São Paulo · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Cristais Paulista - SP: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Cristais Paulista, São Paulo.

  • aquífero fissural
  • formação serra geral
  • 14poços cadastrados
  • 98,6 mprofundidade média
  • 93 mprofundidade mediana
  • 46,7 mnível estático médio

Como são os poços em Cristais Paulista - SP?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 14 poços em Cristais Paulista - SP. A profundidade média é de 98,6 m e a mediana, 93 m, medida em 11 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 46,7 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Formação Serra Geral. No Censo 2022, 625 dos 3.262 domicílios do município — 19,2% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
14
Profundidade média
98,6 m
Profundidade mediana
93 m
Nível estático médio
46,7 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Formação Serra Geral
Ante a média do estado
57,4 m mais raso que a média de São Paulo (156 m)
População (Censo 2022)
9.272 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
625 (19,2%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 14 poços em Cristais Paulista, com profundidade média de 98,6 m (mediana de 93 m, variando de 9 m a 260 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Serra Geral, presente em 54% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Cristais Paulista é 57,4 m mais raso que a média de São Paulo (156 m).

Números do cadastro em Cristais Paulista

Poços cadastrados em Cristais Paulista - SP
Poços no cadastro nacional14 poços
Profundidade média98,6 m 11 poços com o dado
Profundidade mediana93 m
Faixa de profundidade9 m a 260 m
Nível estático médio46,7 m 9 poços com o dado
Nível dinâmico médio66,5 m 9 poços com o dado
Vazão específica média0,9 m³/h por metro 7 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 75% dos registros
Rocha predominanteFormação Serra Geral 54% dos registros
Uso mais comumIrrigação 5 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2010 6 poços
Poços com teste de vazão14 de 14
Distribuição das profundidades em Cristais Paulista 9 m mínimo 93 m mediana 260 m máximo
Metade dos poços fica entre 70 m e 114 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Cristais Paulista por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 2 · 18% 50-100 m 5 · 45% 100-150 m 3 · 27% acima de 200 m 1 · 9%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Cristais Paulista 1 1990 4 2000 6 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Cristais Paulista. Valores em poços. Irrigação 5 · 38% Abastecimento doméstico 4 · 31% Abastecimento doméstico/animal 2 · 15% Outros (lazer,etc.) 1 · 8% Abastecimento industrial 1 · 8%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 6 poços
  • Poroso — 2 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Formação Serra Geral — 7 poços
  • Grupo Bauru — 5 poços
  • Formação Piramboia — 1 poço

O território e o subsolo de Cristais Paulista

Cristais Paulista tem 9.272 habitantes distribuídos em 385,2 km², o que dá 24,1 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Franca, na região intermediária de Ribeirão Preto.

No Censo 2022, 625 dos 3.262 domicílios de Cristais Paulista — 19,2% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 589 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 746 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É bem acima da média brasileira, de 11,4% dos domicílios — sinal de que o poço já resolve o abastecimento de boa parte do município, e não apenas de casos isolados.

São Paulo tem a Bacia do Paraná no interior — Guarani, Bauru, Tubarão e Serra Geral — e o cristalino na faixa leste, além das bacias de São Paulo e Taubaté. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Guarani, Sistema Aquífero Bauru, Sistema Aquífero Tubarão, Sistema Aquífero Serra Geral, Bacia de São Paulo. No interior, poço poroso profundo e produtivo, com uso intenso e rebaixamento regional em algumas áreas; na Grande São Paulo, cristalino de vazão modesta.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Cristais Paulista

Com base em 149 poços cadastrados num raio de 30 km de Cristais Paulista - SP, 80% deles foram concluídos entre 60 m e 250 m, com profundidade mediana de 120 m. A vazão mediana calculada é de 5,5 m³/h (metade dos poços entre 2,9 m³/h e 11,8 m³/h), sobre 80 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 32 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (77% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Cristais Paulista se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 149 poços no raio, contra 14 poços dentro do município.

120 mprofundidade mediana
5,5 m³/hvazão mediana calculada
32 mnível estático mediano
5,3poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 80 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Cristais Paulista: 39/100

39 de 100

Confiança: amostra alta149 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 34peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 36peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 63peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 25peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 31peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Cristais Paulista costumam descer

  • até 50 m 9%11
  • 50 a 100 m 24%30
  • 100 a 150 m 40%50
  • acima de 150 m 27%34

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Formação Serra Geral 5,8 m³/h 123 m 6044 com teste
Grupo Bauru 6,4 m³/h 116 m 2622 com teste
Formação Itaqueri 1,8 m³/h 152 m 32 com teste
Formação Botucatu 5,0 m³/h 135 m 32 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m6 poços Formação Serra Geral 4 · Grupo Bauru 1 · Formação Itaqueri 1
  • 50 a 100 m24 poços Formação Serra Geral 15 · Grupo Bauru 8 · Terciário 1
  • 100 a 150 m38 poços Formação Serra Geral 24 · Grupo Bauru 10 · Formação Botucatu 3
  • acima de 150 m27 poços Formação Serra Geral 17 · Grupo Bauru 7 · Formação Itaqueri 2

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Cristais Paulista?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Cristais Paulista.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.