São Paulo · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Nova Campina - SP: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Nova Campina, São Paulo.

  • aquífero fissural
  • grupo acungui
  • 5poços cadastrados
  • 118,8 mprofundidade média
  • 104 mprofundidade mediana

Como são os poços em Nova Campina - SP?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 5 poços em Nova Campina - SP. A profundidade média é de 118,8 m e a mediana, 104 m, medida em 5 poços com profundidade informada. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Grupo Acungui. No Censo 2022, 271 dos 2.920 domicílios do município — 9,3% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
5
Profundidade média
118,8 m
Profundidade mediana
104 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Grupo Acungui
Ante a média do estado
37,2 m mais raso que a média de São Paulo (156 m)
População (Censo 2022)
8.497 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
271 (9,3%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Amostra pequena: 5 poços no cadastro. Os números descrevem esses poços, e não necessariamente todo o município — o SIAGAS depende do envio do registro por quem perfura.

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 5 poços em Nova Campina, com profundidade média de 118,8 m (mediana de 104 m, variando de 92 m a 185 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Grupo Acungui, presente em 33% dos poços com litologia informada. São poucos registros para o município — servem como referência, não como retrato completo.

Comparado ao restante do estado, o poço de Nova Campina é 37,2 m mais raso que a média de São Paulo (156 m).

Números do cadastro em Nova Campina

Poços cadastrados em Nova Campina - SP
Poços no cadastro nacional5 poços
Profundidade média118,8 m 5 poços com o dado
Profundidade mediana104 m
Faixa de profundidade92 m a 185 m
Aquífero predominanteFissural 100% dos registros
Rocha predominanteGrupo Acungui 33% dos registros
Uso mais comumAbastecimento industrial 2 poços
Década com mais perfuraçõesanos 1980 2 poços
Poços com teste de vazão5 de 5
Distribuição das profundidades em Nova Campina 92 m mínimo 104 m mediana 185 m máximo
Metade dos poços fica entre 100 m e 113 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Nova Campina por faixa de profundidade. Valores em poços. 50-100 m 2 · 40% 100-150 m 2 · 40% 150-200 m 1 · 20%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Nova Campina 2 1980 2 2000 1 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Nova Campina. Valores em poços. Abastecimento industrial 2 · 67% Irrigação 1 · 33%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 2 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Grupo Acungui — 2 poços
  • Corpo Cristalino — 2 poços
  • Grupo Paraná ou Campos Gerais — 1 poço
  • Grupo Tubarão — 1 poço

O território e o subsolo de Nova Campina

Nova Campina tem 8.497 habitantes distribuídos em 385,4 km², o que dá 22,1 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Itapeva, na região intermediária de Sorocaba.

No Censo 2022, 271 dos 2.920 domicílios de Nova Campina — 9,3% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 192 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 634 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. Fica próximo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios.

São Paulo tem a Bacia do Paraná no interior — Guarani, Bauru, Tubarão e Serra Geral — e o cristalino na faixa leste, além das bacias de São Paulo e Taubaté. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Guarani, Sistema Aquífero Bauru, Sistema Aquífero Tubarão, Sistema Aquífero Serra Geral, Bacia de São Paulo. No interior, poço poroso profundo e produtivo, com uso intenso e rebaixamento regional em algumas áreas; na Grande São Paulo, cristalino de vazão modesta.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Nova Campina

Com base em 25 poços cadastrados num raio de 30 km de Nova Campina - SP, 80% deles foram concluídos entre 89 m e 213 m, com profundidade mediana de 146 m. A vazão mediana calculada é de 6,0 m³/h (metade dos poços entre 1,6 m³/h e 13,5 m³/h), sobre 7 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 5 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (69% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Nova Campina se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 25 poços no raio, contra 5 poços dentro do município.

146 mprofundidade mediana
6,0 m³/hvazão mediana calculada
5 mnível estático mediano
0,9poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 7 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Nova Campina: 26/100

26 de 100

Confiança: amostra baixa25 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 38peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 6peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 34peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 9peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 15peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Nova Campina costumam descer

  • até 50 m 0%0
  • 50 a 100 m 24%6
  • 100 a 150 m 48%12
  • acima de 150 m 28%7

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Grupo Tubarão 1,4 m³/h 150 m 52 com teste
Grupo Acungui 17,8 m³/h 180 m 33 com teste
Coberturas Sedimentares Indiferenciadas sem teste 120 m 3

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • 100 a 150 m8 poços Grupo Tubarão 3 · Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 2 · Grupo Itararé 1
  • acima de 150 m6 poços Grupo Acungui 2 · Grupo Tubarão 2 · Corpo Cristalino 1

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Nova Campina?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Nova Campina.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.