complexo Granito-Gnáissico 30,1 m³/h 112 m 32 com teste
Complexo Rio Capivari 7,2 m³/h 204 m 33 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m4 poços Grupo Taubaté 2 · Terciário-Quaternário 1 · Formação Caçapava 1
  • 50 a 100 m48 poços Grupo Taubaté 27 · Formação Caçapava 14 · Corpo Cristalino 3
  • 100 a 150 m100 poços Grupo Taubaté 80 · Formação Pindamonhangaba 6 · Formação Caçapava 4
  • acima de 150 m182 poços Grupo Taubaté 140 · Formação Pindamonhangaba 17 · Formação Caçapava 12

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos São José dos Campos?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em São José dos Campos.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.