São Paulo · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Mirante do Paranapanema - SP: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Mirante do Paranapanema, São Paulo.

  • aquífero poroso
  • grupo bauru
  • 41poços cadastrados
  • 313,9 mprofundidade média
  • 153 mprofundidade mediana
  • 45 mnível estático médio

Como são os poços em Mirante do Paranapanema - SP?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 41 poços em Mirante do Paranapanema - SP. A profundidade média é de 313,9 m e a mediana, 153 m, medida em 38 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 45 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Grupo Bauru. No Censo 2022, 2.187 dos 6.122 domicílios do município — 35,7% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
41
Profundidade média
313,9 m
Profundidade mediana
153 m
Nível estático médio
45 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Grupo Bauru
Ante a média do estado
157,9 m mais fundo que a média de São Paulo (156 m)
População (Censo 2022)
15.917 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
2.187 (35,7%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 41 poços em Mirante do Paranapanema, com profundidade média de 313,9 m (mediana de 153 m, variando de 70 m a 2.094 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Grupo Bauru, presente em 77% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Mirante do Paranapanema é 157,9 m mais fundo que a média de São Paulo (156 m).

Números do cadastro em Mirante do Paranapanema

Poços cadastrados em Mirante do Paranapanema - SP
Poços no cadastro nacional41 poços
Profundidade média313,9 m 38 poços com o dado
Profundidade mediana153 m
Faixa de profundidade70 m a 2.094 m
Nível estático médio45 m 1 poço com o dado
Nível dinâmico médio66 m 1 poço com o dado
Vazão específica média1,2 m³/h por metro 1 poço com teste
Aquífero predominantePoroso 100% dos registros
Rocha predominanteGrupo Bauru 77% dos registros
Uso mais comumAbastecimento urbano 15 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2010 12 poços
Poços com teste de vazão41 de 41
Distribuição das profundidades em Mirante do Paranapanema 70 m mínimo 153 m mediana 2.094 m máximo
Metade dos poços fica entre 104 m e 175 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Mirante do Paranapanema por faixa de profundidade. Valores em poços. 50-100 m 8 · 21% 100-150 m 11 · 29% 150-200 m 15 · 39% acima de 200 m 4 · 11%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Mirante do Paranapanema 5 1960 6 1970 2 1980 1 1990 7 2000 12 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Mirante do Paranapanema. Valores em poços. Abastecimento urbano 15 · 42% Abastecimento doméstico 12 · 33% Pecuária 3 · 8% Sem uso 2 · 6% Abastecimento industrial 2 · 6% Outros (lazer,etc.) 2 · 6%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 23 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Grupo Bauru — 20 poços
  • Formação Serra Geral — 3 poços
  • Formação Botucatu — 3 poços

O território e o subsolo de Mirante do Paranapanema

Mirante do Paranapanema tem 15.917 habitantes distribuídos em 1.238,9 km², o que dá 12,9 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Presidente Prudente.

No Censo 2022, 2.187 dos 6.122 domicílios de Mirante do Paranapanema — 35,7% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 1.871 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 1.960 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É bem acima da média brasileira, de 11,4% dos domicílios — sinal de que o poço já resolve o abastecimento de boa parte do município, e não apenas de casos isolados.

São Paulo tem a Bacia do Paraná no interior — Guarani, Bauru, Tubarão e Serra Geral — e o cristalino na faixa leste, além das bacias de São Paulo e Taubaté. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Guarani, Sistema Aquífero Bauru, Sistema Aquífero Tubarão, Sistema Aquífero Serra Geral, Bacia de São Paulo. No interior, poço poroso profundo e produtivo, com uso intenso e rebaixamento regional em algumas áreas; na Grande São Paulo, cristalino de vazão modesta.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Mirante do Paranapanema

Com base em 73 poços cadastrados num raio de 30 km de Mirante do Paranapanema - SP, 80% deles foram concluídos entre 83 m e 199 m, com profundidade mediana de 140 m. A vazão mediana calculada é de 41,7 m³/h (metade dos poços entre 16,0 m³/h e 49,7 m³/h), sobre 15 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 45 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (96% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Mirante do Paranapanema se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 73 poços no raio, contra 41 poços dentro do município.

140 mprofundidade mediana
41,7 m³/hvazão mediana calculada
45 mnível estático mediano
2,6poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 15 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Mirante do Paranapanema: 68/100

68 de 100

Confiança: amostra média73 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 100peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 20peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 68peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 11peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 92peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Mirante do Paranapanema costumam descer

  • até 50 m 3%2
  • 50 a 100 m 21%14
  • 100 a 150 m 32%21
  • acima de 150 m 44%29

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Grupo Bauru 49,4 m³/h 152 m 369 com teste
Formação Serra Geral 11,8 m³/h 77 m 43 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • 50 a 100 m8 poços Grupo Bauru 5 · Grupo Caiuá 2 · Formação Serra Geral 1
  • 100 a 150 m13 poços Grupo Bauru 12 · Formação Serra Geral 1
  • acima de 150 m19 poços Grupo Bauru 19

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Mirante do Paranapanema?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Mirante do Paranapanema.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.