São Paulo · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Lorena - SP: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Lorena, São Paulo.

  • aquífero poroso
  • grupo taubaté
  • 95poços cadastrados
  • 169,5 mprofundidade média
  • 174 mprofundidade mediana
  • 29,7 mnível estático médio

Como são os poços em Lorena - SP?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 95 poços em Lorena - SP. A profundidade média é de 169,5 m e a mediana, 174 m, medida em 84 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 29,7 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Grupo Taubaté. No Censo 2022, 714 dos 30.025 domicílios do município — 2,4% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
95
Profundidade média
169,5 m
Profundidade mediana
174 m
Nível estático médio
29,7 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Grupo Taubaté
Ante a média do estado
13,5 m mais fundo que a média de São Paulo (156 m)
População (Censo 2022)
84.855 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
714 (2,4%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 95 poços em Lorena, com profundidade média de 169,5 m (mediana de 174 m, variando de 20 m a 350 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Grupo Taubaté, presente em 73% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Lorena é 13,5 m mais fundo que a média de São Paulo (156 m).

Números do cadastro em Lorena

Poços cadastrados em Lorena - SP
Poços no cadastro nacional95 poços
Profundidade média169,5 m 84 poços com o dado
Profundidade mediana174 m
Faixa de profundidade20 m a 350 m
Nível estático médio29,7 m 39 poços com o dado
Nível dinâmico médio58,7 m 39 poços com o dado
Vazão específica média3,2 m³/h por metro 38 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 96% dos registros
Rocha predominanteGrupo Taubaté 73% dos registros
Uso mais comumAbastecimento industrial 40 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2010 18 poços
Poços com teste de vazão95 de 95
Distribuição das profundidades em Lorena 20 m mínimo 174 m mediana 350 m máximo
Metade dos poços fica entre 115 m e 220 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Lorena por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 4 · 5% 50-100 m 11 · 13% 100-150 m 19 · 23% 150-200 m 21 · 25% acima de 200 m 29 · 35%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Lorena 1 1950 2 1960 8 1970 10 1980 10 1990 17 2000 18 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Lorena. Valores em poços. Abastecimento industrial 40 · 49% Abastecimento urbano 21 · 26% Outros (lazer,etc.) 17 · 21% Abastecimento doméstico 2 · 2% Sem uso 1 · 1% Abastecimento múltiplo 1 · 1%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 50 poços
  • Fissural — 2 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Grupo Taubaté — 41 poços
  • Formação Caçapava — 9 poços
  • Complexo Gnáissico-Migmatítico — 2 poços
  • Complexo Embú — 2 poços
  • Proterozoico Superior — 1 poço
  • Corpo Cristalino — 1 poço

O território e o subsolo de Lorena

Lorena tem 84.855 habitantes distribuídos em 414,2 km², o que dá 204,9 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Guaratinguetá, na região intermediária de São José dos Campos.

No Censo 2022, 714 dos 30.025 domicílios de Lorena — 2,4% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 510 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 1.043 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É abaixo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios: a rede pública cobre a maior parte de Lorena, e o poço aparece sobretudo na zona rural, em chácaras e em quem quer independência da conta de água.

São Paulo tem a Bacia do Paraná no interior — Guarani, Bauru, Tubarão e Serra Geral — e o cristalino na faixa leste, além das bacias de São Paulo e Taubaté. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Guarani, Sistema Aquífero Bauru, Sistema Aquífero Tubarão, Sistema Aquífero Serra Geral, Bacia de São Paulo. No interior, poço poroso profundo e produtivo, com uso intenso e rebaixamento regional em algumas áreas; na Grande São Paulo, cristalino de vazão modesta.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Lorena

Com base em 257 poços cadastrados num raio de 30 km de Lorena - SP, 80% deles foram concluídos entre 70 m e 238 m, com profundidade mediana de 144 m. A vazão mediana calculada é de 16,0 m³/h (metade dos poços entre 5,9 m³/h e 37,9 m³/h), sobre 96 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 17 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (71% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Lorena se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 257 poços no raio, contra 95 poços dentro do município.

144 mprofundidade mediana
16,0 m³/hvazão mediana calculada
17 mnível estático mediano
9,1poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 96 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Lorena: 65/100

65 de 100

Confiança: amostra alta257 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 94peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 52peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 72peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 9peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 14peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Lorena costumam descer

  • até 50 m 6%13
  • 50 a 100 m 20%46
  • 100 a 150 m 33%74
  • acima de 150 m 41%94

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Grupo Taubaté 22,3 m³/h 151 m 7448 com teste
Corpo Cristalino 5,7 m³/h 110 m 2015 com teste
Formação Caçapava 9,1 m³/h 146 m 1614 com teste
Complexo Granito-Gnáissico 39,9 m³/h 103 m 43 com teste
Complexo Embú 12,9 m³/h 140 m 33 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m4 poços Grupo Taubaté 4
  • 50 a 100 m26 poços Grupo Taubaté 10 · Corpo Cristalino 8 · Formação Caçapava 5
  • 100 a 150 m39 poços Grupo Taubaté 23 · Corpo Cristalino 7 · Formação Caçapava 3
  • acima de 150 m56 poços Grupo Taubaté 37 · Formação Caçapava 8 · Corpo Cristalino 5

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Lorena?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Lorena.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.