São Paulo · cadastro nacional de poços
Poços artesianos em São João da Boa Vista - SP: profundidade, aquífero e vazão
Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para São João da Boa Vista, São Paulo.
- aquífero fissural
- corpo cristalino
- 33poços cadastrados
- 158,2 mprofundidade média
- 151 mprofundidade mediana
- 14,1 mnível estático médio
Como são os poços em São João da Boa Vista - SP?
O cadastro nacional do SIAGAS registra 33 poços em São João da Boa Vista - SP. A profundidade média é de 158,2 m e a mediana, 151 m, medida em 33 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 14,1 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Corpo Cristalino. No Censo 2022, 903 dos 34.670 domicílios do município — 2,6% — tinham poço como forma principal de abastecimento.
- Poços cadastrados
- 33
- Profundidade média
- 158,2 m
- Profundidade mediana
- 151 m
- Nível estático médio
- 14,1 m
- Aquífero predominante
- Fissural
- Rocha predominante
- Corpo Cristalino
- Ante a média do estado
- praticamente igual à média de São Paulo (156 m)
- População (Censo 2022)
- 92.547 habitantes
- Domicílios abastecidos por poço
- 903 (2,6%)
- Retrato do cadastro
- 04/08/2026
Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE
O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 33 poços em São João da Boa Vista, com profundidade média de 158,2 m (mediana de 151 m, variando de 10 m a 360 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Corpo Cristalino, presente em 45% dos poços com litologia informada.
Comparado ao restante do estado, o poço de São João da Boa Vista é praticamente igual à média de São Paulo (156 m).
Números do cadastro em São João da Boa Vista
| Poços no cadastro nacional | 33 poços |
|---|---|
| Profundidade média | 158,2 m 33 poços com o dado |
| Profundidade mediana | 151 m |
| Faixa de profundidade | 10 m a 360 m |
| Nível estático médio | 14,1 m 17 poços com o dado |
| Nível dinâmico médio | 91,7 m 17 poços com o dado |
| Vazão específica média | 0,5 m³/h por metro 17 poços com teste |
| Aquífero predominante | Fissural 100% dos registros |
| Rocha predominante | Corpo Cristalino 45% dos registros |
| Uso mais comum | Abastecimento industrial 12 poços |
| Década com mais perfurações | anos 2000 19 poços |
| Poços com teste de vazão | 33 de 33 |
Profundidade dos poços por faixa
Quando os poços foram perfurados
A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.
Para que a água é usada
Aquíferos e rochas registrados
Aquíferos
- Fissural — 18 poços
Formações geológicas atravessadas
- Corpo Cristalino — 9 poços
- Complexo Varginha-Guaxupe — 7 poços
- Grupo Bauru — 2 poços
- Formação Serra Geral — 2 poços
O território e o subsolo de São João da Boa Vista
São João da Boa Vista tem 92.547 habitantes distribuídos em 516,4 km², o que dá 179,2 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de São João da Boa Vista, na região intermediária de Campinas.
No Censo 2022, 903 dos 34.670 domicílios de São João da Boa Vista — 2,6% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 749 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 1.185 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É abaixo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios: a rede pública cobre a maior parte de São João da Boa Vista, e o poço aparece sobretudo na zona rural, em chácaras e em quem quer independência da conta de água.
São Paulo tem a Bacia do Paraná no interior — Guarani, Bauru, Tubarão e Serra Geral — e o cristalino na faixa leste, além das bacias de São Paulo e Taubaté. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Guarani, Sistema Aquífero Bauru, Sistema Aquífero Tubarão, Sistema Aquífero Serra Geral, Bacia de São Paulo. No interior, poço poroso profundo e produtivo, com uso intenso e rebaixamento regional em algumas áreas; na Grande São Paulo, cristalino de vazão modesta.
Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.
O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.
População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.
O subsolo num raio de 30 km de São João da Boa Vista
Com base em 135 poços cadastrados num raio de 30 km de São João da Boa Vista - SP, 80% deles foram concluídos entre 57 m e 252 m, com profundidade mediana de 116 m. A vazão mediana calculada é de 5,7 m³/h (metade dos poços entre 2,7 m³/h e 12,1 m³/h), sobre 71 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 16 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (67% dos registros com o dado).
Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de São João da Boa Vista se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 135 poços no raio, contra 33 poços dentro do município.
Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 71 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.
Índice de Potencial Hídrico de São João da Boa Vista: 34/100
Confiança: amostra alta135 poços no raio
- Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 36peso 40%
- Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 34peso 20%
- Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 34peso 20%
- Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 27peso 10%
- Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 30peso 10%
Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.
Até onde os poços de São João da Boa Vista costumam descer
- até 50 m 7%10
- 50 a 100 m 28%38
- 100 a 150 m 28%37
- acima de 150 m 37%49
O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.
Quanto cada rocha entrega de água
| Formação | Vazão mediana | Profundidade mediana | Poços |
|---|---|---|---|
| Complexo Varginha-Guaxupe | 7,6 m³/h | 120 m | 2520 com teste |
| Grupo Tubarão | 5,5 m³/h | 157 m | 1510 com teste |
| Corpo Cristalino | 5,0 m³/h | 192 m | 117 com teste |
| Formação Aquidauana | 9,5 m³/h | 110 m | 99 com teste |
| Formação Serra Geral | 3,5 m³/h | 113 m | 77 com teste |
| Grupo Bauru | 27,0 m³/h | 96 m | 43 com teste |
| Grupo Itararé | 18,9 m³/h | 240 m | 33 com teste |
A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.
Em que rocha os poços terminam, por faixa
- até 50 m3 poços Complexo Gnáissico-Migmatítico 1 · Complexo Varginha-Guaxupe 1 · Grupo Bauru 1
- 50 a 100 m21 poços Complexo Varginha-Guaxupe 8 · Grupo Tubarão 4 · Formação Aquidauana 4
- 100 a 150 m25 poços Complexo Varginha-Guaxupe 9 · Corpo Cristalino 4 · Grupo Tubarão 3
- acima de 150 m31 poços Grupo Tubarão 8 · Complexo Varginha-Guaxupe 7 · Corpo Cristalino 6
Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.
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O que cada número significa
- Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
- Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
- Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
- Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
- Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
- Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
- Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.
Atendemos São João da Boa Vista?
Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em São João da Boa Vista.
Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.
Perguntas sobre os poços de São João da Boa Vista
Cada pergunta é respondida com os números do cadastro nacional.
- Como são os poços artesianos em São João da Boa Vista - SP?perfil geral
- Qual a profundidade média dos poços em São João da Boa Vista - SP?profundidade média
- Que rocha existe abaixo de São João da Boa Vista - SP?geologia do subsolo
- Quantos poços artesianos existem em São João da Boa Vista - SP?quantos poços há
Municípios de São Paulo com profundidade parecida
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Veja também: todos os municípios de São Paulo · panorama nacional do cadastro
Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.