São Paulo · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Turmalina - SP: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Turmalina, São Paulo.

  • aquífero fissural
  • grupo bauru
  • 11poços cadastrados
  • 154,4 mprofundidade média
  • 165 mprofundidade mediana
  • 12,7 mnível estático médio

Como são os poços em Turmalina - SP?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 11 poços em Turmalina - SP. A profundidade média é de 154,4 m e a mediana, 165 m, medida em 11 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 12,7 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Grupo Bauru. No Censo 2022, 145 dos 713 domicílios do município — 20,3% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
11
Profundidade média
154,4 m
Profundidade mediana
165 m
Nível estático médio
12,7 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Grupo Bauru
Ante a média do estado
praticamente igual à média de São Paulo (156 m)
População (Censo 2022)
1.669 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
145 (20,3%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 11 poços em Turmalina, com profundidade média de 154,4 m (mediana de 165 m, variando de 100 m a 220 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Grupo Bauru, presente em 59% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Turmalina é praticamente igual à média de São Paulo (156 m).

Números do cadastro em Turmalina

Poços cadastrados em Turmalina - SP
Poços no cadastro nacional11 poços
Profundidade média154,4 m 11 poços com o dado
Profundidade mediana165 m
Faixa de profundidade100 m a 220 m
Nível estático médio12,7 m 10 poços com o dado
Nível dinâmico médio86,3 m 10 poços com o dado
Vazão específica média0,2 m³/h por metro 9 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 60% dos registros
Rocha predominanteGrupo Bauru 59% dos registros
Uso mais comumAbastecimento doméstico 6 poços
Década com mais perfuraçõesanos 1980 5 poços
Poços com teste de vazão11 de 11
Distribuição das profundidades em Turmalina 100 m mínimo 165 m mediana 220 m máximo
Metade dos poços fica entre 120 m e 180 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Turmalina por faixa de profundidade. Valores em poços. 50-100 m 2 · 18% 100-150 m 2 · 18% 150-200 m 6 · 55% acima de 200 m 1 · 9%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Turmalina 3 1970 5 1980 2 1990 1 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Turmalina. Valores em poços. Abastecimento doméstico 6 · 67% Outros (lazer,etc.) 2 · 22% Abastecimento urbano 1 · 11%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 6 poços
  • Poroso — 4 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Grupo Bauru — 10 poços
  • Formação Serra Geral — 7 poços

O território e o subsolo de Turmalina

Turmalina tem 1.669 habitantes distribuídos em 147,8 km², o que dá 11,3 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Jales, na região intermediária de São José do Rio Preto.

No Censo 2022, 145 dos 713 domicílios de Turmalina — 20,3% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 143 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 104 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É bem acima da média brasileira, de 11,4% dos domicílios — sinal de que o poço já resolve o abastecimento de boa parte do município, e não apenas de casos isolados.

São Paulo tem a Bacia do Paraná no interior — Guarani, Bauru, Tubarão e Serra Geral — e o cristalino na faixa leste, além das bacias de São Paulo e Taubaté. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Guarani, Sistema Aquífero Bauru, Sistema Aquífero Tubarão, Sistema Aquífero Serra Geral, Bacia de São Paulo. No interior, poço poroso profundo e produtivo, com uso intenso e rebaixamento regional em algumas áreas; na Grande São Paulo, cristalino de vazão modesta.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Turmalina

Com base em 373 poços cadastrados num raio de 30 km de Turmalina - SP, 80% deles foram concluídos entre 60 m e 199 m, com profundidade mediana de 102 m. A vazão mediana calculada é de 9,7 m³/h (metade dos poços entre 5,0 m³/h e 22,3 m³/h), sobre 186 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 18 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (81% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Turmalina se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 373 poços no raio, contra 11 poços dentro do município.

102 mprofundidade mediana
9,7 m³/hvazão mediana calculada
18 mnível estático mediano
13,2poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 186 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Turmalina: 61/100

61 de 100

Confiança: amostra alta373 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 72peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 63peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 68peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 40peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 22peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Turmalina costumam descer

  • até 50 m 4%12
  • 50 a 100 m 44%143
  • 100 a 150 m 30%97
  • acima de 150 m 22%72

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Grupo Bauru 8,9 m³/h 106 m 237161 com teste
Formação Serra Geral 46,3 m³/h 118 m 2011 com teste
Formação Botucatu 5,9 m³/h 57 m 55 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m11 poços Grupo Bauru 10 · Formação Botucatu 1
  • 50 a 100 m109 poços Grupo Bauru 98 · Formação Serra Geral 6 · Formação Botucatu 4
  • 100 a 150 m82 poços Grupo Bauru 74 · Formação Serra Geral 8
  • acima de 150 m61 poços Grupo Bauru 55 · Formação Serra Geral 6

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Turmalina?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Turmalina.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.