Rio Grande do Sul · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Ponte Preta - RS: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Ponte Preta, Rio Grande do Sul.

  • aquífero fissural
  • formação serra geral
  • 18poços cadastrados
  • 110,4 mprofundidade média
  • 96 mprofundidade mediana
  • 18,6 mnível estático médio

Como são os poços em Ponte Preta - RS?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 18 poços em Ponte Preta - RS. A profundidade média é de 110,4 m e a mediana, 96 m, medida em 18 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 18,6 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Formação Serra Geral. No Censo 2022, 174 dos 585 domicílios do município — 29,7% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
18
Profundidade média
110,4 m
Profundidade mediana
96 m
Nível estático médio
18,6 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Formação Serra Geral
Ante a média do estado
4,5 m mais raso que a média de Rio Grande do Sul (114,9 m)
População (Censo 2022)
1.575 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
174 (29,7%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 18 poços em Ponte Preta, com profundidade média de 110,4 m (mediana de 96 m, variando de 45 m a 339 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Serra Geral, presente em 100% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Ponte Preta é 4,5 m mais raso que a média de Rio Grande do Sul (114,9 m).

Números do cadastro em Ponte Preta

Poços cadastrados em Ponte Preta - RS
Poços no cadastro nacional18 poços
Profundidade média110,4 m 18 poços com o dado
Profundidade mediana96 m
Faixa de profundidade45 m a 339 m
Nível estático médio18,6 m 16 poços com o dado
Nível dinâmico médio69,5 m 2 poços com o dado
Vazão específica média21,2 m³/h por metro 2 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 100% dos registros
Rocha predominanteFormação Serra Geral 100% dos registros
Uso mais comumAbastecimento doméstico/animal 13 poços
Década com mais perfuraçõesanos 1990 11 poços
Poços com teste de vazão18 de 18
Distribuição das profundidades em Ponte Preta 45 m mínimo 96 m mediana 339 m máximo
Metade dos poços fica entre 80 m e 150 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Ponte Preta por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 1 · 6% 50-100 m 10 · 56% 100-150 m 5 · 28% 150-200 m 1 · 6% acima de 200 m 1 · 6%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Ponte Preta 1 1980 11 1990 6 2000
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Ponte Preta. Valores em poços. Abastecimento doméstico/animal 13 · 87% Abastecimento urbano 1 · 7% Abastecimento múltiplo 1 · 7%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 18 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Formação Serra Geral — 18 poços

O território e o subsolo de Ponte Preta

Ponte Preta tem 1.575 habitantes distribuídos em 99,5 km², o que dá 15,8 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Erechim, na região intermediária de Passo Fundo.

No Censo 2022, 174 dos 585 domicílios de Ponte Preta — 29,7% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 172 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 27 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É bem acima da média brasileira, de 11,4% dos domicílios — sinal de que o poço já resolve o abastecimento de boa parte do município, e não apenas de casos isolados.

O Rio Grande do Sul tem os basaltos da Serra Geral no norte, os arenitos do Guarani e das formações Rio Bonito e Botucatu no centro, o aquífero costeiro no litoral e o escudo ao sul. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Serra Geral, Sistema Aquífero Guarani, Sistema Aquífero Costeiro, Escudo Sul-rio-grandense. Em basalto a vazão depende de fratura e de contato de derrame; no litoral, areia inconsolidada exige filtro; no escudo, poço fissural.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Ponte Preta

Com base em 410 poços cadastrados num raio de 30 km de Ponte Preta - RS, 80% deles foram concluídos entre 54 m e 204 m, com profundidade mediana de 104 m. A vazão mediana calculada é de 9,9 m³/h (metade dos poços entre 5,6 m³/h e 20,4 m³/h), sobre 169 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 18 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (100% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Ponte Preta se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 410 poços no raio, contra 18 poços dentro do município.

104 mprofundidade mediana
9,9 m³/hvazão mediana calculada
18 mnível estático mediano
14,5poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 169 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Ponte Preta: 62/100

62 de 100

Confiança: amostra alta410 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 73peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 66peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 61peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 37peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 41peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Ponte Preta costumam descer

  • até 50 m 8%31
  • 50 a 100 m 39%158
  • 100 a 150 m 27%110
  • acima de 150 m 26%104

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m29 poços Formação Serra Geral 28 · Eluvião 1
  • 50 a 100 m146 poços Formação Serra Geral 145 · Eluvião 1
  • 100 a 150 m107 poços Formação Serra Geral 107
  • acima de 150 m94 poços Formação Serra Geral 94

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Ponte Preta?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Ponte Preta.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.