Rio Grande do Sul · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Portão - RS: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Portão, Rio Grande do Sul.

  • aquífero poroso
  • formação botucatu
  • 29poços cadastrados
  • 126,6 mprofundidade média
  • 120 mprofundidade mediana
  • 14,6 mnível estático médio

Como são os poços em Portão - RS?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 29 poços em Portão - RS. A profundidade média é de 126,6 m e a mediana, 120 m, medida em 29 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 14,6 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Formação Botucatu. No Censo 2022, 7.602 dos 12.935 domicílios do município — 58,8% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
29
Profundidade média
126,6 m
Profundidade mediana
120 m
Nível estático médio
14,6 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Formação Botucatu
Ante a média do estado
11,7 m mais fundo que a média de Rio Grande do Sul (114,9 m)
População (Censo 2022)
34.071 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
7.602 (58,8%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 29 poços em Portão, com profundidade média de 126,6 m (mediana de 120 m, variando de 40 m a 214 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Botucatu, presente em 64% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Portão é 11,7 m mais fundo que a média de Rio Grande do Sul (114,9 m).

Números do cadastro em Portão

Poços cadastrados em Portão - RS
Poços no cadastro nacional29 poços
Profundidade média126,6 m 29 poços com o dado
Profundidade mediana120 m
Faixa de profundidade40 m a 214 m
Nível estático médio14,6 m 23 poços com o dado
Nível dinâmico médio68,6 m 22 poços com o dado
Vazão específica média1,5 m³/h por metro 21 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 100% dos registros
Rocha predominanteFormação Botucatu 64% dos registros
Uso mais comumAbastecimento industrial 9 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 12 poços
Poços com teste de vazão29 de 29
Distribuição das profundidades em Portão 40 m mínimo 120 m mediana 214 m máximo
Metade dos poços fica entre 100 m e 156 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Portão por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 1 · 3% 50-100 m 7 · 24% 100-150 m 13 · 45% 150-200 m 7 · 24% acima de 200 m 1 · 3%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Portão 2 1970 4 1980 6 1990 12 2000 4 2010 1 2020
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Portão. Valores em poços. Abastecimento industrial 9 · 38% Abastecimento doméstico 4 · 17% Abastecimento urbano 4 · 17% Abastecimento múltiplo 3 · 13% Sem uso 3 · 13% Doméstico/irrigação/animal 1 · 4%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 26 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Formação Botucatu — 18 poços
  • Formação Piramboia — 5 poços
  • Subgrupo Rio do Rastro — 2 poços
  • Formação Rosário do Sul — 2 poços
  • Formação Serra Geral — 1 poço

O território e o subsolo de Portão

Portão tem 34.071 habitantes distribuídos em 159,3 km², o que dá 213,9 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Novo Hamburgo - São Leopoldo, na região intermediária de Porto Alegre.

No Censo 2022, 7.602 dos 12.935 domicílios de Portão — 58,8% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 7.570 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 5.851 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É bem acima da média brasileira, de 11,4% dos domicílios — sinal de que o poço já resolve o abastecimento de boa parte do município, e não apenas de casos isolados.

O Rio Grande do Sul tem os basaltos da Serra Geral no norte, os arenitos do Guarani e das formações Rio Bonito e Botucatu no centro, o aquífero costeiro no litoral e o escudo ao sul. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Serra Geral, Sistema Aquífero Guarani, Sistema Aquífero Costeiro, Escudo Sul-rio-grandense. Em basalto a vazão depende de fratura e de contato de derrame; no litoral, areia inconsolidada exige filtro; no escudo, poço fissural.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Portão

Com base em 1.390 poços cadastrados num raio de 30 km de Portão - RS, 80% deles foram concluídos entre 70 m e 202 m, com profundidade mediana de 130 m. A vazão mediana calculada é de 5,0 m³/h (metade dos poços entre 2,7 m³/h e 9,3 m³/h), sobre 1.001 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 19 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (84% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Portão se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 1.390 poços no raio, contra 29 poços dentro do município.

130 mprofundidade mediana
5,0 m³/hvazão mediana calculada
19 mnível estático mediano
49,2poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 1.001 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Portão: 47/100

47 de 100

Confiança: amostra alta1.390 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 30peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 96peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 42peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 15peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 56peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Portão costumam descer

  • até 50 m 5%62
  • 50 a 100 m 26%353
  • 100 a 150 m 36%498
  • acima de 150 m 33%453

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Formação Serra Geral 9,3 m³/h 150 m 278185 com teste
Formação Botucatu 5,1 m³/h 120 m 184138 com teste
Subgrupo Rio do Rastro 4,4 m³/h 132 m 148132 com teste
Formação Rosário do Sul 3,1 m³/h 150 m 9688 com teste
Formação Irati 4,5 m³/h 118 m 8277 com teste
Formação Piramboia 3,6 m³/h 153 m 6852 com teste
Formação Rio Bonito 4,3 m³/h 160 m 6357 com teste
Aluviões 6,2 m³/h 100 m 5138 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m47 poços Aluviões 14 · Formação Botucatu 8 · Formação Palermo 7
  • 50 a 100 m260 poços Formação Botucatu 61 · Formação Serra Geral 43 · Subgrupo Rio do Rastro 40
  • 100 a 150 m388 poços Formação Serra Geral 105 · Formação Botucatu 73 · Subgrupo Rio do Rastro 56
  • acima de 150 m376 poços Formação Serra Geral 127 · Subgrupo Rio do Rastro 47 · Formação Botucatu 42

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Portão?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Portão.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.