São Paulo · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Lindóia - SP: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Lindóia, São Paulo.

  • aquífero fissural
  • complexo granito-gnáissico
  • 36poços cadastrados
  • 119 mprofundidade média
  • 120 mprofundidade mediana
  • 9,6 mnível estático médio

Como são os poços em Lindóia - SP?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 36 poços em Lindóia - SP. A profundidade média é de 119 m e a mediana, 120 m, medida em 35 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 9,6 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Complexo Granito-Gnáissico. No Censo 2022, 122 dos 2.591 domicílios do município — 4,7% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
36
Profundidade média
119 m
Profundidade mediana
120 m
Nível estático médio
9,6 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Complexo Granito-Gnáissico
Ante a média do estado
37 m mais raso que a média de São Paulo (156 m)
População (Censo 2022)
7.014 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
122 (4,7%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 36 poços em Lindóia, com profundidade média de 119 m (mediana de 120 m, variando de 20 m a 261 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Complexo Granito-Gnáissico, presente em 53% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Lindóia é 37 m mais raso que a média de São Paulo (156 m).

Números do cadastro em Lindóia

Poços cadastrados em Lindóia - SP
Poços no cadastro nacional36 poços
Profundidade média119 m 35 poços com o dado
Profundidade mediana120 m
Faixa de profundidade20 m a 261 m
Nível estático médio9,6 m 13 poços com o dado
Nível dinâmico médio58,5 m 14 poços com o dado
Vazão específica média0,2 m³/h por metro 13 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 100% dos registros
Rocha predominanteComplexo Granito-Gnáissico 53% dos registros
Uso mais comumAbastecimento industrial 27 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 14 poços
Poços com teste de vazão36 de 36
Distribuição das profundidades em Lindóia 20 m mínimo 120 m mediana 261 m máximo
Metade dos poços fica entre 80 m e 150 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Lindóia por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 4 · 11% 50-100 m 10 · 29% 100-150 m 15 · 43% 150-200 m 3 · 9% acima de 200 m 3 · 9%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Lindóia 1 1960 1 1970 1 1980 6 1990 14 2000 1 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Lindóia. Valores em poços. Abastecimento industrial 27 · 82% Abastecimento doméstico 3 · 9% Abastecimento urbano 2 · 6% Sem uso 1 · 3%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 17 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Complexo Granito-Gnáissico — 9 poços
  • Corpo Cristalino — 4 poços
  • Complexo Amparo — 2 poços
  • Complexo Metamórfico-Migmatítico — 1 poço
  • Complexo Gnáissico-Migmatítico — 1 poço

O território e o subsolo de Lindóia

Lindóia tem 7.014 habitantes distribuídos em 48,8 km², o que dá 143,9 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Amparo, na região intermediária de Campinas.

No Censo 2022, 122 dos 2.591 domicílios de Lindóia — 4,7% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 109 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 243 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É abaixo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios: a rede pública cobre a maior parte de Lindóia, e o poço aparece sobretudo na zona rural, em chácaras e em quem quer independência da conta de água.

São Paulo tem a Bacia do Paraná no interior — Guarani, Bauru, Tubarão e Serra Geral — e o cristalino na faixa leste, além das bacias de São Paulo e Taubaté. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Guarani, Sistema Aquífero Bauru, Sistema Aquífero Tubarão, Sistema Aquífero Serra Geral, Bacia de São Paulo. No interior, poço poroso profundo e produtivo, com uso intenso e rebaixamento regional em algumas áreas; na Grande São Paulo, cristalino de vazão modesta.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Lindóia

Com base em 645 poços cadastrados num raio de 30 km de Lindóia - SP, 80% deles foram concluídos entre 41 m e 202 m, com profundidade mediana de 100 m. A vazão mediana calculada é de 6,4 m³/h (metade dos poços entre 3,0 m³/h e 10,5 m³/h), sobre 229 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 10 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (93% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Lindóia se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 645 poços no raio, contra 36 poços dentro do município.

100 mprofundidade mediana
6,4 m³/hvazão mediana calculada
10 mnível estático mediano
22,8poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 229 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Lindóia: 48/100

48 de 100

Confiança: amostra alta645 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 42peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 79peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 19peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 50peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 70peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Lindóia costumam descer

  • até 50 m 16%97
  • 50 a 100 m 37%218
  • 100 a 150 m 24%142
  • acima de 150 m 22%132

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Corpo Cristalino 5,8 m³/h 92 m 9950 com teste
Complexo Amparo 8,0 m³/h 102 m 6656 com teste
Complexo Granito-Gnáissico 7,2 m³/h 100 m 5029 com teste
Complexo Gnáissico-Migmatítico 6,4 m³/h 75 m 4125 com teste
Grupo Tubarão 6,1 m³/h 112 m 2110 com teste
Complexo Metamórfico-Migmatítico 8,4 m³/h 77 m 83 com teste
Grupo Itararé 2,0 m³/h 84 m 88 com teste
Grupo Andrelândia 9,3 m³/h 165 m 77 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m44 poços Corpo Cristalino 15 · Complexo Gnáissico-Migmatítico 12 · Complexo Granito-Gnáissico 8
  • 50 a 100 m137 poços Corpo Cristalino 48 · Complexo Amparo 26 · Complexo Granito-Gnáissico 19
  • 100 a 150 m72 poços Corpo Cristalino 17 · Complexo Amparo 16 · Complexo Granito-Gnáissico 14
  • acima de 150 m76 poços Corpo Cristalino 19 · Complexo Amparo 19 · Complexo Granito-Gnáissico 9

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Lindóia?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Lindóia.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.