São Paulo · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Pinhalzinho - SP: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Pinhalzinho, São Paulo.

  • aquífero fissural
  • complexo amparo
  • 37poços cadastrados
  • 119,1 mprofundidade média
  • 120 mprofundidade mediana
  • 26,4 mnível estático médio

Como são os poços em Pinhalzinho - SP?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 37 poços em Pinhalzinho - SP. A profundidade média é de 119,1 m e a mediana, 120 m, medida em 28 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 26,4 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Complexo Amparo. No Censo 2022, 2.346 dos 5.652 domicílios do município — 41,5% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
37
Profundidade média
119,1 m
Profundidade mediana
120 m
Nível estático médio
26,4 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Complexo Amparo
Ante a média do estado
36,9 m mais raso que a média de São Paulo (156 m)
População (Censo 2022)
15.224 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
2.346 (41,5%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 37 poços em Pinhalzinho, com profundidade média de 119,1 m (mediana de 120 m, variando de 7 m a 320 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Complexo Amparo, presente em 43% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Pinhalzinho é 36,9 m mais raso que a média de São Paulo (156 m).

Números do cadastro em Pinhalzinho

Poços cadastrados em Pinhalzinho - SP
Poços no cadastro nacional37 poços
Profundidade média119,1 m 28 poços com o dado
Profundidade mediana120 m
Faixa de profundidade7 m a 320 m
Nível estático médio26,4 m 10 poços com o dado
Nível dinâmico médio68,5 m 11 poços com o dado
Vazão específica média0,5 m³/h por metro 11 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 100% dos registros
Rocha predominanteComplexo Amparo 43% dos registros
Uso mais comumAbastecimento doméstico 19 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 15 poços
Poços com teste de vazão37 de 37
Distribuição das profundidades em Pinhalzinho 7 m mínimo 120 m mediana 320 m máximo
Metade dos poços fica entre 40 m e 170 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Pinhalzinho por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 8 · 29% 50-100 m 5 · 18% 100-150 m 5 · 18% 150-200 m 7 · 25% acima de 200 m 3 · 11%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Pinhalzinho 3 1990 15 2000 9 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Pinhalzinho. Valores em poços. Abastecimento doméstico 19 · 56% Outros (lazer,etc.) 8 · 24% Abastecimento industrial 2 · 6% Abastecimento doméstico/irrig. 2 · 6% Abastecimento doméstico/animal 2 · 6% Abastecimento urbano 1 · 3%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 7 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Complexo Amparo — 3 poços
  • Complexo Varginha-Guaxupe — 2 poços
  • Complexo Granito-Gnáissico — 1 poço
  • Corpo Cristalino — 1 poço

O território e o subsolo de Pinhalzinho

Pinhalzinho tem 15.224 habitantes distribuídos em 154,5 km², o que dá 98,5 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Bragança Paulista, na região intermediária de Campinas.

No Censo 2022, 2.346 dos 5.652 domicílios de Pinhalzinho — 41,5% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 1.146 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 2.446 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É bem acima da média brasileira, de 11,4% dos domicílios — sinal de que o poço já resolve o abastecimento de boa parte do município, e não apenas de casos isolados.

São Paulo tem a Bacia do Paraná no interior — Guarani, Bauru, Tubarão e Serra Geral — e o cristalino na faixa leste, além das bacias de São Paulo e Taubaté. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Guarani, Sistema Aquífero Bauru, Sistema Aquífero Tubarão, Sistema Aquífero Serra Geral, Bacia de São Paulo. No interior, poço poroso profundo e produtivo, com uso intenso e rebaixamento regional em algumas áreas; na Grande São Paulo, cristalino de vazão modesta.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Pinhalzinho

Com base em 1.028 poços cadastrados num raio de 30 km de Pinhalzinho - SP, 80% deles foram concluídos entre 12 m e 224 m, com profundidade mediana de 97 m. A vazão mediana calculada é de 4,0 m³/h (metade dos poços entre 1,8 m³/h e 8,4 m³/h), sobre 233 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 10 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (99% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Pinhalzinho se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 1.028 poços no raio, contra 37 poços dentro do município.

97 mprofundidade mediana
4,0 m³/hvazão mediana calculada
10 mnível estático mediano
36,4poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 233 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Pinhalzinho: 39/100

39 de 100

Confiança: amostra alta1.028 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 23peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 91peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 17peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 51peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 30peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Pinhalzinho costumam descer

  • até 50 m 32%260
  • 50 a 100 m 22%184
  • 100 a 150 m 18%151
  • acima de 150 m 27%224

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Corpo Cristalino 4,2 m³/h 100 m 10060 com teste
Complexo Varginha-Guaxupe 1,6 m³/h 150 m 6848 com teste
Complexo Granito-Gnáissico 6,4 m³/h 100 m 5029 com teste
Complexo Gnáissico-Migmatítico 6,4 m³/h 73 m 4023 com teste
Complexo Amparo 7,1 m³/h 101 m 3430 com teste
Complexo Metamórfico-Migmatítico 8,4 m³/h 96 m 115 com teste
Proterozoico Superior 7,7 m³/h 84 m 52 com teste
Terciário-Quaternário sem teste 101 m 4

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m66 poços Corpo Cristalino 21 · Complexo Varginha-Guaxupe 13 · Complexo Gnáissico-Migmatítico 12
  • 50 a 100 m102 poços Corpo Cristalino 34 · Complexo Granito-Gnáissico 19 · Complexo Gnáissico-Migmatítico 18
  • 100 a 150 m63 poços Complexo Varginha-Guaxupe 14 · Corpo Cristalino 14 · Complexo Granito-Gnáissico 13
  • acima de 150 m91 poços Complexo Varginha-Guaxupe 31 · Corpo Cristalino 31 · Complexo Granito-Gnáissico 9

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Pinhalzinho?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Pinhalzinho.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.