São Paulo · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Ribeirão Pires - SP: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Ribeirão Pires, São Paulo.

  • aquífero fissural
  • complexo embú
  • 28poços cadastrados
  • 127,9 mprofundidade média
  • 131 mprofundidade mediana
  • 10,3 mnível estático médio

Como são os poços em Ribeirão Pires - SP?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 28 poços em Ribeirão Pires - SP. A profundidade média é de 127,9 m e a mediana, 131 m, medida em 28 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 10,3 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Complexo Embú. No Censo 2022, 1.053 dos 41.451 domicílios do município — 2,5% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
28
Profundidade média
127,9 m
Profundidade mediana
131 m
Nível estático médio
10,3 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Complexo Embú
Ante a média do estado
28,1 m mais raso que a média de São Paulo (156 m)
População (Censo 2022)
115.559 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
1.053 (2,5%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 28 poços em Ribeirão Pires, com profundidade média de 127,9 m (mediana de 131 m, variando de 5,5 m a 280 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Complexo Embú, presente em 71% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Ribeirão Pires é 28,1 m mais raso que a média de São Paulo (156 m).

Números do cadastro em Ribeirão Pires

Poços cadastrados em Ribeirão Pires - SP
Poços no cadastro nacional28 poços
Profundidade média127,9 m 28 poços com o dado
Profundidade mediana131 m
Faixa de profundidade5,5 m a 280 m
Nível estático médio10,3 m 9 poços com o dado
Nível dinâmico médio58,5 m 9 poços com o dado
Vazão específica média0,5 m³/h por metro 9 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 100% dos registros
Rocha predominanteComplexo Embú 71% dos registros
Uso mais comumAbastecimento industrial 13 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 18 poços
Poços com teste de vazão28 de 28
Distribuição das profundidades em Ribeirão Pires 5,5 m mínimo 131 m mediana 280 m máximo
Metade dos poços fica entre 100 m e 172 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Ribeirão Pires por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 4 · 14% 50-100 m 5 · 18% 100-150 m 11 · 39% 150-200 m 6 · 21% acima de 200 m 2 · 7%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Ribeirão Pires 4 1990 18 2000 5 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Ribeirão Pires. Valores em poços. Abastecimento industrial 13 · 46% Outros (lazer,etc.) 10 · 36% Abastecimento doméstico 4 · 14% Irrigação 1 · 4%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 7 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Complexo Embú — 5 poços
  • Complexo Granito-Gnáissico — 1 poço
  • Corpo Cristalino — 1 poço

O território e o subsolo de Ribeirão Pires

Ribeirão Pires tem 115.559 habitantes distribuídos em 99,0 km², o que dá 1.167,6 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de São Paulo.

No Censo 2022, 1.053 dos 41.451 domicílios de Ribeirão Pires — 2,5% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 691 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 919 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É abaixo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios: a rede pública cobre a maior parte de Ribeirão Pires, e o poço aparece sobretudo na zona rural, em chácaras e em quem quer independência da conta de água.

São Paulo tem a Bacia do Paraná no interior — Guarani, Bauru, Tubarão e Serra Geral — e o cristalino na faixa leste, além das bacias de São Paulo e Taubaté. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Guarani, Sistema Aquífero Bauru, Sistema Aquífero Tubarão, Sistema Aquífero Serra Geral, Bacia de São Paulo. No interior, poço poroso profundo e produtivo, com uso intenso e rebaixamento regional em algumas áreas; na Grande São Paulo, cristalino de vazão modesta.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Ribeirão Pires

Com base em 1.388 poços cadastrados num raio de 30 km de Ribeirão Pires - SP, 80% deles foram concluídos entre 97 m e 294 m, com profundidade mediana de 180 m. A vazão mediana calculada é de 8,9 m³/h (metade dos poços entre 4,1 m³/h e 20,2 m³/h), sobre 472 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 32 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (52% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Ribeirão Pires se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 1.388 poços no raio, contra 28 poços dentro do município.

180 mprofundidade mediana
8,9 m³/hvazão mediana calculada
32 mnível estático mediano
49,1poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 472 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Ribeirão Pires: 60/100

60 de 100

Confiança: amostra alta1.388 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 66peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 96peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 60peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 2peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 21peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Ribeirão Pires costumam descer

  • até 50 m 4%51
  • 50 a 100 m 10%131
  • 100 a 150 m 25%344
  • acima de 150 m 62%841

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Formação São Paulo 14,4 m³/h 150 m 230143 com teste
Complexo Embú 8,0 m³/h 193 m 130122 com teste
Corpo Cristalino 5,7 m³/h 174 m 8769 com teste
Grupo Taubaté 12,8 m³/h 154 m 8476 com teste
Complexo Granito-Gnáissico 3,9 m³/h 243 m 1412 com teste
Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 3,9 m³/h 182 m 74 com teste
Aluviões 6,7 m³/h 219 m 43 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m14 poços Formação São Paulo 8 · Corpo Cristalino 3 · Complexo Embú 2
  • 50 a 100 m55 poços Formação São Paulo 27 · Corpo Cristalino 10 · Grupo Taubaté 9
  • 100 a 150 m177 poços Formação São Paulo 96 · Grupo Taubaté 30 · Complexo Embú 26
  • acima de 150 m315 poços Formação São Paulo 99 · Complexo Embú 95 · Corpo Cristalino 55

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Ribeirão Pires?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Ribeirão Pires.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.