São Paulo · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em São Carlos - SP: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para São Carlos, São Paulo.

  • aquífero poroso
  • formação botucatu
  • 258poços cadastrados
  • 153,8 mprofundidade média
  • 137 mprofundidade mediana
  • 64,3 mnível estático médio

Como são os poços em São Carlos - SP?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 258 poços em São Carlos - SP. A profundidade média é de 153,8 m e a mediana, 137 m, medida em 252 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 64,3 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Formação Botucatu. No Censo 2022, 2.675 dos 96.622 domicílios do município — 2,8% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
258
Profundidade média
153,8 m
Profundidade mediana
137 m
Nível estático médio
64,3 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Formação Botucatu
Ante a média do estado
praticamente igual à média de São Paulo (156 m)
População (Censo 2022)
254.857 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
2.675 (2,8%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 258 poços em São Carlos, com profundidade média de 153,8 m (mediana de 137 m, variando de 1,6 m a 484 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Botucatu, presente em 40% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de São Carlos é praticamente igual à média de São Paulo (156 m).

Números do cadastro em São Carlos

Poços cadastrados em São Carlos - SP
Poços no cadastro nacional258 poços
Profundidade média153,8 m 252 poços com o dado
Profundidade mediana137 m
Faixa de profundidade1,6 m a 484 m
Nível estático médio64,3 m 169 poços com o dado
Nível dinâmico médio87 m 166 poços com o dado
Vazão específica média2,1 m³/h por metro 165 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 79% dos registros
Rocha predominanteFormação Botucatu 40% dos registros
Uso mais comumAbastecimento industrial 69 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 127 poços
Poços com teste de vazão258 de 258
Distribuição das profundidades em São Carlos 1,6 m mínimo 137 m mediana 484 m máximo
Metade dos poços fica entre 73 m e 225 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de São Carlos por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 43 · 17% 50-100 m 52 · 21% 100-150 m 47 · 19% 150-200 m 28 · 11% acima de 200 m 82 · 33%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em São Carlos 11 1950 14 1960 17 1970 20 1980 47 1990 127 2000 13 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de São Carlos. Valores em poços. Abastecimento industrial 69 · 32% Abastecimento doméstico 56 · 26% Outros (lazer,etc.) 54 · 25% Abastecimento urbano 22 · 10% Sem uso 11 · 5% Pecuária 7 · 3%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 139 poços
  • Fissural — 38 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Formação Botucatu — 132 poços
  • Formação Serra Geral — 114 poços
  • Grupo Bauru — 50 poços
  • Formação Itaqueri — 16 poços
  • Formação Piramboia — 13 poços
  • Terciário-Quaternário — 6 poços

O território e o subsolo de São Carlos

São Carlos tem 254.857 habitantes distribuídos em 1.136,9 km², o que dá 224,2 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de São Carlos, na região intermediária de Araraquara.

No Censo 2022, 2.675 dos 96.622 domicílios de São Carlos — 2,8% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 2.401 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 2.288 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É abaixo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios: a rede pública cobre a maior parte de São Carlos, e o poço aparece sobretudo na zona rural, em chácaras e em quem quer independência da conta de água.

São Paulo tem a Bacia do Paraná no interior — Guarani, Bauru, Tubarão e Serra Geral — e o cristalino na faixa leste, além das bacias de São Paulo e Taubaté. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Guarani, Sistema Aquífero Bauru, Sistema Aquífero Tubarão, Sistema Aquífero Serra Geral, Bacia de São Paulo. No interior, poço poroso profundo e produtivo, com uso intenso e rebaixamento regional em algumas áreas; na Grande São Paulo, cristalino de vazão modesta.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de São Carlos

Com base em 390 poços cadastrados num raio de 30 km de São Carlos - SP, 80% deles foram concluídos entre 48 m e 270 m, com profundidade mediana de 126 m. A vazão mediana calculada é de 14,9 m³/h (metade dos poços entre 6,0 m³/h e 32,7 m³/h), sobre 222 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 40 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (84% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de São Carlos se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 390 poços no raio, contra 258 poços dentro do município.

126 mprofundidade mediana
14,9 m³/hvazão mediana calculada
40 mnível estático mediano
13,8poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 222 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de São Carlos: 66/100

66 de 100

Confiança: amostra alta390 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 92peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 64peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 63peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 16peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 22peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de São Carlos costumam descer

  • até 50 m 14%52
  • 50 a 100 m 25%96
  • 100 a 150 m 21%82
  • acima de 150 m 40%152

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Formação Botucatu 11,0 m³/h 108 m 9670 com teste
Grupo Bauru 15,4 m³/h 156 m 6554 com teste
Formação Serra Geral 20,0 m³/h 169 m 5041 com teste
Formação Piramboia 19,3 m³/h 112 m 2018 com teste
Formação Itaqueri 34,1 m³/h 256 m 1616 com teste
Terciário-Quaternário 33,0 m³/h 220 m 73 com teste
Formação Vale do Rio do Peixe 8,6 m³/h 139 m 44 com teste
Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 12,3 m³/h 195 m 33 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m26 poços Formação Botucatu 12 · Formação Serra Geral 6 · Grupo Bauru 4
  • 50 a 100 m63 poços Formação Botucatu 32 · Grupo Bauru 13 · Formação Piramboia 9
  • 100 a 150 m54 poços Formação Botucatu 23 · Grupo Bauru 13 · Formação Serra Geral 10
  • acima de 150 m121 poços Grupo Bauru 35 · Formação Serra Geral 29 · Formação Botucatu 29

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos São Carlos?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em São Carlos.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.