São Paulo · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Taiúva - SP: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Taiúva, São Paulo.

  • aquífero poroso
  • grupo bauru
  • 35poços cadastrados
  • 155,2 mprofundidade média
  • 118 mprofundidade mediana
  • 54,7 mnível estático médio

Como são os poços em Taiúva - SP?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 35 poços em Taiúva - SP. A profundidade média é de 155,2 m e a mediana, 118 m, medida em 34 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 54,7 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Grupo Bauru. No Censo 2022, 129 dos 2.093 domicílios do município — 6,2% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
35
Profundidade média
155,2 m
Profundidade mediana
118 m
Nível estático médio
54,7 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Grupo Bauru
Ante a média do estado
praticamente igual à média de São Paulo (156 m)
População (Censo 2022)
6.548 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
129 (6,2%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 35 poços em Taiúva, com profundidade média de 155,2 m (mediana de 118 m, variando de 60 m a 619 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Grupo Bauru, presente em 60% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Taiúva é praticamente igual à média de São Paulo (156 m).

Números do cadastro em Taiúva

Poços cadastrados em Taiúva - SP
Poços no cadastro nacional35 poços
Profundidade média155,2 m 34 poços com o dado
Profundidade mediana118 m
Faixa de profundidade60 m a 619 m
Nível estático médio54,7 m 16 poços com o dado
Nível dinâmico médio88,3 m 15 poços com o dado
Vazão específica média7,8 m³/h por metro 15 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 92% dos registros
Rocha predominanteGrupo Bauru 60% dos registros
Uso mais comumOutros (lazer,etc.) 10 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2010 16 poços
Poços com teste de vazão35 de 35
Distribuição das profundidades em Taiúva 60 m mínimo 118 m mediana 619 m máximo
Metade dos poços fica entre 89 m e 186 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Taiúva por faixa de profundidade. Valores em poços. 50-100 m 13 · 38% 100-150 m 7 · 21% 150-200 m 11 · 32% acima de 200 m 3 · 9%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Taiúva 1 1980 2 1990 5 2000 16 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Taiúva. Valores em poços. Outros (lazer,etc.) 10 · 32% Abastecimento urbano 8 · 26% Irrigação 6 · 19% Abastecimento doméstico 5 · 16% Abastecimento industrial 2 · 6%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 11 poços
  • Fissural — 1 poço

Formações geológicas atravessadas

  • Grupo Bauru — 12 poços
  • Formação Serra Geral — 8 poços

O território e o subsolo de Taiúva

Taiúva tem 6.548 habitantes distribuídos em 132,5 km², o que dá 49,4 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Barretos, na região intermediária de Ribeirão Preto.

No Censo 2022, 129 dos 2.093 domicílios de Taiúva — 6,2% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 124 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 61 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É abaixo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios: a rede pública cobre a maior parte de Taiúva, e o poço aparece sobretudo na zona rural, em chácaras e em quem quer independência da conta de água.

São Paulo tem a Bacia do Paraná no interior — Guarani, Bauru, Tubarão e Serra Geral — e o cristalino na faixa leste, além das bacias de São Paulo e Taubaté. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Guarani, Sistema Aquífero Bauru, Sistema Aquífero Tubarão, Sistema Aquífero Serra Geral, Bacia de São Paulo. No interior, poço poroso profundo e produtivo, com uso intenso e rebaixamento regional em algumas áreas; na Grande São Paulo, cristalino de vazão modesta.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Taiúva

Com base em 865 poços cadastrados num raio de 30 km de Taiúva - SP, 80% deles foram concluídos entre 63 m e 220 m, com profundidade mediana de 110 m. A vazão mediana calculada é de 17,8 m³/h (metade dos poços entre 10,1 m³/h e 27,9 m³/h), sobre 382 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 35 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (78% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Taiúva se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 865 poços no raio, contra 35 poços dentro do município.

110 mprofundidade mediana
17,8 m³/hvazão mediana calculada
35 mnível estático mediano
30,6poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 382 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Taiúva: 81/100

81 de 100

Confiança: amostra alta865 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 95peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 87peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 68peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 32peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 84peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Taiúva costumam descer

  • até 50 m 4%33
  • 50 a 100 m 40%320
  • 100 a 150 m 33%258
  • acima de 150 m 23%182

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Grupo Bauru 17,9 m³/h 103 m 547344 com teste
Formação Serra Geral 21,0 m³/h 150 m 3622 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m19 poços Grupo Bauru 17 · Formação Serra Geral 2
  • 50 a 100 m248 poços Grupo Bauru 242 · Formação Serra Geral 6
  • 100 a 150 m204 poços Grupo Bauru 193 · Formação Serra Geral 11
  • acima de 150 m114 poços Grupo Bauru 95 · Formação Serra Geral 17 · Formação Botucatu 2

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Taiúva?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Taiúva.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.