São Paulo · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Ribeirão Preto - SP: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Ribeirão Preto, São Paulo.

  • aquífero poroso
  • formação botucatu
  • 622poços cadastrados
  • 158,1 mprofundidade média
  • 150 mprofundidade mediana
  • 60,6 mnível estático médio

Como são os poços em Ribeirão Preto - SP?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 622 poços em Ribeirão Preto - SP. A profundidade média é de 158,1 m e a mediana, 150 m, medida em 583 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 60,6 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Formação Botucatu. No Censo 2022, 1.578 dos 265.935 domicílios do município — 0,6% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
622
Profundidade média
158,1 m
Profundidade mediana
150 m
Nível estático médio
60,6 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Formação Botucatu
Ante a média do estado
praticamente igual à média de São Paulo (156 m)
População (Censo 2022)
698.642 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
1.578 (0,6%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 622 poços em Ribeirão Preto, com profundidade média de 158,1 m (mediana de 150 m, variando de 1 m a 445 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Botucatu, presente em 50% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Ribeirão Preto é praticamente igual à média de São Paulo (156 m).

Números do cadastro em Ribeirão Preto

Poços cadastrados em Ribeirão Preto - SP
Poços no cadastro nacional622 poços
Profundidade média158,1 m 583 poços com o dado
Profundidade mediana150 m
Faixa de profundidade1 m a 445 m
Nível estático médio60,6 m 391 poços com o dado
Nível dinâmico médio83,4 m 368 poços com o dado
Vazão específica média3,8 m³/h por metro 368 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 90% dos registros
Rocha predominanteFormação Botucatu 50% dos registros
Uso mais comumOutros (lazer,etc.) 147 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 246 poços
Poços com teste de vazão622 de 622
Distribuição das profundidades em Ribeirão Preto 1 m mínimo 150 m mediana 445 m máximo
Metade dos poços fica entre 100 m e 205,3 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Ribeirão Preto por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 30 · 5% 50-100 m 128 · 22% 100-150 m 150 · 26% 150-200 m 114 · 20% acima de 200 m 161 · 28%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Ribeirão Preto 3 1950 16 1970 58 1980 117 1990 246 2000 21 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Ribeirão Preto. Valores em poços. Outros (lazer,etc.) 147 · 28% Abastecimento urbano 146 · 28% Abastecimento industrial 126 · 24% Abastecimento doméstico 95 · 18% Irrigação 13 · 2% Abastecimento múltiplo 2
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 377 poços
  • Fissural — 40 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Formação Botucatu — 352 poços
  • Formação Serra Geral — 278 poços
  • Formação Piramboia — 30 poços
  • Grupo São Bento — 21 poços
  • Aluviões — 13 poços
  • Grupo Bauru — 5 poços

O território e o subsolo de Ribeirão Preto

Ribeirão Preto tem 698.642 habitantes distribuídos em 650,9 km², o que dá 1.073,3 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Ribeirão Preto.

No Censo 2022, 1.578 dos 265.935 domicílios de Ribeirão Preto — 0,6% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 1.483 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 1.171 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É abaixo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios: a rede pública cobre a maior parte de Ribeirão Preto, e o poço aparece sobretudo na zona rural, em chácaras e em quem quer independência da conta de água.

São Paulo tem a Bacia do Paraná no interior — Guarani, Bauru, Tubarão e Serra Geral — e o cristalino na faixa leste, além das bacias de São Paulo e Taubaté. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Guarani, Sistema Aquífero Bauru, Sistema Aquífero Tubarão, Sistema Aquífero Serra Geral, Bacia de São Paulo. No interior, poço poroso profundo e produtivo, com uso intenso e rebaixamento regional em algumas áreas; na Grande São Paulo, cristalino de vazão modesta.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Ribeirão Preto

Com base em 948 poços cadastrados num raio de 30 km de Ribeirão Preto - SP, 80% deles foram concluídos entre 67 m e 287 m, com profundidade mediana de 150 m. A vazão mediana calculada é de 18,0 m³/h (metade dos poços entre 6,5 m³/h e 70,1 m³/h), sobre 508 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 50 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (83% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Ribeirão Preto se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 948 poços no raio, contra 622 poços dentro do município.

150 mprofundidade mediana
18,0 m³/hvazão mediana calculada
50 mnível estático mediano
33,5poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 508 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Ribeirão Preto: 69/100

69 de 100

Confiança: amostra alta948 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 96peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 89peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 62peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 8peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 2peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Ribeirão Preto costumam descer

  • até 50 m 7%67
  • 50 a 100 m 18%162
  • 100 a 150 m 25%221
  • acima de 150 m 50%445

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Formação Serra Geral 22,2 m³/h 178 m 413296 com teste
Formação Botucatu 18,5 m³/h 121 m 156102 com teste
Aluviões 2,0 m³/h 70 m 1312 com teste
Grupo Bauru 16,6 m³/h 191 m 1010 com teste
Grupo São Bento 23,3 m³/h 229 m 1010 com teste
Formação Piramboia 27,3 m³/h 210 m 54 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m12 poços Formação Serra Geral 5 · Aluviões 5 · Formação Botucatu 2
  • 50 a 100 m115 poços Formação Serra Geral 66 · Formação Botucatu 42 · Aluviões 5
  • 100 a 150 m159 poços Formação Serra Geral 95 · Formação Botucatu 57 · Grupo Bauru 3
  • acima de 150 m322 poços Formação Serra Geral 247 · Formação Botucatu 55 · Grupo São Bento 8

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Ribeirão Preto?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Ribeirão Preto.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.