São Paulo · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Queiroz - SP: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Queiroz, São Paulo.

  • aquífero poroso
  • grupo bauru
  • 15poços cadastrados
  • 154,4 mprofundidade média
  • 171 mprofundidade mediana
  • 31,4 mnível estático médio

Como são os poços em Queiroz - SP?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 15 poços em Queiroz - SP. A profundidade média é de 154,4 m e a mediana, 171 m, medida em 14 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 31,4 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Grupo Bauru. No Censo 2022, 109 dos 1.225 domicílios do município — 8,9% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
15
Profundidade média
154,4 m
Profundidade mediana
171 m
Nível estático médio
31,4 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Grupo Bauru
Ante a média do estado
praticamente igual à média de São Paulo (156 m)
População (Censo 2022)
3.265 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
109 (8,9%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 15 poços em Queiroz, com profundidade média de 154,4 m (mediana de 171 m, variando de 100 m a 224 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Grupo Bauru, presente em 65% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Queiroz é praticamente igual à média de São Paulo (156 m).

Números do cadastro em Queiroz

Poços cadastrados em Queiroz - SP
Poços no cadastro nacional15 poços
Profundidade média154,4 m 14 poços com o dado
Profundidade mediana171 m
Faixa de profundidade100 m a 224 m
Nível estático médio31,4 m 10 poços com o dado
Nível dinâmico médio79 m 10 poços com o dado
Vazão específica média0,5 m³/h por metro 10 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 77% dos registros
Rocha predominanteGrupo Bauru 65% dos registros
Uso mais comumOutros (lazer,etc.) 6 poços
Década com mais perfuraçõesanos 1970 5 poços
Poços com teste de vazão15 de 15
Distribuição das profundidades em Queiroz 100 m mínimo 171 m mediana 224 m máximo
Metade dos poços fica entre 144 m e 172 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Queiroz por faixa de profundidade. Valores em poços. 50-100 m 3 · 21% 100-150 m 3 · 21% 150-200 m 7 · 50% acima de 200 m 1 · 7%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Queiroz 1 1960 5 1970 2 1980 2 1990 4 2000
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Queiroz. Valores em poços. Outros (lazer,etc.) 6 · 46% Abastecimento doméstico 3 · 23% Abastecimento urbano 2 · 15% Sem uso 1 · 8% Abastecimento industrial 1 · 8%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 10 poços
  • Fissural — 3 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Grupo Bauru — 11 poços
  • Formação Serra Geral — 5 poços
  • Formação Vale do Rio do Peixe — 1 poço

O território e o subsolo de Queiroz

Queiroz tem 3.265 habitantes distribuídos em 234,9 km², o que dá 13,9 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Tupã, na região intermediária de Marília.

No Censo 2022, 109 dos 1.225 domicílios de Queiroz — 8,9% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 105 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 101 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. Fica próximo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios.

São Paulo tem a Bacia do Paraná no interior — Guarani, Bauru, Tubarão e Serra Geral — e o cristalino na faixa leste, além das bacias de São Paulo e Taubaté. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Guarani, Sistema Aquífero Bauru, Sistema Aquífero Tubarão, Sistema Aquífero Serra Geral, Bacia de São Paulo. No interior, poço poroso profundo e produtivo, com uso intenso e rebaixamento regional em algumas áreas; na Grande São Paulo, cristalino de vazão modesta.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Queiroz

Com base em 104 poços cadastrados num raio de 30 km de Queiroz - SP, 80% deles foram concluídos entre 98 m e 246 m, com profundidade mediana de 150 m. A vazão mediana calculada é de 10,7 m³/h (metade dos poços entre 8,2 m³/h e 16,4 m³/h), sobre 49 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 28 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (90% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Queiroz se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 104 poços no raio, contra 15 poços dentro do município.

150 mprofundidade mediana
10,7 m³/hvazão mediana calculada
28 mnível estático mediano
3,7poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 49 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Queiroz: 61/100

61 de 100

Confiança: amostra alta104 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 80peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 28peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 68peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 8peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 94peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Queiroz costumam descer

  • até 50 m 1%1
  • 50 a 100 m 19%18
  • 100 a 150 m 34%32
  • acima de 150 m 45%42

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Grupo Bauru 10,6 m³/h 150 m 6444 com teste
Formação Vale do Rio do Peixe 21,5 m³/h 71 m 44 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • 50 a 100 m15 poços Grupo Bauru 11 · Formação Vale do Rio do Peixe 4
  • 100 a 150 m25 poços Grupo Bauru 25
  • acima de 150 m28 poços Grupo Bauru 28

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Queiroz?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Queiroz.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.