São Paulo · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Lins - SP: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Lins, São Paulo.

  • aquífero poroso
  • grupo bauru
  • 116poços cadastrados
  • 339,5 mprofundidade média
  • 150 mprofundidade mediana
  • 41 mnível estático médio

Como são os poços em Lins - SP?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 116 poços em Lins - SP. A profundidade média é de 339,5 m e a mediana, 150 m, medida em 111 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 41 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Grupo Bauru. No Censo 2022, 493 dos 28.432 domicílios do município — 1,7% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
116
Profundidade média
339,5 m
Profundidade mediana
150 m
Nível estático médio
41 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Grupo Bauru
Ante a média do estado
183,5 m mais fundo que a média de São Paulo (156 m)
População (Censo 2022)
74.779 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
493 (1,7%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 116 poços em Lins, com profundidade média de 339,5 m (mediana de 150 m, variando de 30 m a 3.459,8 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Grupo Bauru, presente em 47% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Lins é 183,5 m mais fundo que a média de São Paulo (156 m).

Números do cadastro em Lins

Poços cadastrados em Lins - SP
Poços no cadastro nacional116 poços
Profundidade média339,5 m 111 poços com o dado
Profundidade mediana150 m
Faixa de profundidade30 m a 3.459,8 m
Nível estático médio41 m 62 poços com o dado
Nível dinâmico médio77,5 m 61 poços com o dado
Vazão específica média2,5 m³/h por metro 59 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 71% dos registros
Rocha predominanteGrupo Bauru 47% dos registros
Uso mais comumAbastecimento industrial 32 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 55 poços
Poços com teste de vazão116 de 116
Distribuição das profundidades em Lins 30 m mínimo 150 m mediana 3.459,8 m máximo
Metade dos poços fica entre 120 m e 182 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Lins por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 3 · 3% 50-100 m 17 · 15% 100-150 m 38 · 34% 150-200 m 34 · 31% acima de 200 m 19 · 17%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Lins 2 1930 4 1950 5 1960 4 1970 8 1980 5 1990 55 2000 8 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Lins. Valores em poços. Abastecimento industrial 32 · 32% Abastecimento urbano 29 · 29% Outros (lazer,etc.) 23 · 23% Abastecimento doméstico 12 · 12% Pecuária 2 · 2% Irrigação 1 · 1%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 55 poços
  • Fissural — 22 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Grupo Bauru — 55 poços
  • Formação Serra Geral — 33 poços
  • Formação Vale do Rio do Peixe — 14 poços
  • Formação Botucatu — 9 poços
  • Formação Piramboia — 5 poços
  • Formação Furnas — 2 poços

O território e o subsolo de Lins

Lins tem 74.779 habitantes distribuídos em 570,1 km², o que dá 131,2 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Lins, na região intermediária de Bauru.

No Censo 2022, 493 dos 28.432 domicílios de Lins — 1,7% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 440 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 468 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É abaixo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios: a rede pública cobre a maior parte de Lins, e o poço aparece sobretudo na zona rural, em chácaras e em quem quer independência da conta de água.

São Paulo tem a Bacia do Paraná no interior — Guarani, Bauru, Tubarão e Serra Geral — e o cristalino na faixa leste, além das bacias de São Paulo e Taubaté. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Guarani, Sistema Aquífero Bauru, Sistema Aquífero Tubarão, Sistema Aquífero Serra Geral, Bacia de São Paulo. No interior, poço poroso profundo e produtivo, com uso intenso e rebaixamento regional em algumas áreas; na Grande São Paulo, cristalino de vazão modesta.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Lins

Com base em 225 poços cadastrados num raio de 30 km de Lins - SP, 80% deles foram concluídos entre 61 m e 222 m, com profundidade mediana de 139 m. A vazão mediana calculada é de 12,1 m³/h (metade dos poços entre 7,1 m³/h e 21,1 m³/h), sobre 117 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 28 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (79% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Lins se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 225 poços no raio, contra 116 poços dentro do município.

139 mprofundidade mediana
12,1 m³/hvazão mediana calculada
28 mnível estático mediano
8,0poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 117 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Lins: 65/100

65 de 100

Confiança: amostra alta225 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 86peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 48peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 66peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 11peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 71peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Lins costumam descer

  • até 50 m 7%14
  • 50 a 100 m 21%45
  • 100 a 150 m 35%74
  • acima de 150 m 37%79

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Grupo Bauru 12,0 m³/h 139 m 11584 com teste
Formação Vale do Rio do Peixe 10,3 m³/h 120 m 2020 com teste
Formação Serra Geral 19,7 m³/h 150 m 87 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m8 poços Grupo Bauru 7 · Formação Vale do Rio do Peixe 1
  • 50 a 100 m29 poços Grupo Bauru 24 · Formação Vale do Rio do Peixe 5
  • 100 a 150 m56 poços Grupo Bauru 41 · Formação Vale do Rio do Peixe 9 · Formação Serra Geral 4
  • acima de 150 m54 poços Grupo Bauru 43 · Formação Vale do Rio do Peixe 5 · Formação Serra Geral 4

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Lins?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Lins.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.