São Paulo · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em São José do Rio Pardo - SP: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para São José do Rio Pardo, São Paulo.

  • aquífero fissural
  • complexo varginha-guaxupe
  • 28poços cadastrados
  • 107,2 mprofundidade média
  • 90 mprofundidade mediana
  • 21,5 mnível estático médio

Como são os poços em São José do Rio Pardo - SP?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 28 poços em São José do Rio Pardo - SP. A profundidade média é de 107,2 m e a mediana, 90 m, medida em 23 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 21,5 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Complexo Varginha-Guaxupe. No Censo 2022, 666 dos 18.754 domicílios do município — 3,6% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
28
Profundidade média
107,2 m
Profundidade mediana
90 m
Nível estático médio
21,5 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Complexo Varginha-Guaxupe
Ante a média do estado
48,8 m mais raso que a média de São Paulo (156 m)
População (Censo 2022)
52.205 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
666 (3,6%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 28 poços em São José do Rio Pardo, com profundidade média de 107,2 m (mediana de 90 m, variando de 50 m a 210 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Complexo Varginha-Guaxupe, presente em 55% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de São José do Rio Pardo é 48,8 m mais raso que a média de São Paulo (156 m).

Números do cadastro em São José do Rio Pardo

Poços cadastrados em São José do Rio Pardo - SP
Poços no cadastro nacional28 poços
Profundidade média107,2 m 23 poços com o dado
Profundidade mediana90 m
Faixa de profundidade50 m a 210 m
Nível estático médio21,5 m 11 poços com o dado
Nível dinâmico médio51,4 m 11 poços com o dado
Vazão específica média0,4 m³/h por metro 11 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 100% dos registros
Rocha predominanteComplexo Varginha-Guaxupe 55% dos registros
Uso mais comumOutros (lazer,etc.) 9 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 11 poços
Poços com teste de vazão28 de 28
Distribuição das profundidades em São José do Rio Pardo 50 m mínimo 90 m mediana 210 m máximo
Metade dos poços fica entre 60 m e 173 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de São José do Rio Pardo por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 3 · 13% 50-100 m 11 · 48% 100-150 m 2 · 9% 150-200 m 6 · 26% acima de 200 m 1 · 4%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em São José do Rio Pardo 3 1990 11 2000 4 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de São José do Rio Pardo. Valores em poços. Outros (lazer,etc.) 9 · 35% Abastecimento doméstico 7 · 27% Abastecimento industrial 6 · 23% Abastecimento urbano 2 · 8% Irrigação 1 · 4% Doméstico/irrigação/animal 1 · 4%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 11 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Complexo Varginha-Guaxupe — 6 poços
  • Complexo Granito-Gnáissico — 4 poços
  • Corpo Cristalino — 1 poço

O território e o subsolo de São José do Rio Pardo

São José do Rio Pardo tem 52.205 habitantes distribuídos em 419,7 km², o que dá 124,4 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de São José do Rio Pardo - Mococa, na região intermediária de Campinas.

No Censo 2022, 666 dos 18.754 domicílios de São José do Rio Pardo — 3,6% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 574 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 1.266 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É abaixo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios: a rede pública cobre a maior parte de São José do Rio Pardo, e o poço aparece sobretudo na zona rural, em chácaras e em quem quer independência da conta de água.

São Paulo tem a Bacia do Paraná no interior — Guarani, Bauru, Tubarão e Serra Geral — e o cristalino na faixa leste, além das bacias de São Paulo e Taubaté. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Guarani, Sistema Aquífero Bauru, Sistema Aquífero Tubarão, Sistema Aquífero Serra Geral, Bacia de São Paulo. No interior, poço poroso profundo e produtivo, com uso intenso e rebaixamento regional em algumas áreas; na Grande São Paulo, cristalino de vazão modesta.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de São José do Rio Pardo

Com base em 226 poços cadastrados num raio de 30 km de São José do Rio Pardo - SP, 80% deles foram concluídos entre 51 m e 229 m, com profundidade mediana de 101 m. A vazão mediana calculada é de 7,1 m³/h (metade dos poços entre 3,8 m³/h e 13,2 m³/h), sobre 121 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 17 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (60% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de São José do Rio Pardo se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 226 poços no raio, contra 28 poços dentro do município.

101 mprofundidade mediana
7,1 m³/hvazão mediana calculada
17 mnível estático mediano
8,0poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 121 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de São José do Rio Pardo: 46/100

46 de 100

Confiança: amostra alta226 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 48peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 48peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 37peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 41peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 56peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de São José do Rio Pardo costumam descer

  • até 50 m 10%20
  • 50 a 100 m 40%80
  • 100 a 150 m 24%47
  • acima de 150 m 27%53

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Formação Aquidauana 6,1 m³/h 80 m 3531 com teste
Complexo Varginha-Guaxupe 7,4 m³/h 100 m 3327 com teste
Grupo Tubarão 11,7 m³/h 191 m 1512 com teste
Grupo Itararé 18,2 m³/h 400 m 1212 com teste
Complexo Granito-Gnáissico 4,8 m³/h 65 m 105 com teste
Formação Serra Geral 4,2 m³/h 138 m 86 com teste
Complexo Metamórfico-Migmatítico 13,2 m³/h 60 m 81 com teste
Terciário-Quaternário 4,3 m³/h 94 m 44 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m7 poços Complexo Granito-Gnáissico 3 · Formação Aquidauana 2 · Complexo Varginha-Guaxupe 2
  • 50 a 100 m63 poços Formação Aquidauana 23 · Complexo Varginha-Guaxupe 17 · Complexo Metamórfico-Migmatítico 7
  • 100 a 150 m27 poços Formação Aquidauana 7 · Complexo Varginha-Guaxupe 6 · Grupo Tubarão 3
  • acima de 150 m38 poços Grupo Tubarão 10 · Grupo Itararé 9 · Complexo Varginha-Guaxupe 8

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos São José do Rio Pardo?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em São José do Rio Pardo.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.