São Paulo · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Limeira - SP: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Limeira, São Paulo.

  • aquífero poroso
  • grupo tubarão
  • 281poços cadastrados
  • 188,7 mprofundidade média
  • 162 mprofundidade mediana
  • 49,5 mnível estático médio

Como são os poços em Limeira - SP?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 281 poços em Limeira - SP. A profundidade média é de 188,7 m e a mediana, 162 m, medida em 216 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 49,5 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Grupo Tubarão. No Censo 2022, 3.563 dos 104.444 domicílios do município — 3,4% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
281
Profundidade média
188,7 m
Profundidade mediana
162 m
Nível estático médio
49,5 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Grupo Tubarão
Ante a média do estado
32,7 m mais fundo que a média de São Paulo (156 m)
População (Censo 2022)
291.869 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
3.563 (3,4%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 281 poços em Limeira, com profundidade média de 188,7 m (mediana de 162 m, variando de 12 m a 579 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Grupo Tubarão, presente em 48% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Limeira é 32,7 m mais fundo que a média de São Paulo (156 m).

Números do cadastro em Limeira

Poços cadastrados em Limeira - SP
Poços no cadastro nacional281 poços
Profundidade média188,7 m 216 poços com o dado
Profundidade mediana162 m
Faixa de profundidade12 m a 579 m
Nível estático médio49,5 m 89 poços com o dado
Nível dinâmico médio110,5 m 88 poços com o dado
Vazão específica média0,3 m³/h por metro 86 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 98% dos registros
Rocha predominanteGrupo Tubarão 48% dos registros
Uso mais comumAbastecimento industrial 100 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 103 poços
Poços com teste de vazão281 de 281
Distribuição das profundidades em Limeira 12 m mínimo 162 m mediana 579 m máximo
Metade dos poços fica entre 128 m e 240 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Limeira por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 6 · 3% 50-100 m 32 · 15% 100-150 m 57 · 26% 150-200 m 48 · 22% acima de 200 m 73 · 34%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Limeira 1 1960 11 1970 8 1980 19 1990 103 2000 66 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Limeira. Valores em poços. Abastecimento industrial 100 · 41% Outros (lazer,etc.) 77 · 32% Abastecimento doméstico 53 · 22% Irrigação 6 · 2% Abastecimento urbano 3 · 1% Abastecimento doméstico/irrig. 3 · 1%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 95 poços
  • Fissural — 2 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Grupo Tubarão — 51 poços
  • Grupo Itararé — 48 poços
  • Formação Serra Geral — 6 poços
  • Formação Tatuí — 2 poços

O território e o subsolo de Limeira

Limeira tem 291.869 habitantes distribuídos em 580,7 km², o que dá 502,6 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Limeira, na região intermediária de Campinas.

No Censo 2022, 3.563 dos 104.444 domicílios de Limeira — 3,4% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 2.490 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 3.355 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É abaixo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios: a rede pública cobre a maior parte de Limeira, e o poço aparece sobretudo na zona rural, em chácaras e em quem quer independência da conta de água.

São Paulo tem a Bacia do Paraná no interior — Guarani, Bauru, Tubarão e Serra Geral — e o cristalino na faixa leste, além das bacias de São Paulo e Taubaté. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Guarani, Sistema Aquífero Bauru, Sistema Aquífero Tubarão, Sistema Aquífero Serra Geral, Bacia de São Paulo. No interior, poço poroso profundo e produtivo, com uso intenso e rebaixamento regional em algumas áreas; na Grande São Paulo, cristalino de vazão modesta.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Limeira

Com base em 1.727 poços cadastrados num raio de 30 km de Limeira - SP, 80% deles foram concluídos entre 90 m e 318 m, com profundidade mediana de 200 m. A vazão mediana calculada é de 6,6 m³/h (metade dos poços entre 3,5 m³/h e 12,6 m³/h), sobre 665 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 38 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (88% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Limeira se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 1.727 poços no raio, contra 281 poços dentro do município.

200 mprofundidade mediana
6,6 m³/hvazão mediana calculada
38 mnível estático mediano
61,1poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 665 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Limeira: 50/100

50 de 100

Confiança: amostra alta1.727 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 43peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 98peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 39peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 1peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 51peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Limeira costumam descer

  • até 50 m 4%53
  • 50 a 100 m 12%178
  • 100 a 150 m 19%285
  • acima de 150 m 66%985

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Grupo Tubarão 6,0 m³/h 154 m 289175 com teste
Grupo Itararé 6,6 m³/h 204 m 255246 com teste
Formação Serra Geral 10,8 m³/h 225 m 6757 com teste
Grupo Passa Dois 7,0 m³/h 225 m 5135 com teste
Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 5,8 m³/h 158 m 3021 com teste
Formação Corumbataí 8,4 m³/h 230 m 2927 com teste
Formação Tatuí 6,0 m³/h 153 m 1313 com teste
Terciário-Quaternário 6,6 m³/h 186 m 1010 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m16 poços Grupo Tubarão 7 · Grupo Itararé 3 · Grupo Passa Dois 2
  • 50 a 100 m95 poços Grupo Tubarão 53 · Grupo Itararé 20 · Corpo Cristalino 5
  • 100 a 150 m160 poços Grupo Tubarão 82 · Grupo Itararé 49 · Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 9
  • acima de 150 m497 poços Grupo Itararé 183 · Grupo Tubarão 147 · Formação Serra Geral 57

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Limeira?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Limeira.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.