São Paulo · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Louveira - SP: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Louveira, São Paulo.

  • aquífero fissural
  • complexo varginha-guaxupe
  • 54poços cadastrados
  • 170,8 mprofundidade média
  • 176 mprofundidade mediana
  • 9,4 mnível estático médio

Como são os poços em Louveira - SP?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 54 poços em Louveira - SP. A profundidade média é de 170,8 m e a mediana, 176 m, medida em 54 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 9,4 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Complexo Varginha-Guaxupe. No Censo 2022, 1.193 dos 17.902 domicílios do município — 6,7% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
54
Profundidade média
170,8 m
Profundidade mediana
176 m
Nível estático médio
9,4 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Complexo Varginha-Guaxupe
Ante a média do estado
14,8 m mais fundo que a média de São Paulo (156 m)
População (Censo 2022)
51.847 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
1.193 (6,7%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 54 poços em Louveira, com profundidade média de 170,8 m (mediana de 176 m, variando de 18 m a 300 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Complexo Varginha-Guaxupe, presente em 50% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Louveira é 14,8 m mais fundo que a média de São Paulo (156 m).

Números do cadastro em Louveira

Poços cadastrados em Louveira - SP
Poços no cadastro nacional54 poços
Profundidade média170,8 m 54 poços com o dado
Profundidade mediana176 m
Faixa de profundidade18 m a 300 m
Nível estático médio9,4 m 5 poços com o dado
Nível dinâmico médio31,7 m 4 poços com o dado
Vazão específica média1,4 m³/h por metro 4 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 100% dos registros
Rocha predominanteComplexo Varginha-Guaxupe 50% dos registros
Uso mais comumAbastecimento industrial 31 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 24 poços
Poços com teste de vazão54 de 54
Distribuição das profundidades em Louveira 18 m mínimo 176 m mediana 300 m máximo
Metade dos poços fica entre 100 m e 222 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Louveira por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 3 · 6% 50-100 m 11 · 20% 100-150 m 9 · 17% 150-200 m 9 · 17% acima de 200 m 22 · 41%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Louveira 4 1970 1 1980 20 1990 24 2000 1 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Louveira. Valores em poços. Abastecimento industrial 31 · 58% Outros (lazer,etc.) 14 · 26% Abastecimento doméstico 3 · 6% Abastecimento urbano 2 · 4% Pecuária 2 · 4% Irrigação 1 · 2%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 8 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Complexo Varginha-Guaxupe — 4 poços
  • Complexo Granito-Gnáissico — 2 poços
  • Pré-Cambriano Indiviso — 1 poço
  • Corpo Cristalino — 1 poço

O território e o subsolo de Louveira

Louveira tem 51.847 habitantes distribuídos em 55,7 km², o que dá 930,2 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Jundiaí, na região intermediária de Campinas.

No Censo 2022, 1.193 dos 17.902 domicílios de Louveira — 6,7% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 837 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 1.267 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É abaixo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios: a rede pública cobre a maior parte de Louveira, e o poço aparece sobretudo na zona rural, em chácaras e em quem quer independência da conta de água.

São Paulo tem a Bacia do Paraná no interior — Guarani, Bauru, Tubarão e Serra Geral — e o cristalino na faixa leste, além das bacias de São Paulo e Taubaté. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Guarani, Sistema Aquífero Bauru, Sistema Aquífero Tubarão, Sistema Aquífero Serra Geral, Bacia de São Paulo. No interior, poço poroso profundo e produtivo, com uso intenso e rebaixamento regional em algumas áreas; na Grande São Paulo, cristalino de vazão modesta.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Louveira

Com base em 1.926 poços cadastrados num raio de 30 km de Louveira - SP, 80% deles foram concluídos entre 38 m e 260 m, com profundidade mediana de 150 m. A vazão mediana calculada é de 4,3 m³/h (metade dos poços entre 2,0 m³/h e 8,0 m³/h), sobre 456 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 13 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (96% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Louveira se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 1.926 poços no raio, contra 54 poços dentro do município.

150 mprofundidade mediana
4,3 m³/hvazão mediana calculada
13 mnível estático mediano
68,1poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 456 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Louveira: 41/100

41 de 100

Confiança: amostra alta1.926 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 26peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 99peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 25peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 8peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 49peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Louveira costumam descer

  • até 50 m 15%259
  • 50 a 100 m 15%275
  • 100 a 150 m 22%397
  • acima de 150 m 48%845

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Complexo Varginha-Guaxupe 4,0 m³/h 140 m 316249 com teste
Corpo Cristalino 5,0 m³/h 150 m 7749 com teste
Complexo Amparo 2,4 m³/h 112 m 3932 com teste
Complexo Gnáissico-Migmatítico 5,3 m³/h 102 m 2623 com teste
Complexo Granito-Gnáissico 1,3 m³/h 150 m 204 com teste
Grupo Tubarão 7,8 m³/h 153 m 209 com teste
Complexo Metamórfico-Migmatítico 5,1 m³/h 111 m 164 com teste
Grupo Itararé 3,6 m³/h 188 m 1412 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m51 poços Complexo Varginha-Guaxupe 27 · Corpo Cristalino 11 · Complexo Amparo 8
  • 50 a 100 m108 poços Complexo Varginha-Guaxupe 60 · Corpo Cristalino 12 · Complexo Gnáissico-Migmatítico 11
  • 100 a 150 m178 poços Complexo Varginha-Guaxupe 113 · Corpo Cristalino 18 · Complexo Amparo 11
  • acima de 150 m219 poços Complexo Varginha-Guaxupe 116 · Corpo Cristalino 36 · Complexo Amparo 13

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Louveira?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Louveira.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.