São Paulo · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Borá - SP: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Borá, São Paulo.

  • aquífero poroso
  • formação vale do rio do peixe
  • 5poços cadastrados
  • 158,3 mprofundidade média
  • 188 mprofundidade mediana
  • 54 mnível estático médio

Como são os poços em Borá - SP?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 5 poços em Borá - SP. A profundidade média é de 158,3 m e a mediana, 188 m, medida em 4 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 54 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Formação Vale do Rio do Peixe. No Censo 2022, 48 dos 322 domicílios do município — 14,9% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
5
Profundidade média
158,3 m
Profundidade mediana
188 m
Nível estático médio
54 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Formação Vale do Rio do Peixe
Ante a média do estado
praticamente igual à média de São Paulo (156 m)
População (Censo 2022)
907 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
48 (14,9%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Amostra pequena: 5 poços no cadastro. Os números descrevem esses poços, e não necessariamente todo o município — o SIAGAS depende do envio do registro por quem perfura.

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 5 poços em Borá, com profundidade média de 158,3 m (mediana de 188 m, variando de 84 m a 222 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Vale do Rio do Peixe, presente em 100% dos poços com litologia informada. São poucos registros para o município — servem como referência, não como retrato completo.

Comparado ao restante do estado, o poço de Borá é praticamente igual à média de São Paulo (156 m).

Números do cadastro em Borá

Poços cadastrados em Borá - SP
Poços no cadastro nacional5 poços
Profundidade média158,3 m 4 poços com o dado
Profundidade mediana188 m
Faixa de profundidade84 m a 222 m
Nível estático médio54 m 3 poços com o dado
Nível dinâmico médio87,2 m 3 poços com o dado
Vazão específica média1,7 m³/h por metro 3 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 100% dos registros
Rocha predominanteFormação Vale do Rio do Peixe 100% dos registros
Uso mais comumAbastecimento industrial 4 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 4 poços
Poços com teste de vazão5 de 5
Distribuição das profundidades em Borá 84 m mínimo 188 m mediana 222 m máximo
Metade dos poços fica entre 139,1 m e 222 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Borá por faixa de profundidade. Valores em poços. 50-100 m 1 · 25% 100-150 m 1 · 25% 150-200 m 1 · 25% acima de 200 m 1 · 25%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Borá. Valores em poços. Abastecimento industrial 4 · 80% Abastecimento doméstico 1 · 20%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 4 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Formação Vale do Rio do Peixe — 3 poços

O território e o subsolo de Borá

Borá tem 907 habitantes distribuídos em 119,0 km², o que dá 7,6 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Assis, na região intermediária de Marília.

No Censo 2022, 48 dos 322 domicílios de Borá — 14,9% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 47 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 52 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. Fica próximo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios.

São Paulo tem a Bacia do Paraná no interior — Guarani, Bauru, Tubarão e Serra Geral — e o cristalino na faixa leste, além das bacias de São Paulo e Taubaté. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Guarani, Sistema Aquífero Bauru, Sistema Aquífero Tubarão, Sistema Aquífero Serra Geral, Bacia de São Paulo. No interior, poço poroso profundo e produtivo, com uso intenso e rebaixamento regional em algumas áreas; na Grande São Paulo, cristalino de vazão modesta.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Borá

Com base em 246 poços cadastrados num raio de 30 km de Borá - SP, 80% deles foram concluídos entre 68 m e 200 m, com profundidade mediana de 115 m. A vazão mediana calculada é de 20,1 m³/h (metade dos poços entre 11,3 m³/h e 45,9 m³/h), sobre 68 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 28 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (93% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Borá se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 246 poços no raio, contra 5 poços dentro do município.

115 mprofundidade mediana
20,1 m³/hvazão mediana calculada
28 mnível estático mediano
8,7poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 68 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Borá: 67/100

67 de 100

Confiança: amostra alta246 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 97peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 51peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 65peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 28peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 25peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Borá costumam descer

  • até 50 m 3%7
  • 50 a 100 m 41%86
  • 100 a 150 m 32%66
  • acima de 150 m 24%50

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Grupo Bauru 25,3 m³/h 120 m 12241 com teste
Formação Vale do Rio do Peixe 16,0 m³/h 91 m 1717 com teste
Formação Serra Geral 20,1 m³/h 91 m 42 com teste
Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 15,0 m³/h 108 m 31 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m4 poços Grupo Bauru 3 · Formação Marília 1
  • 50 a 100 m54 poços Grupo Bauru 42 · Formação Vale do Rio do Peixe 10 · Formação Serra Geral 2
  • 100 a 150 m51 poços Grupo Bauru 46 · Formação Serra Geral 2 · Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 2
  • acima de 150 m36 poços Grupo Bauru 30 · Formação Vale do Rio do Peixe 6

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Borá?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Borá.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.