São Paulo · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Mogi das Cruzes - SP: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Mogi das Cruzes, São Paulo.

  • aquífero fissural
  • corpo cristalino
  • 130poços cadastrados
  • 158,7 mprofundidade média
  • 150 mprofundidade mediana
  • 14,9 mnível estático médio

Como são os poços em Mogi das Cruzes - SP?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 130 poços em Mogi das Cruzes - SP. A profundidade média é de 158,7 m e a mediana, 150 m, medida em 125 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 14,9 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Corpo Cristalino. No Censo 2022, 12.905 dos 158.693 domicílios do município — 8,1% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
130
Profundidade média
158,7 m
Profundidade mediana
150 m
Nível estático médio
14,9 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Corpo Cristalino
Ante a média do estado
praticamente igual à média de São Paulo (156 m)
População (Censo 2022)
451.505 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
12.905 (8,1%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 130 poços em Mogi das Cruzes, com profundidade média de 158,7 m (mediana de 150 m, variando de 4,4 m a 300 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Corpo Cristalino, presente em 65% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Mogi das Cruzes é praticamente igual à média de São Paulo (156 m).

Números do cadastro em Mogi das Cruzes

Poços cadastrados em Mogi das Cruzes - SP
Poços no cadastro nacional130 poços
Profundidade média158,7 m 125 poços com o dado
Profundidade mediana150 m
Faixa de profundidade4,4 m a 300 m
Nível estático médio14,9 m 20 poços com o dado
Nível dinâmico médio67,4 m 20 poços com o dado
Vazão específica média1,6 m³/h por metro 19 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 67% dos registros
Rocha predominanteCorpo Cristalino 65% dos registros
Uso mais comumAbastecimento industrial 68 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 77 poços
Poços com teste de vazão130 de 130
Distribuição das profundidades em Mogi das Cruzes 4,4 m mínimo 150 m mediana 300 m máximo
Metade dos poços fica entre 109 m e 200 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Mogi das Cruzes por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 8 · 6% 50-100 m 19 · 15% 100-150 m 36 · 29% 150-200 m 32 · 26% acima de 200 m 30 · 24%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Mogi das Cruzes 9 1960 7 1970 9 1990 77 2000 21 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Mogi das Cruzes. Valores em poços. Abastecimento industrial 68 · 59% Abastecimento doméstico 25 · 22% Outros (lazer,etc.) 9 · 8% Irrigação 7 · 6% Sem uso 5 · 4% Abastecimento urbano 2 · 2%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 14 poços
  • Poroso — 7 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Corpo Cristalino — 15 poços
  • Formação São Paulo — 8 poços

O território e o subsolo de Mogi das Cruzes

Mogi das Cruzes tem 451.505 habitantes distribuídos em 712,5 km², o que dá 633,7 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de São Paulo.

No Censo 2022, 12.905 dos 158.693 domicílios de Mogi das Cruzes — 8,1% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 6.814 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 13.049 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. Fica próximo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios.

São Paulo tem a Bacia do Paraná no interior — Guarani, Bauru, Tubarão e Serra Geral — e o cristalino na faixa leste, além das bacias de São Paulo e Taubaté. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Guarani, Sistema Aquífero Bauru, Sistema Aquífero Tubarão, Sistema Aquífero Serra Geral, Bacia de São Paulo. No interior, poço poroso profundo e produtivo, com uso intenso e rebaixamento regional em algumas áreas; na Grande São Paulo, cristalino de vazão modesta.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Mogi das Cruzes

Com base em 753 poços cadastrados num raio de 30 km de Mogi das Cruzes - SP, 80% deles foram concluídos entre 100 m e 279 m, com profundidade mediana de 180 m. A vazão mediana calculada é de 7,6 m³/h (metade dos poços entre 3,0 m³/h e 18,8 m³/h), sobre 250 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 24 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (59% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Mogi das Cruzes se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 753 poços no raio, contra 130 poços dentro do município.

180 mprofundidade mediana
7,6 m³/hvazão mediana calculada
24 mnível estático mediano
26,6poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 250 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Mogi das Cruzes: 51/100

51 de 100

Confiança: amostra alta753 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 53peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 83peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 61peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 2peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 12peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Mogi das Cruzes costumam descer

  • até 50 m 3%21
  • 50 a 100 m 10%76
  • 100 a 150 m 25%184
  • acima de 150 m 62%462

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Grupo Taubaté 8,4 m³/h 170 m 9281 com teste
Formação São Paulo 11,4 m³/h 176 m 7062 com teste
Complexo Embú 6,1 m³/h 200 m 6956 com teste
Corpo Cristalino 5,7 m³/h 181 m 5439 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • 50 a 100 m28 poços Grupo Taubaté 13 · Formação São Paulo 10 · Corpo Cristalino 4
  • 100 a 150 m73 poços Grupo Taubaté 22 · Formação São Paulo 17 · Complexo Embú 16
  • acima de 150 m194 poços Grupo Taubaté 57 · Complexo Embú 52 · Formação São Paulo 43

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Mogi das Cruzes?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Mogi das Cruzes.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.